<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-2516559835644333528</id><updated>2011-11-12T05:14:55.924-08:00</updated><title type='text'>Soraia Morena</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://morenasoraia.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2516559835644333528/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://morenasoraia.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Pula</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>83</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2516559835644333528.post-589919849247081539</id><published>2011-09-15T20:38:00.000-07:00</published><updated>2011-09-15T20:38:06.077-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-NPrZCOVhqvw/TnLD3cHhw3I/AAAAAAAAAeU/Z0rZhX1xiwE/s1600/DSC02727.JPG" imageanchor="1" style="margin-left:1em; margin-right:1em"&gt;&lt;img border="0" height="240" width="320" src="http://3.bp.blogspot.com/-NPrZCOVhqvw/TnLD3cHhw3I/AAAAAAAAAeU/Z0rZhX1xiwE/s320/DSC02727.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Dentre tantos muitos afazeres, nenhum me deixa mais feliz do que ser mãe das minhas meninas, simples assim. &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2516559835644333528-589919849247081539?l=morenasoraia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://morenasoraia.blogspot.com/feeds/589919849247081539/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2516559835644333528&amp;postID=589919849247081539' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2516559835644333528/posts/default/589919849247081539'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2516559835644333528/posts/default/589919849247081539'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://morenasoraia.blogspot.com/2011/09/dentre-tantos-muitos-afazeres-nenhum-me.html' title=''/><author><name>Pula</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-NPrZCOVhqvw/TnLD3cHhw3I/AAAAAAAAAeU/Z0rZhX1xiwE/s72-c/DSC02727.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2516559835644333528.post-205059464083438076</id><published>2011-06-27T06:31:00.000-07:00</published><updated>2011-06-27T06:32:48.211-07:00</updated><title type='text'>carta para uma menina sem nome</title><content type='html'>Aquela noite passou rápido, no final, descansei umas 03 horas - eu e você na barriga. Esse lugar que é um escudo de todos os males do mundo. Quem dera pudéssemos ser sempre assim, um só ser inteirinho e cheio, você crescendo por dentro, sem nada saber do mundo, apenas batimentos, sono e movimento. Morena perguntou outro dia, caso eu pudesse escolher ser um animal, qual deles preferiria. Não soube responder então, mas hoje diria que seria uma canguru bem grande, percorrendo distâncias aos saltos, sempre carregando o filhote na barriga.&lt;br /&gt; Acordamos com os sinos da igreja e então tivemos certeza: seu avô, aquele senhor doce e simpático, não estava mais entre os homens da terra; era recebido com repiques múltiplos e alegres em uma imensa festa no céu.&lt;br /&gt; De fato, quando abrimos a janela, amanhecia o dia explodindo azul anil e amarelo ouro, cores de alegria. A cidade dormia bonita sob uma névoa branca em completo silêncio e atenção – era o primeiro dia naquele lugar, depois de muitos e muitos anos, que o povo acordaria sem a presença sólida de seu avô. &lt;br /&gt; Nossa visão foi esta e foi reveladora: ele postava-se feliz em um mundo superior. Não poderia ser diferente, porque viveu uma vida boa e justa, isso descobrimos depois, ao longo daquele dia comprido e dolorido.&lt;br /&gt; Quisera eu contar a história dessa vida inteirinha para você, desfiando um novelo brilhante, mas ainda não a conheço por inteiro. Prometo que recolheremos os pedaços nas memórias espalhadas de um e de outro para desvendarmos essa trama, que culminou neste dia ao qual por acaso estive presente, meio sem graça segurando a mão deste que será seu pai, chorando baixinho de saudades - muito mais por você e por sua avó do que por mim mesma.&lt;br /&gt; Suas primas que hoje já são mocinhas irão contar deste homem destemido que foi seu avô, porque entre tantos feitos, conseguiu brigar e matar um jacaré que tinha 3 vezes seu tamanho. Alguma espingarda o acertou no nariz por algum motivo, por isso apresentava aquele sinal, vamos descobrir melhor. Seu pai irá contar do dia em que ele impávido, tomou uma xícara de café com sal ao invés de açúcar e não esboçou um sinal de contrariedade. Eu e Gabriela sabemos imitar uma careta bem boa dele, usada em ocasiões especiais; e ela é quem vai lhe dizer como foi que ele desistiu de ser padre, naquela tarde inconfundível onde viu sua avó passando moça e elegante na fazenda ao lado, montada de vestido amarelo na garupa de um cavalo pomposo.&lt;br /&gt; Sei que algum tempo mais tarde ele subiria apressado os degraus desta casa de fazenda onde ela vivia e que está bem retratada naquela pintura do corredor. Fazia-o com hora marcada e consentida, para namorar essa moça que esperava na sala bordando impaciente, emaranhando as linhas e quase furando o dedo de ansiedade e espera, com uma criança velando o namoro no sofá ao lado.&lt;br /&gt; Assim talvez tenha início a história dessa família povoada e divertida da qual você também já faz parte, sem saber. Para sua avó, ele deu de presente sete filhos bonitos e estranhamente diferentes uns dos outros, mas todos bons ao seu modo. Deu uma fazenda onde se podia dormir ao som de um regato; um casamento de 50 anos bem celebrados com padre e tudo; um amor de uma vida inteira, declarado aos quatro ventos, “compreendido e compreensivo” - como ele mesmo escreveu ainda no ano em que nasci - tendo por fim alcançado o mais belo ângulo da “curva da compreensão” que todos os casais almejam e apenas alguns poucos conseguem vislumbrar e merecer. &lt;br /&gt; Que dia comprido, triste e bonito esse domingo de despedidas. Coroas de flores chegavam ininterruptamente e não houve mais espaço para acomodá-las. Eram mais de 120 delas enfeitando aquele salão imenso que se fez pequeno por conta de tantas e tantas homenagens. Foram tantas flores que ainda em um raio de 10 kilômetros podia-se sentir aquele cheiro de lírios brancos que você vai saber um dia, é sempre o perfume das últimas despedidas.&lt;br /&gt; Houve uma comoção na cidade e todos os moradores movimentaram-se fervilhantes para o topo da montanha onde seu avô era velado, formando uma fila entre os assentos daquele salão, porta afora, descendo a avenida e mais ainda, aguardando pacientemente o momento de se aproximarem e despedirem-se. Todos quiseram e puderam dar adeus e prestar sentimentos para sua avó que estava muito triste, mas não perdeu a pose de rainha, mesmo por força dos acontecimentos todos. &lt;br /&gt; Surpreendeu-me constatar como era querido e adorado, como recebeu gente de longe – chegando de avião, a cavalo ou peregrinando em sandálias. Até um bêbado entrou rodopiando no salão e veio respeitosamente debruçar-se sobre o corpo, murmurando entre dentes agradecimentos por causas desconhecidas, os olhos marejados. &lt;br /&gt; Eu sou sempre de fora, aqui e em todo lugar, por conta de ter vivido aos saltos com meus pais, não tendo criado raízes, isso me joga no lugar de uma observadora atenta, mas enquanto tal, sempre surpreendida. De modo que me espantei com o volume de pessoas que por meio da mão de seu avô conseguiram construir casa própria, melhorando de vida e enraizando-se mais ainda na cidade natal, formando sulcos no rosto deste próprio chão. &lt;br /&gt; O padre muito bem lembrou-nos de nossa finitude, unida ao nosso desejo de eternidade, manifesto concretamente em coisas como você, uma filhinha que ainda não conhecemos. &lt;br /&gt; Por fim, também eu me aproximei de seu avô e pude dar um tchauzinho discreto, cochichando que descansasse merecidamente e que ficasse tranqüilo porque cuidaríamos bem de você. E que olhasse por nós todos do alto das estrelas. Assim que prometi acender-lhe velas de quando em quando para sinalizar onde estaríamos, para que não tivesse nenhum trabalho em nos localizar pelo mundo. &lt;br /&gt; A saudade eterna de um ente querido é mais um castigo de uma humanidade distanciada dos deuses e quanto mais distantes estivermos deles, mais sofrida nossa existência cansada. Por isso orou-se, cantou-se e louvou-se, seguindo a voz aguda das senhoras – sempre presentes nos rituais de despedida das cidades pequenas – esses lugares onde ninguém se apressa tanto. &lt;br /&gt; Apoio no braço de quem quero “escorar e ser escorada” sempre. Repara neste homem, parece-se cada dia mais com seu avô, forte e bonito, justo e bom, por dentro e por fora. &lt;br /&gt; Nos enterros é onde a tristeza anda de braços dados com a beleza. Os túmulos, conforme nos aproximamos, contam histórias em sussurros e aqui todos são parentes de longa data, de um jeito ou de outro. Salvo raras exceções, as pessoas vivem até os 100 anos, como constatamos no dia anterior, na bem celebrada festa da tia Nair. Vemos que a morte e o nascimento não são pares de opostos, apenas faces de uma mesma moeda, a mais brilhante, valiosa e resplandecente de todas – nossa vida. &lt;br /&gt; Tudo consumado, descansamos. Norfinha deixou pronta uma canja bem boa, daquela que conforta qualquer coração cansado. Estivemos tristes e continuamos. Acordo aos saltos de madrugada, e fico rodando a casa feito gata, mexendo nos papéis e cadernos.  Repasso essa história e outros detalhes ininterruptamente, buscando um sentido para acontecimentos tão repentinos. Foram 12 dias em suspenso, onde nada mais teve importância, apenas o toque do telefone estridente e malvado. Estivemos esperando sem saber o quê, mas era a Dona Morte, linda de vestido azul, bonita, fria e implacável. Veio com bastante delicadeza, suavidade, sem dor, graças a Deus.&lt;br /&gt; Entre tantos porquês sem resposta, agora esperamos a vida. Que venha vestida de esperança e generosidade. &lt;br /&gt; Aguardamos assim a sua chegada.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2516559835644333528-205059464083438076?l=morenasoraia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://morenasoraia.blogspot.com/feeds/205059464083438076/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2516559835644333528&amp;postID=205059464083438076' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2516559835644333528/posts/default/205059464083438076'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2516559835644333528/posts/default/205059464083438076'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://morenasoraia.blogspot.com/2011/06/carta-para-uma-menina-sem-nome.html' title='carta para uma menina sem nome'/><author><name>Pula</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2516559835644333528.post-4634525463255553267</id><published>2011-01-05T16:49:00.000-08:00</published><updated>2011-01-05T17:01:28.098-08:00</updated><title type='text'>Três vezes Alice (ou A Padaria de Alice)</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_tLn3p9f1k3o/TSUT84jt9HI/AAAAAAAAAXk/GkzsfO3lsVI/s1600/5.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_tLn3p9f1k3o/TSUT84jt9HI/AAAAAAAAAXk/GkzsfO3lsVI/s400/5.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5558871251754022002" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_tLn3p9f1k3o/TSUT8uhwF5I/AAAAAAAAAXc/Ups92U18ggk/s1600/10.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 312px; height: 400px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_tLn3p9f1k3o/TSUT8uhwF5I/AAAAAAAAAXc/Ups92U18ggk/s400/10.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5558871249061418898" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_tLn3p9f1k3o/TSUT8aLfCmI/AAAAAAAAAXU/568hvPRzeO4/s1600/13.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 267px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_tLn3p9f1k3o/TSUT8aLfCmI/AAAAAAAAAXU/568hvPRzeO4/s400/13.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5558871243599317602" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_tLn3p9f1k3o/TSUT8DXjgII/AAAAAAAAAXM/Mpkfehf4Lko/s1600/16.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 267px; height: 400px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_tLn3p9f1k3o/TSUT8DXjgII/AAAAAAAAAXM/Mpkfehf4Lko/s400/16.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5558871237475926146" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não chovia por estas bandas por longos 6 meses. O tempo estava seco e as pessoas tomavam muita água, com bastante dificuldade de respirar. Eu mesma aspirava profundo sobre o peso da barriga. No dia 23, esta quinta-feira, ainda andei bastante. Estive na USP pela manhã, trabalhando com a Ana. Ao final do expediente, ela me disse: “não sei nunca quando vou te ver de novo”, olhando enigmática para a barriga. E eu entrando de vez na 39ª semana de gravidez. No dia anterior estive na aldeia, joguei  com o Alê, ganhei muitos abraços, quanta boa energia nos momentos importantes. Está tudo certo, me afirmou ele recorrentemente, mas equilibra suas energias em uma roda de fogo, porque você está precisando de mais masculino aí - o que vem a ser basicamente uma força maior para a grande hora do nascimento. Ainda almoço com a Alexandra, tanta gente no caminho, todos invocam já Nossa Senhora do Bom Parto e sua boa hora. Eu mesma iniciei este estranho diálogo com a minha barriga: “pode vir, pode nascer, venha mesmo, te esperamos, te esperamos.” Na verdade tinha medo de ultrapassar o teto das 40 semanas e ter que fazer aquele acompanhamento exaustivo e diário para saber se está tudo bem, se está tudo certo, sempre na expectativa de que, senão, anestesia, bisturi, hospital e enfermeira, roteiro perfeito de um filme de terror. &lt;br /&gt;Carreguei de livros uma sacola, preparando-me para ficar mesmo em casa. O pai me fazia prometer que a partir da 39ª semana eu não iria mais dirigir, não iria mais trabalhar, não iria mais mais. Só menos menos, por isso os livros. “Pode vir, pode nascer”, repetia meu mantra internamente. Chegou a primavera, entramos no signo de libra. “Pode vir...” &lt;br /&gt;Ainda de noite busquei as crianças na aula de piano, mas quase não está dando mais para dirigir. Tudo bem. O mundo é especialmente gentil com as mulheres grávidas. À beira de parir, vendedores e feirantes são solícitos, fazem descontos especiais. Que estado interessante, dizem das grávidas lá no norte. É a minha segunda gravidez, mas como não sabemos de nada desse mundo interno nosso, é como se fosse a primeira.    &lt;br /&gt;Acordei no meio da noite com o estouro gentil da bolsa, olhei no relógio: 2h30 da manhã, hora exata em que a lua mudava de fase – de crescente para cheia, redonda como eu. Senti o cheiro de chuva, um cheiro difícil de explicar porque não chovia há tanto tempo, um cheiro difícil de explicar para quem não está grávida.  Banho demorado, acender velas, arrumar flores, postar a mesa de café da manhã, com frutas secas e também frescas, com amêndoas, com cores e aromas que combinassem entre si. Tudo muito lindo na casinha da Rua Linda.  No meio da madrugada, Lico fez sua tentativa: “não quer ir para o hospital?” Não, porque tenho medo de enfermeiras com requintes de masoquismo e com síndromes diversas de poder sobre o meu corpo.&lt;br /&gt; Não sou radical, nada contra cesáreas e hospitais. Mas tudo contra cesáreas desnecessárias (e o Brasil, é recordista mundial em cesáreas!!). Porque a linha divisória entre a necessidade de uma cirurgia (sete camadas de pontos, dores por 15 dias, maior incidência de depressão pós parto, ausência total de seu corpo com a anestesia, etc, etc) e a não necessidade desta (pariu, levanta, segura a criança, vai tomar banho) é uma linha tênue, tão tênue que praticamente invisível.*&lt;br /&gt;Parto em casa era uma decisão tomada no escurinho de mim mesma, sem muita segurança, sem alarde e sem divulgação, mas seguindo o modelo do meu primeiro parto – em idos tempos onde eu era mais “odara”. Desta vez, pronta para ir ao hospital em qualquer eventualidade. Caso necessário, abandono meu chuveiro, minha cama, minha madeirinha, e mais ainda, eu mesma. Porque no hospital, quem manda na gente e no bebê são os outros, sempre mais entendidos do que a mãe. O pai então coitado, é relegado ao plano do “não atrapalhe por favor, se quiser assistir tem que se comportar!”. Hospital e cesárea sim senhor, se necessário for. Assim que confiei a Betina, essa militante da mulher e excelente médica, o olhar para essa necessidade. Um indicador importante: checar quantos partos normais realiza seu obstetra x quantas cesáreas, no espaço de um mês. A Betina chega a fazer 12, 14 partos em um mês. Se 1 acaba em cesárea é muito. Assim, me disponibilizei a ver como a banda toca. &lt;br /&gt;A banda revelou-se extremamente afinada, por fim, com a força estranha que antecede os nascimentos. Amanheceu nublado, mas o clima era de festa. Apareceu minha querida amiga sorridente no portão de casa, veio muito preparada para ficar comigo até o final da jornada. Uma mulher e essa força. Calculou que o bebê nasceria na noite seguinte, já se organizara com seus filhos. Acorda Morena, chega a médica, descarregando equipamentos esquisitos. Lico organizou vaga na rua para todos, encheu banheira, cuidou de comprar o que faltava. “Servicinho de homem”, piscou Betina. Agito geral e as contrações, amigas e espaçadas, sem dor. A fim de não amolar tanta gente, gostaria que este trabalho de parto começasse logo e efetivamente, assim que ficamos a andar pelas ladeiras do bairro, descendo a Caiubi e subindo a Bartira e as dores começaram a se fazer mais presentes. Achei muita graça de andar a ter contrações pelas ruas, mas que passeios gostosos, olhando as casas e as plantas e achando o mundo tão lindo, este que ia nascer minha filhinha. A vizinha lá de cima da rua ainda perguntou: é para quando? “É para hoje, finalmente”, respondi, para seu estupor.&lt;br /&gt;A Betina é médica obstetra, e enquanto tal, muito sabida dos processos todos da gravidez e do trabalho de parto, claro. Não deixou escapar um exame, tudo é ponto de atenção e cuidado. Mas sem exames vãos e exageros desnecessários! Agora como o trabalho decorresse tranqüilo, não solicitando sua especialidade científica, foi mesmo na experiência e sensibilidade que sua sabença me impressionou de vez. Pequenos avisos como por exemplo o fato de eu não conseguir ter contrações enquanto a casa não sossegasse, a Morena não fosse para a escola e o ar perdesse por fim aquela euforia de festa e tornasse para a seriedade que requer um trabalho. Dito e feito, assim o franco trabalho de parto começou, as dores chegaram de verdade. Enquanto eu não deixasse de lado alguns medos fundamentais e outras verdades inquestionáveis, aquela jornada não acabaria tão cedo para nós. Nós, porque dessa vez, não dei a luz sozinha. Éramos um grupo. &lt;br /&gt;Supostamente, os trabalhos de parto te fazem mais forte. Ser capaz de parir uma criança é coisa que até Deus duvida. Costuma-se sair da experiência maior e melhor do que se entra. No caso específico, o trabalho de parto revelou tanta fragilidade e co-dependência! Vi-me, mais uma vez e novamente, frente a frente com o maior de todos os meus inimigos: eu mesma (sempre!). Como precisei de cada uma das pessoas que estiveram ali. A Betina obstetra, a Renata amiga, o Lico companheiro e o Cacá pediatra. Não fossem todos, Alice não teria nascido. Dependesse somente de mim... Porque o trabalho de parto levou-me para essa terra de ninguém, desoladora e triste, cheia de dor, de medo, frio e solidão. Jornada difícil de realizar.  O caminho do desespero, já meu velho conhecido. De modo que as vozes na escuridão, o calor das mãos vindo deste mundo outro e distante (o fora do meu corpo) foi o que não me deixou sucumbir. O olhar de força da Renata que eu buscava quando vinha uma luz e eu abria os olhos. Os sussurros do Lico, suas poucas e certeiras palavras, seus beijos (os melhores de minha vida!). Foi pela força de seus braços que a dor cedeu e eu chorei feito criança cada vez que ele se afastou, porque as dores eram irremediavelmente mais fortes e eu não conseguia agüentá-las sozinha, sem ele. A tranqüilidade da chegada do Cacá e a força da sua mão. A força é mesmo masculina e eu precisei destas duas, do Cacá e do Lico, para definitivamente fazer com que o parto chegasse ao seu termo. Normalmente, no caso de optar pela anestesia, ela entra no final desse processo, para a expulsão. Mas entendi que é a dor que torna a expulsão real. Entranhada em mim, pela dor, a criança tinha que nascer. E vem a força, essa que a gente acha que não tem, mas descobre nessa horinha, somente ali, sem a anestesiasinha final,  que tem sim, ah tem.&lt;br /&gt;Alice nasceu às 5h20 em ponto daquela tarde. Levou mesmo um minuto inteiro para que seu corpo saísse todo e mergulhasse na água da banheira. Quando a vi, não agüentei, segurei-a logo, abracei-a. Procurei o Lico, mas ele estava sempre atrás de mim, sentia sua mão. Nasceu, a nossa menina, dessa vez chorei. &lt;br /&gt;Ela, que apertou-se e espremeu-se como nunca. Deixou repentinamente o mundo aquático para o mundo do ar e do frio. Mas não foi virada de ponta cabeça, nem deitou-se em uma bandeja de alumínio gelado, nem mãos estranhas a examinaram, nem nunca ninguém teve pressa. Procedimentos como aspirações, injeções, verificações, aquelas de praxe e comuns, que se aplicam a todos, também outros tipos de incômodos físicos que só podem mesmo ser proporcionados no hospital, ela não conheceu. Ficou ali no me colo o tempo que quis. O tempo do não choro, o tempo do aprender a respirar devagar. O tempo de abrir seus olhos e procurar os nossos, como qualquer outro filhote faz. A gente é bicho e acha que é gente.  &lt;br /&gt;Anunciou a chegada de Alice aquela “chuvinha criadeira”. Levantei e fui tomar banho. O Lico saiu com Alice nos braços, o Cacá preparou o quarto da Morena. Lico foi pai pela primeira vez. Um pai que deixaram ser pai, um pai inteiro. Um pai que sem ele, não nascia. Bem ao contrário do lugar secundário e irrelevante que costumam lançar todos os pais nessa hora – nada de “espera lá fora”. Pelas mãos do maior especialista em seres pequenos que meus olhos já viram – o Cacá - Lico deu o primeiro banho e conheceu a bebê bem de perto na sua primeira hora  de vida. A filha é mais dele do que nunca, todos os dias. &lt;br /&gt;Tão pequena, tão perfeita, tão bonita a nossa menina. Está fora da barriga e mobiliza mais mundo do que antes, quando estava dentro. Avós viajam de longe. Tio, amigos, primos, irmãos e sobrinhos cumprem uma via sacra para conhecê-la, uma que é difícil para a gente acompanhar, cansados com tantas e tantas mudanças, a aventura de colocar uma criança no mundo. Dizem que cada criança que nasce vem com seu pãozinho debaixo do braço. É verdade, tanto que me sinto em uma padaria, nós, sob o calor das fornalhas, sentindo o perfume delicioso dos pães frescos, correndo para lá e para cá, suando em bicas porque trabalhando que nem gente grande, mas com todas as recompensas de um trabalho bem feito. &lt;br /&gt;Três vezes Alice, porque nos vemos nela. Alice do pai, Alice da mãe, Alice da irmã. Bem vinda querida, sempre, porque este foi o seu primeiro nome.&lt;br /&gt;* para informações sobre parto, cesáreas, etc, ver:&lt;br /&gt;http://www.maternidadeativa.com.br/&lt;br /&gt;http://www.partodoprincipio.com.br/&lt;br /&gt;http://www.amigasdoparto.com.br/&lt;br /&gt;http://neonatologiakk.blogspot.com/&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2516559835644333528-4634525463255553267?l=morenasoraia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://morenasoraia.blogspot.com/feeds/4634525463255553267/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2516559835644333528&amp;postID=4634525463255553267' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2516559835644333528/posts/default/4634525463255553267'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2516559835644333528/posts/default/4634525463255553267'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://morenasoraia.blogspot.com/2011/01/tres-vezes-alice-ou-padaria-de-alice.html' title='Três vezes Alice (ou A Padaria de Alice)'/><author><name>Pula</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_tLn3p9f1k3o/TSUT84jt9HI/AAAAAAAAAXk/GkzsfO3lsVI/s72-c/5.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2516559835644333528.post-9004376270651413623</id><published>2010-09-20T15:54:00.000-07:00</published><updated>2010-09-20T15:56:23.080-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_tLn3p9f1k3o/TJfmetpgHJI/AAAAAAAAAWI/wfPvasfVim8/s1600/so1..jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 271px; height: 400px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_tLn3p9f1k3o/TJfmetpgHJI/AAAAAAAAAWI/wfPvasfVim8/s400/so1..jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5519133283689962642" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_tLn3p9f1k3o/TJfmeKQIq4I/AAAAAAAAAWA/J9ocDC6KQVU/s1600/desenho.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 266px; height: 400px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_tLn3p9f1k3o/TJfmeKQIq4I/AAAAAAAAAWA/J9ocDC6KQVU/s400/desenho.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5519133274188327810" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2516559835644333528-9004376270651413623?l=morenasoraia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://morenasoraia.blogspot.com/feeds/9004376270651413623/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2516559835644333528&amp;postID=9004376270651413623' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2516559835644333528/posts/default/9004376270651413623'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2516559835644333528/posts/default/9004376270651413623'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://morenasoraia.blogspot.com/2010/09/blog-post.html' title=''/><author><name>Pula</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_tLn3p9f1k3o/TJfmetpgHJI/AAAAAAAAAWI/wfPvasfVim8/s72-c/so1..jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2516559835644333528.post-7935090587110675923</id><published>2010-09-10T19:46:00.001-07:00</published><updated>2010-09-10T19:49:54.629-07:00</updated><title type='text'>Agora.</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_tLn3p9f1k3o/TIruHzNwNjI/AAAAAAAAAV4/GzBddO0c0cc/s1600/alice4%5B1%5D+(2).jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 196px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_tLn3p9f1k3o/TIruHzNwNjI/AAAAAAAAAV4/GzBddO0c0cc/s200/alice4%5B1%5D+(2).jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5515482511442982450" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_tLn3p9f1k3o/TIruHC7ffeI/AAAAAAAAAVw/ceOqY1d1lqw/s1600/alice5%5B2%5D+(2).jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 181px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_tLn3p9f1k3o/TIruHC7ffeI/AAAAAAAAAVw/ceOqY1d1lqw/s200/alice5%5B2%5D+(2).jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5515482498481487330" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_tLn3p9f1k3o/TIruGXatKMI/AAAAAAAAAVo/UaKnIl_hCBI/s1600/alice3%5B1%5D+(2).jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 192px; height: 200px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_tLn3p9f1k3o/TIruGXatKMI/AAAAAAAAAVo/UaKnIl_hCBI/s200/alice3%5B1%5D+(2).jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5515482486801246402" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_tLn3p9f1k3o/TIruF5iydyI/AAAAAAAAAVg/9euv2ZNjUTM/s1600/alice2%5B1%5D+(2).jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 200px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_tLn3p9f1k3o/TIruF5iydyI/AAAAAAAAAVg/9euv2ZNjUTM/s200/alice2%5B1%5D+(2).jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5515482478782084898" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_tLn3p9f1k3o/TIruFdKyNfI/AAAAAAAAAVY/9ZvNU0hwbSw/s1600/alice1%5B1%5D+(2).jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 191px; height: 200px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_tLn3p9f1k3o/TIruFdKyNfI/AAAAAAAAAVY/9ZvNU0hwbSw/s200/alice1%5B1%5D+(2).jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5515482471165212146" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Agora as pessoas me perguntam: quanto tempo falta? Não falta. O tempo acabou, o que ficou é espera, de olhos fechados, tem sinal toda noite. O tempo da barriga está acabando, avisam contrações espaçadas. Estas podem durar semanas, mas anunciam a “boa hora” como costumam dizer do tempo inexistente dos milagres.  Quem já teve barriga tem saudades manifesta. Quem nunca teve quer ter um dia. Talvez porque com uma barriga, tudo mesmo só caminhe para frente, o corpo bambeando circular, mas certo no eixo do mundo. Eu tenho os pés dela nas minhas costelas, consigo fazer carinho.  E se tenho azia é só porque ela tem cabelo. E passo e guardo as roupinhas, mas não se pode abotoá-las. Vontade de comer fruta, de ouvir boa música e o sono é o melhor de todos os tempos e eras, sagrado. O mundo se comove com a nossa passagem e eu me comovo com o mundo. As crianças sapecam em torno da barriga querendo sentir o pé, o joelho, querendo ver se mexe. O guarda pára o trânsito, não tem mais fila em canto nenhum do planeta, tenho mais tempo e menos gás. Tem trabalho, tem coisa para fazer, tem amiga organizando chá de bebê, outra sapecando lembrancinha, outra fazendo sopa. Tem afilhado fazendo graça. Tem marido rondando, cuidando. Eu tenho medo, faço promessa. Saudades do povo do terreiro. Saudades de uma vida eficiente, cada vez mais difusa. Me volto para dentro, nada mais tem tanta importância assim, por isso esqueço compromissos importantes. A menina não tinha nome, agora já tem.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2516559835644333528-7935090587110675923?l=morenasoraia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://morenasoraia.blogspot.com/feeds/7935090587110675923/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2516559835644333528&amp;postID=7935090587110675923' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2516559835644333528/posts/default/7935090587110675923'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2516559835644333528/posts/default/7935090587110675923'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://morenasoraia.blogspot.com/2010/09/agora.html' title='Agora.'/><author><name>Pula</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_tLn3p9f1k3o/TIruHzNwNjI/AAAAAAAAAV4/GzBddO0c0cc/s72-c/alice4%5B1%5D+(2).jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2516559835644333528.post-4213077744247655522</id><published>2010-09-10T19:11:00.000-07:00</published><updated>2010-09-10T19:14:21.411-07:00</updated><title type='text'>Agora? Logo agora? Justo agora?</title><content type='html'>De Adriana Calcanhotto &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu ouvi dizer&lt;br /&gt;que você assim&lt;br /&gt;como quem não quer nada&lt;br /&gt;perguntou por mim&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora&lt;br /&gt;Logo agora&lt;br /&gt;Justo agora&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu ouvi você&lt;br /&gt;me dizer que sim&lt;br /&gt;mas era silêncio o que se ouvia&lt;br /&gt;quando dei por mim&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu ouvi você&lt;br /&gt;me dizer que sim&lt;br /&gt;mas era silêncio o que havia&lt;br /&gt;quando dei por mim&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora&lt;br /&gt;Logo agora&lt;br /&gt;Justo agora &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu ouvi dizer&lt;br /&gt;que você assim&lt;br /&gt;como quem não quer nada&lt;br /&gt;perguntou por mim&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora?&lt;br /&gt;Logo agora?&lt;br /&gt;Justo agora?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2516559835644333528-4213077744247655522?l=morenasoraia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://morenasoraia.blogspot.com/feeds/4213077744247655522/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2516559835644333528&amp;postID=4213077744247655522' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2516559835644333528/posts/default/4213077744247655522'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2516559835644333528/posts/default/4213077744247655522'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://morenasoraia.blogspot.com/2010/09/agora-logo-agora-justo-agora.html' title='Agora? Logo agora? Justo agora?'/><author><name>Pula</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2516559835644333528.post-6364688713327105865</id><published>2010-06-11T10:12:00.000-07:00</published><updated>2010-06-11T10:15:37.685-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_tLn3p9f1k3o/TBJu69LpmnI/AAAAAAAAAVI/OGe7It2ekuU/s1600/DSC00260.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 374px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_tLn3p9f1k3o/TBJu69LpmnI/AAAAAAAAAVI/OGe7It2ekuU/s400/DSC00260.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5481565655598209650" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;demora tanto, demora tanto para crescer&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2516559835644333528-6364688713327105865?l=morenasoraia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://morenasoraia.blogspot.com/feeds/6364688713327105865/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2516559835644333528&amp;postID=6364688713327105865' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2516559835644333528/posts/default/6364688713327105865'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2516559835644333528/posts/default/6364688713327105865'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://morenasoraia.blogspot.com/2010/06/demora-tanto-demora-tanto-para-crescer.html' title=''/><author><name>Pula</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_tLn3p9f1k3o/TBJu69LpmnI/AAAAAAAAAVI/OGe7It2ekuU/s72-c/DSC00260.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2516559835644333528.post-6613276265387225834</id><published>2010-06-08T09:41:00.000-07:00</published><updated>2010-06-08T09:50:24.165-07:00</updated><title type='text'>coisas que o dinheiro não compra</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_tLn3p9f1k3o/TA50bbBD2CI/AAAAAAAAAVA/ua0phG3RAdU/s1600/DSC00062.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_tLn3p9f1k3o/TA50bbBD2CI/AAAAAAAAAVA/ua0phG3RAdU/s400/DSC00062.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5480445811013965858" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2516559835644333528-6613276265387225834?l=morenasoraia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://morenasoraia.blogspot.com/feeds/6613276265387225834/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2516559835644333528&amp;postID=6613276265387225834' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2516559835644333528/posts/default/6613276265387225834'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2516559835644333528/posts/default/6613276265387225834'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://morenasoraia.blogspot.com/2010/06/coisas-que-o-dinheiro-nao-compra.html' title='coisas que o dinheiro não compra'/><author><name>Pula</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_tLn3p9f1k3o/TA50bbBD2CI/AAAAAAAAAVA/ua0phG3RAdU/s72-c/DSC00062.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2516559835644333528.post-260703093663564860</id><published>2009-12-17T09:51:00.000-08:00</published><updated>2009-12-17T10:03:28.454-08:00</updated><title type='text'>Personagens fantásticos, música, dança e criança</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_tLn3p9f1k3o/SypxDtQ1MbI/AAAAAAAAAU4/0k7H2NJN9IU/s1600-h/foto+Boi.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 342px; height: 400px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_tLn3p9f1k3o/SypxDtQ1MbI/AAAAAAAAAU4/0k7H2NJN9IU/s400/foto+Boi.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5416265810370179506" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;* publicado no Livro Brincar, Um Baú de Possibilidades, 2009 / Org. Renata Meirelles e Soraia Chung Saura&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;foto Morena&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Admira primeiro, depois compreenderás”.&lt;br /&gt;(Bachelard, A Poética do Devaneio)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Boi, boi, boi, boi da cara preta”, cantarolava baixo no portão de minha casa, fitando atenta o boi, que por sua vez me fitava também, enigmático. Cantando e olhando, calculava a distância entre o boi e o portão. E do portão, quanto para chegar ao asfalto. Dô sempre alertava: &lt;br /&gt;“Boi corre atrás de menina vestida de vermelho”. &lt;br /&gt;E lá estava eu: pronta para ir à escola, tendo que cruzar o pasto para chegar ao asfalto, inteira de vestido vermelho, um boi no meio.&lt;br /&gt;Dô me contava sim muitas histórias passíveis de dúvida, cozinheira carinhosa. Mas desde que a vi caminhar descalça sobre um tapete de brasas incandescentes, reafirmando sua fé por São João e Jesus, nunca mais duvidei de nada do que dizia. &lt;br /&gt;Voltava para dentro de casa e me queixava do boi na estrada, mas minha mãe, bem mais pragmática, alertava para o atraso na aula. &lt;br /&gt;“Bobagem”, dizia. &lt;br /&gt;Entre Dô e minha mãe, entre o portão e a rua, entre o pasto e o asfalto, entre o boi e o vestido vermelho, enchendo o peito de coragem e debandando em carreira, me vi a salvo alguns metros depois, suando frio. Tornei a olhar o boi: ainda me encarava, ruminando parado no mesmo lugar, os,chifres eram enormes e assustadores.&lt;br /&gt;De onde vem essa memória humana que nos faz sentir fascínio e medo pelo bicho boi? Quantos infinitos folguedos e festas há no mundo que fazem menção a esse animal? Por que os homens insistem, em todos os cantos do planeta, em brincar com esse bicho, quer seja ele boi manso dançante ou touro bravo esturrante? &lt;br /&gt;Menina saltitante na festa&lt;br /&gt;Se podemos afirmar que as festas das culturas tradicionais possuem uma função no mundo, a principal deve ser a de realizarmos todos, coletivamente, esse exercício mítico de nos aventurarmos em universos ancestrais, revivendo questões desafiadoras para a humanidade, latentes em todos nós: o bicho, a fera, a vida, a morte, a angústia diante do tempo que se esvai implacável, por meio do prazer na dança e na música. Nesse exercício de se paramentar, enfeitar, dançar, tocar, reviver e religar, não há quem não se encante, quem não se poste seduzido em fascínio. Isso acontece com todos os que participam dos festejos. Quem participa assistindo e quem participa fazendo, vale lembrar que participantes somos todos. Encantamento, porque as manifestações estão recheadas de sentidos, estes inenarráveis, mágicos e maravilhosos. Assim, estar criança no meio de um folguedo colorido e barulhento, repleto de máscaras, sons e cores, tendo um bicho Boi brilhante, dançante e com chifres reais, é aventura de viver em um mundo mitológico e de encantarias.&lt;br /&gt;Enquanto adultos em uma dessas festas, rodamos por horas a fio, personagens imbuídos de vivência corporal plena, realizando o exercício ancestral de representar arquétipos e recriá-los à nossa imagem e semelhança, tal como deuses festivos. Mas eis que no meio desse delírio, vislumbramos bebês pequenos dormindo tranqüilos em meio à zoada de matracas, maracas, onças e pandeirões , no balanço de braços amigos. A segurança do ritmo embala esse sono, são os sons de tambores ancestrais. Parece incrível, mas dormem tranqüilos enquanto Amo e Batalhão entoam toadas “tiradas no ar”, fazendo a “terra tremer”, o nosso “batalhão de peso” .&lt;br /&gt;Enquanto rodamos saltitantes, todos temos cuidado no tropeço dos seres pequenos, miniaturas do mundo, “devaneio dos que nasceram sonhadores” (Bachelard, 1988: 453), zanzando entre nossas pernas. Aprendem a andar balouçantes. Invariavelmente estão tentando ver o que é exatamente que existe dentro do boneco do Boi, conhecer seu Miolo. Estão em passos vacilantes entre fitas e penas, a desvendar os mistérios dos Caboclos de Pena, impressionados com a magnitude deste que não podemos ver os olhos. Carinho na Burrinha, montaria florida e simpática. Admiram as Índias, belas mulheres formosas, macias de penas, maravilhosamente bonitas. Mantêm distância segura dos Cazumbás imensos, que os apavoram. Desconfiam de Pais Franciscos e Catirinas, mascarados, barulhentos, debochados. &lt;br /&gt;E as crianças estupefadas já nem sabem quem admiram e quem imitam. Ensaiam pequenos toques de instrumentos, livres que estão para experimentar. Aprendem porque participam de todas as atividades, olhos, ouvidos e bocas, cercados de gestos amorosos, divertem-se simplesmente entre muitas cores. São suas primeiras relações humanas, fora do espaço familiar, envolvidas em “um ritmo afetuoso e cúmplice do mundo cotidiano”. (Gusdorf, 2002: 69). &lt;br /&gt;Todos que tiveram a oportunidade de vivenciar essa infância têm uma história para contar. Isabel Carvalho  me diz que o que a fascinava em especial quando criança eram as fitas de cetim dos chapéus dos Vaqueiros: todas coloridas e muitas com desenhos encantadores. Ia para a Festa menina saltitante, esfuziante com uma pequena tesoura, e, na distração dos Vaqueiros bailantes, zás!, cortava pedaços dessas fitas coloridas, tesouros bordados que levava em surdina para casa. Assim decorava suas bonecas, suas casinhas, seus altares. As crianças chegam desse modo na brincadeira, às vezes andando seguras nas mãos de seus pais, tios, padrinhos e madrinhas. Às vezes chegam no colo. Nas pequenas comunidades podem freqüentar a brincadeira por conta própria. E assim permanecem entre os grandes, em um lugar comum onde ninguém se queixa de suas presenças. Atesto o valor desses espaços que podemos freqüentar juntos, espaços cada vez mais raros em sociedades separatistas e individualizadas, onde cada um tem o seu lugar: esse, ao contrário, é onde todos convivem juntos. Crianças encaradas como o que são: parte do mundo e de nossa existência. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em cortejo, as festas chegam às escolas&lt;br /&gt;Afora isso, manifestações das culturas tradicionais estão cada vez mais valorizadas atualmente. São reconhecidas e adentram o território escolar. Muito me encanta que um saber que aconteça no espaço da rua, conduzido por mestres de origem humilde, seja finalmente reconhecido nas instituições escolares. Que as nossas belas e simples danças estejam presentes nas festas juninas, ao lado das tradicionais quadrilhas do interior. No entanto, no espaço entre a beleza dessas manifestações dentro da escola e a efetiva valorização e compreensão das mesmas há mais do que um passo. Isso porque, felizmente, elas não surgiram para serem ensaiadas e apresentadas. Apareceram entre os homens para serem vividas. &lt;br /&gt;Uma vivência sem palavras, que imbui a todos de valores, “valores novos, na verdade antigos, porém novos para seus olhos”. (Tião Carvalho ). Valores que passam pela celebração e por tudo que a envolve: a preparação dela e a nossa. O fazer coletivo, o silêncio, o respeito aos mais velhos, porque mais experientes. O respeito aos limites do outro. Que se processa no corpo e no prazer, que afirma na experiência que todos podem participar, independentemente de possuírem corpos perfeitos ou técnicas avançadas.&lt;br /&gt;“Não ensino. Faço junto.”&lt;br /&gt;Um saber que mora na simplicidade: para quem julga “complicado” aprender a tocar e dançar, já aviso: as danças populares são extensões dos nossos passos cotidianos, sem nenhum complicador. Os toques dos instrumentos, também eles, passíveis de serem apreendidos. Seria mais simples deixarmos essa simplicidade aflorar, cantando e dançando juntos, natural e constantemente. “Como você ensina?”, pergunto a Tião Carvalho, esse mestre do saber popular que já formou crianças, artistas, músicos, professores e pesquisadores. “Não ensino”, responde. “Faço junto.”&lt;br /&gt;Conduzidas por quem as deixe assim viver essa experiência, as crianças se organizam, interna e externamente – as rodas se formam e se desfazem ao natural, formando coreografias agradáveis, bonitas como a vida, imperfeitas como o mundo. Reproduzem no chão o movimento das constelações dos céus – nem sempre ordenadas, mas sempre fantásticas, repletas de significados e de religação com a ancestralidade e a humanidade. Assim, as apresentações nas Festas Juninas não seriam um fim, mas a conseqüência de um processo.    &lt;br /&gt;Mas, em um mundo de produtos e resultados, os folguedos se configuram ainda como um fim, e a vivência e a experiência que promovem – ou seja, a produção de sentido – são relegadas a um último plano. Perdemos o essencial. Esse essencial indizível, que mora no lugar das não-palavras. O saber popular está no gesto, no olhar e no fazer, nunca na palavra. A possibilidade de vivermos como mulheres de outros tempos girando nossas saias. Ou de sermos eximínios tocadores, ou personagens fantásticos, vindos do fundo da mata e da floresta. Que seja. De qualquer modo, sujeitos do encantamento e não da técnica, apenas nos divertindo neste exercício aparentemente ingênuo, nos tornamos mais conscientes dos limites da nossa alma e do nosso corpo.&lt;br /&gt;Compreendemos em profundidade nossos medos, nossas angústias, nosso viver coletivo. Reconhecemos a importância do outro, do mais velho, da criança. Tudo isso não no discurso, mas na experiência. Onde valorizamos e celebramos a nossa humanidade. Onde, de fato, nos tornamos seres humanos melhores. E não seria justamente esse o papel da educação? &lt;br /&gt;Inserir uma manifestação tradicional na escola requer tato e sensibilidade. Ela deve ser convidada a entrar no território escolar com profundidade. Sem modismos. Por que foi mesmo que deixamos de cantar “Cai, cai balão, aqui na minha mão”, ou “Boi, boi, boi da cara preta” ou ainda o tão conhecido “Atirei o pau no gato?” Desconsideramos o repertório cultural por trás dessas canções, desconsideramos nosso próprio repertório infantil. Afinal, alguém conhece quem tenha soltado balão ou atirado o pau no gato por conta das músicas? Será que extinguimos aquilo com que não sabemos lidar? E quando extinguimos um repertório próprio, o que colocamos no lugar? Os sentimentos das crianças pequenas – por exemplo, o medo – deve ser exterminado ou vivenciado em histórias, músicas e personagens das culturas tradicionais brasileiras? Não seria este um dos grandes ganhos da educação aliada às culturas populares?&lt;br /&gt;Surte efeito a convocação de mestres que transitam com facilidade entre o antigo e o moderno, capazes de revitalizar a tradição e inseri-la, com significado, em um contexto urbano. Dêem-lhes apenas o essencial: tempo e espaço para que possam operar em nossas crianças a produção de sentido que operam em suas comunidades. A longo prazo, vivenciam-se dramas humanos que auxiliam a estruturação de uma vida inteira. A memória ancestral pulsa latente, mesmo que não nos lembremos de vivenciá-la.    &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chifres reluzentes e reais&lt;br /&gt;Morena, criança bem pequena, nunca teve medo do boneco boi. Muito pelo contrário, tinha uma incansável vontade de vê-lo de novo e de novo. “Cadê boizinho?”, perguntava chorosa. “Dorme, boizinho dorme”, respondia sua mãe cansada. “Vamos ver ele dormir?”, insistia. “Vamos, vamos, respondia por fim a mãe.” E íamos bater no quartinho escuro ao qual temos acesso, onde o boneco gigante dorme coberto, em frente ao altar e junto com todas as indumentárias, caladas e sem farfalhar. “Dorme, boizinho dorme.” Carinho no boizinho, cuidado para não acordar o boizinho. Os tempos se misturam confusos, porque afetivos. Não sei ao certo dizer quando a pequena criatura se deu conta de que o nosso Boi não era real, era boneco. Mas que seus chifres eram de “Boi de verdade”. Sua relação com o bicho então mudou, teve medo, muito medo. Custava a se aproximar desse que tinha chifres de bicho. Eu dizia: “Mas é o boizinho”! Ela respondia: “Não, não, não quero passar a mão, tem chifres de verdade”. Mais crescida, essa criança, cheia de si, debochava um pouco do bicho: “Que é isso, mãe, ficar cuidando de bicho de madeira!” Eu respondia: “Não coloca ele no chão, não, menina, você sabe que não pode”. Mais tarde, no mesmo dia e no meio da festa, aparece correndo aos prantos abraçando minha cintura: “Ele correu atrás de mim, mãe, ele ia me chifrar!” “Não ia. não, filha, você conhece o Miolo, tudo e todos desta festa.” “Não, mãe, ele hoje está bravo, é dia da morte, fui fazer carinho nele e ele me deu uma carreira, ia me chifrar, ia me chifrar.” &lt;br /&gt;Esconde o rosto molhado na minha saia e chora. Olho para a frente e vejo o boi, parado no meio da festa com chifres reluzentes e reais, grandes e de Boi de verdade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Referência Bibliográfica:&lt;br /&gt;- BACHELARD, Gaston. A Poética do Devaneio. São Paulo: Martins Fontes. 1988.&lt;br /&gt;- FERREIRA SANTOS, Marcos. Crepusculário. São Paulo: editora Zouk. 2004. &lt;br /&gt;- GUSDORF, Georges. Professores para quê? São Paulo: Martins Fontes. 2003.&lt;br /&gt;- SAURA, Soraia Chung. Planeta de Boieiros: culturas populares e educação de sensibilidade no imaginário do Bumba-meu-boi. Tese de doutorado em Educação, Universidade de São Paulo, 2008.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2516559835644333528-260703093663564860?l=morenasoraia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://morenasoraia.blogspot.com/feeds/260703093663564860/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2516559835644333528&amp;postID=260703093663564860' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2516559835644333528/posts/default/260703093663564860'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2516559835644333528/posts/default/260703093663564860'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://morenasoraia.blogspot.com/2009/12/personagens-fantasticos-musica-danca-e.html' title='Personagens fantásticos, música, dança e criança'/><author><name>Pula</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_tLn3p9f1k3o/SypxDtQ1MbI/AAAAAAAAAU4/0k7H2NJN9IU/s72-c/foto+Boi.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2516559835644333528.post-855906376828757000</id><published>2009-12-17T09:47:00.000-08:00</published><updated>2009-12-17T09:50:28.391-08:00</updated><title type='text'>Natureza, espaço e tempo: dentro e fora da escola</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_tLn3p9f1k3o/SypvUSLqxOI/AAAAAAAAAUo/-GtL4WtoVSM/s1600-h/altarstovelasIV.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_tLn3p9f1k3o/SypvUSLqxOI/AAAAAAAAAUo/-GtL4WtoVSM/s400/altarstovelasIV.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5416263896135288034" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;* publicado no Livro: Brincar, Um Baú de Possibilidades, organizado por Renata Meirelles e Soraia Chung Saura&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Eu carrego um sertão dentro de mim, &lt;br /&gt;e o mundo no qual vivo é também o sertão. &lt;br /&gt;As aventuras não têm tempo, não têm princípio nem fim.”&lt;br /&gt;João Guimarães Rosa  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ouvi em Minas Gerais que para conhecer uma pessoa de verdade é bom que se dê uma volta a cavalo junto com ela. Foi em uma cavalgada que conheci Cleiton Rafael da Silva, um jovem de 17 anos compenetrado e trabalhador, cuidador de cavalos. Andávamos por morros de campo de atitudes, serras gerais, víamos do alto o mundo inteiro e a parede da Serra de São José, uma beleza de dar nó na garganta. Montados, éramos mais altos ainda. No chão, os cachorros correndo pelos campos, perseguindo siriemas. Cleiton, calado e sério, vira falador quando insisto em perguntar sobre a sua sabença: os cavalos. &lt;br /&gt;Tenho visto o menino trabalhar nas baias: trata dos bichos, sabe limpar os espaços, lavar cochos. Na hora da comida e da água, corta capim, pica capim, busca serragem. Deixa os freios todos em ordem, deixa o serviço todo organizado.&lt;br /&gt;Agora, vejo-o montar com maestria, cavalga um bicho imenso, lindo marrom, conversa com ele, faz “doma”, treina e mostra como anda a passo, firme na sela, segurando com as pernas. Não apeia para abrir as porteiras. &lt;br /&gt;Seu cavalo sapateia, anda para trás por força dos arreios, esturra e empina, gigante rodando sobre duas patas. O menino se concentra, acompanha o movimento, fala língua do bicho, zune chicote no ar. O cavalo empina mais alto ainda, mas por fim cede ante a coragem do menino e, assim, calmo e domado, ganha seus afagos. &lt;br /&gt; Segundo ele, aprendeu com Adriano Trindade, o melhor montador daquela região, a lida no trato dos animais. Andava atrás dele desde menino, aprendendo olhando, cinco anos de idade e já doido atrás dos bichos. O moço teve paciência para ensinar, bravo e educado, calado e compenetrado, gostando das coisas corretas, que tivesse compromisso. Hoje, trabalha com ele: já sabe dar remédio aos cavalos, injeção, tratar garroutilha (gripe), puxar potro no cabresto, cortar crina e arrumar pêlo. Atualmente, aprende a ferrar, batendo cravos no casco dos animais. Em concurso, anda sempre com os cavalos mais bonitos e aprendeu a atentar no juiz. Diz que falta mais experiência para deixar bicho certo na rédea – parando, virando, recuando. Também para cuidar de égua mojando.&lt;br /&gt;“Tenho ainda muito que aprender”, arremata. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A escola do menino&lt;br /&gt; Fazia tempo não via tanta desenvoltura na relação do homem com a natureza. Obviamente pergunto da escola: “Não gosto, escola não é para mim. Termino o ensino médio porque sou teimoso”. Por que a escola não é para este menino sabido? Ele mesmo responde – porque é inquieto, difícil de parar sentado na cadeira. E de porquê em porquê vai relatando todo um universo nosso conhecido: porque repetiu a sexta série e ficou marcado pelos professores. Porque não o tratam com respeito, então não merecem o seu. Só tem afinidade mesmo com uma professora. Esta também que gosta muito dele. História ruim da escola é o que não falta no repertório do rapaz. De assédios velados, como a perseguição e a chantagem de alguns professores, até os escancarados, como quando foi obrigado a engolir uma bola de papel que jogavam, ele e os colegas, em uma aula de português. Detesta português. Assim, de história em história, chegamos ao nosso destino. Acaba a cavalgada.&lt;br /&gt;Fiz questão de conhecer o colégio: sem novidade, igual a tantos outros: quadrado, com grades, e – por que não – feio. Sabemos que essa escola não é exceção: gostam de grades e cadeados, revelando, sobretudo sua não interação com a comunidade. Poderia ser bonita e singela como toda a cidade, mas não é. Por dentro, escura, cinza e gelada. Serviam a merenda, a quadra estava trancada e os meninos se espalhavam pelo pátio, parecia até que saíam para “banho de sol”. Nada da natureza lá fora. Só instituição. Pudera o menino não gostar daqui. Ninguém gostaria.&lt;br /&gt;Cleiton já aprendeu, mas por força do vício gosto de enfatizar: a natureza influencia a vida dos homens desde o início dos mundos, mas a escola se esquece dela. Como fazer para lembrar-se? O que aprender da sabedoria do menino e de comunidades tradicionais, integradas à natureza? Por que o aprendizado que possuem de nada serve neste espaço? Aonde vamos assim? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tempo ritmado, circular e afetuoso das festividades&lt;br /&gt;  As culturas populares e comunidades tradicionais mantêm uma relação periódica com a vida com a qual nos desacostumamos, civilizados e institucionalizados. Atuam com a intenção de complementar homem e natureza e não de separá-lo dela. Dessa maneira, o tempo discorre cíclico como as estações, redondo, com fluidez e ritmo. O tempo é marcado por pontos para onde iremos retornar mais velhos e sábios, com dores e alegrias, padecimentos e felicidades inerentes a todos os seres humanos. &lt;br /&gt;Mais objetivos e racionais, aprendemos a medir o tempo cronologicamente. Assim, ele avança em linha reta, conduzindo-nos diretamente a um fim. Menos angustiante, o tempo cíclico nos dá a segurança do ritmo neste mundo dinâmico e móvel. A possibilidade de repetir o que já se foi é mágica. A possibilidade de estar melhor em um tempo vindouro também. A vista de um mundo que gira constante, quem partiu, quem ficou, quem chegou, quem cresceu, quem morreu, quem nasceu, são reflexões de humanidade. Como os ciclos da natureza, esses anos não possuem números, pois "o que se mede não são as coisas futuras ou passadas, mas sua espera e sua recordação” . &lt;br /&gt;No hemisfério norte as estações do ano imprimem de certa forma esse ritmo aos homens, demarcando o tempo e sinalizando passagens. Estas são claras e óbvias: estamos no inverno sem sair de casa ou no outono postados contemplativos e bucólicos; na primavera, faceiros ou no verão, expansivos. No hemisfério dos trópicos quem nos auxilia nesse processo de passagens da vida são as nossas festas. As que se repetem todo ano, ano após ano. Talvez por essa razão nos coloquemos mais festivos na nossa existência do que nossos colegas do outro lado do planeta. &lt;br /&gt;Assim, dar significado ao tempo, acomodando-o em nossas vidas, aconchegando e assimilando nossas passagens em celebrações e rituais, alinhando-nos com a natureza, é uma das razões para que as festas estejam presentes na humanidade, nos quatro cantos do planeta, das mais diferentes formas e sob os mais diferentes pretextos. Quem há de negar sua importância? Por que deixamos, objetivos e práticos, de reconhecer as festividades, por que abrimos mão de celebrações em detrimento de outras atividades? Por conta de que viveremos isolados, sem dar sentido ao tempo e sem celebrar a vida? E por que essas festividades comunitárias raramente estão presentes no espaço da escola? &lt;br /&gt;Nas culturas tradicionais, fazer festa se configura como atividade imprescindível e necessária: é obrigação com a vida, conosco, com nossas famílias, com os santos. Tanta dedicação nos preparativos, tanta disposição para os festivais atestam a importância destas atiVIDAdes, em locais onde a obrigação não está dissociada do prazer, o homem não está separado da natureza e o tempo vai de braços dados com o espaço. &lt;br /&gt;Meu amigo Marcelo Gabriades explica que os gregos descrevem este nosso tempo sob três perspectivas: Cronos, com o qual estamos tão habituados, é o tempo do acontecimento medido e classificado, não por ele mesmo, mas por medidas criadas para nos auxiliar: ele controla aos berros as horas, os minutos, os segundos, os dias etc. Duas outras dimensões do tempo já nomeadas então são corriqueiramente esquecidas por nós: Aion, o não-tempo, a eternidade, dimensão temporal própria dos deuses, presentes no espaço da realização do mito; e Kairós – o tempo do coração, ou o tempo do acontecimento em si. Esse tempo do acontecimento em si está presente entre os homens e constantemente nos intriga. Com freqüência nos surpreendemos, quando desenvolvemos atividades prazerosas: “Já se passou uma hora? Já? A dança já acabou?” Nós nos desconcertamos com nossas medidas, porque Kairós tem esse espaço amoroso e afetivo, só dele. Esse tempo do acontecimento em si é mais latente nas crianças ou em quem não possui o cronômetro tão internalizado. Será mesmo que a aula de artes deve acabar em 50 minutos? Será poderíamos vez ou outra ser um pouco concessivos com Kairós e um pouco menos escravos de Cronos? &lt;br /&gt;Terreiros redondos e integrados&lt;br /&gt;Estando o tempo simbólico gerado no interior dos festivais lado a lado com o espaço simbólico, o local dos acontecimentos e de nossas passagens não poderia ser de outra forma: redondos como esse tempo integrado. Também muito coloridos, pois as cores traduzem movimento e animação. Assim se “armam” terreiros que no ano inteiro, Brasil afora, celebram os ciclos, esta e outras existências. &lt;br /&gt;Poderemos nos postar no mundo redondos e coloridos, ou insistimos nos quadrados e cinzas?&lt;br /&gt;Novas bandeirolas sinalizam que o tempo de brincar começou, acabou, que mais um ano se passou, ou que tudo se reiniciou. Como crianças solicitando sempre a mesma história, de novo, de novo e de novo, nos imbuímos de festa para transformar um percurso atarefado e sem significado em tranqüilidade, ritmo e sentido. Assim, os terreiros e quintais, espaços das celebrações, são círculos que sugerem sempre uma repetição. Decorados todo ano, para formá-los basta apenas um pouco de vontade e disposição para o trabalho coletivo. E, claro, constância e reconhecimento de sua importância na vida das pessoas. Esse reconhecimento se traduz não em palavras, mas em gestos: está no fazer e não no verbo – enfeitar, costurar, propor soluções criativas, planejar o cenário de nossas celebrações, aprender. Pensa-se no outro: no conforto e alegria dos participantes, dos visitantes. Pensa-se em deixá-la bonita, beleza alegórica, colorida e lúdica. Pensa-se em seus bons alimentos, boas músicas, para que sensibilize os sentidos e comova o coração das pessoas. Uma gama de variedade e possibilidades de criação. Uma das organizadoras de uma festa de rua, Graça Reis  sinaliza este cuidado:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; “Eu gosto de caprichar, fazer bem-feito, o alimento é a alma de tudo. As pessoas bem alimentadas ficam felizes. Me esforço nessa coisa do alimento da festa. Tenho cuidado, gosto de cozinhar. É muito bom receber. Fico feliz vendo as pessoas dizerem que comida gostosa, que festa bonita, fui bem recebido por todos, as meninas estão felizes, recebem sorrindo. O cuidado, o capricho. A comida, a pessoa de barriga cheia está feliz. Vai lá na sedinha comer alguma coisa. É bom poder falar isso. Não digo que a gente fica paparicando os nossos convidados, que a gente nem tem esse tempo. Mas tratamos todos bem.”  [Depoimento de Graça Reis.] &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os cheiros que emanam das festas vêem da cozinha, das panelas do fogão, dos defumadores e incensos, das flores decorativas, estes que constituem a porta da intimidade originária dos vapores femininos, do farfalhar constante de saias floridas, incansáveis no trabalho de transformar a praça em ambiente acolhedor para todos que se dispuserem a estar presentes. O “gesto alimentar e o mito da comunhão alimentar”  estão no compartilhar o alimento e no servir os convidados. “Cheiro pingado, respingado, risonho, cheiro de alegriazinha.”  &lt;br /&gt;Além de todas essas possibilidades intrincadas, dentro desse espaço constroem-se referências simbólico-espaciais como altares (para São João, por exemplo) que costumam ser o ponto culminante desses cenários, ricamente ornamentados, postados em lugares especiais, especialíssimos, nem mais para cá, nem mais para lá, entenda-se bem: tem seu lugar exato que se repete todo ano. Torna-se assim mais uma referência para o espaço do acontecimento, para as danças, para a fogueira e para onde nossos desejos e votos se direcionam. Simbolicamente é construído como uma “gruta, cripta, abóbada, colo onde se reconcebe Deus”.  Canto seguro, depositário de esperanças, velas e promessas. Aconchego, de onde toda beleza emana. Contém em si a representação da duplicidade do olhar: é o local privilegiado de onde os santos assistem a toda a brincadeira; e é para lá que todos os olhares e esperanças se voltam. “O altar a gente sempre quer mais bonito, mais e mais. É para colocar o santo, estar em um lugar bem lindo, naquele cantinho de onde São João pode olhar para todo mundo feliz porque está todo mundo arrumado, porque está tudo muito bonito, colorido, cheio de vela, de renda, de flores, todo mundo olhando, feliz.” [Depoimento de Graça Reis.]&lt;br /&gt;De fato, este é sempre mais bonito que o anterior, mas aprendemos: nunca do próximo que virá. Ampliamos o sentido desse espaço, antes mera praça, pequena rotatória, quadra de escola. Festa armada, pedimos licença para entrar, para passar, para fazer a festa, e em espaços sagrados nos curvamos inteiros nessa entrada invisível, encostamos mão ou cabeça no chão e pedimos: “Dá licença?” Transformamos esse chão em algo passível de ser venerado, nossa pertença a um todo maior. &lt;br /&gt;Universitas&lt;br /&gt;Ao contrário do que se pensa, as festas populares são passíveis de serem replicadas mesmo onde ninguém nunca tenha tido referência das mesmas, como nos mostram algumas dessas manifestações recriadas em São Paulo, em espaços de rua  ou em algumas escolas . Universitas, do latim, significando círculo cujo centro está em toda parte – assim são nossos terreiros. Com estrutura arquetipal profunda, dialogando com o humano, sua memória e ancestralidade, permitem infinitos matizes, todos eles expressões do dinamismo inerente aos folguedos. Sob muitas e infinitas formas espalham-se pelo mundo. Mais ou menos sagrados, com mais ou menos rituais embutidos, a promoção de espaços, tempo e ações que se tornem significativos, seja em pequenas comunidades no interior, seja em grandes centros urbanos, dentro dos limites dos muros escolares ou fora deles, o mundo pode sempre se cobrir de papéis laminados e fitas de crepom. Concluo: a escola pode ser encantadora. Tantas o são, e por que não a maioria?&lt;br /&gt;Na preparação destes espaços para a celebração, nenhum ensinamento se faz trivial. Um conhecimento que é patrimônio de todos. Tempo e espaço são confortantes, a festa depois de trabalho — muito trabalho — bem feito. Quem nunca se postou fascinado diante de arraial montado, com fogueiras e bandeirinhas tremulantes, debaixo de céu estrelado e não sentiu a integração com a comunidade planetária?&lt;br /&gt;Em um mundo onde a artificialização da relação com a natureza tem se feito tão presente, o reconhecimento das festas passa também pelo reconhecimento do saber das comunidades tradicionais, extrativistas e artesanais. Sua integração com o meio está inerente nas celebrações, valorização da vida e respeito ao planeta. Muito mais do que discursar sobre estes assuntos, vivenciar as festas fazem ponte direta, na experiência, para estas reflexões. &lt;br /&gt;A última vez que encontrei Cleiton, estava inquieto, o menino. Eu queria montar a cavalo, mas ele não, um tal de guardar sela, soltar os bichos no pasto, ajeitar tudo e ir para a “Quadrinha”, festa da igreja de Nossa Senhora de Fátima, em arraial distante que reuniria  vaqueiros e gente das rocinhas da região,  missa e forró. &lt;br /&gt;Mal me deixou dar uma volta, tão ansioso estava. Mais tarde vejo-o passando montado, todo aprumado em cima de cavalo bonito, calça, camisa, chapéu e alegria, indo para a festa. Ficou um rastro de poeira dourada no ar e a esperança de que um dia, quem sabe, todos os meninos freqüentem a escola com esse mesmo empenho, capricho e felicidade estampada.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Referência Bibliográfica:&lt;br /&gt;- BACHELARD, Gaston. A Poética do Devaneio. São Paulo: Martins Fontes. 1988.&lt;br /&gt;  DURAND, Gilbert. 2002. As Estruturas Antropológicas do Imaginário. São Paulo. Martins Fontes.&lt;br /&gt;- FERREIRA SANTOS, Marcos. Crepusculário. São Paulo: editora Zouk. 2004. &lt;br /&gt;  GUIMARÃES ROSA, João. 2001. Manuelzão e Miguilim. Rio de Janeiro. Nova Fronteira. Pág. 31.&lt;br /&gt;- SAURA, Soraia Chung. Planeta de Boieiros: culturas populares e educação de sensibilidade no imaginário do Bumba-meu-boi. Tese de doutorado em Educação, Universidade de São Paulo, 2008.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2516559835644333528-855906376828757000?l=morenasoraia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://morenasoraia.blogspot.com/feeds/855906376828757000/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2516559835644333528&amp;postID=855906376828757000' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2516559835644333528/posts/default/855906376828757000'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2516559835644333528/posts/default/855906376828757000'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://morenasoraia.blogspot.com/2009/12/natureza-espaco-e-tempo-dentro-e-fora.html' title='Natureza, espaço e tempo: dentro e fora da escola'/><author><name>Pula</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_tLn3p9f1k3o/SypvUSLqxOI/AAAAAAAAAUo/-GtL4WtoVSM/s72-c/altarstovelasIV.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2516559835644333528.post-4970220581990667790</id><published>2009-12-17T07:34:00.000-08:00</published><updated>2009-12-17T09:38:08.406-08:00</updated><title type='text'>O Selo Aqui se Brinca</title><content type='html'>* Publicado em Brincar, um Baú de Possibilidades - org. Renata Meirelles e Soraia Saura&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Projetos e projetos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Dentre os projetos sócio-educativos, os de contato direto com os beneficiários são essencialmente diversos dos projetos de difusão. No primeiro caso, tem-se bem delimitado o público alvo: estão no fazer conjunto, dentro da sala de aula, na igreja&lt;br /&gt;comunitária, sentados em roda debaixo da árvore. Senhores e senhoras de comunidades, jovens em grupos de amigos, professores do Brasil: todos dispostos a agir coletivamente. As ações culminam em formações dinâmicas e alegres, faz-se de um tudo para que sejam profundas e vivencialmente significativas. Encontros para elaboração de documentos, discussões de direitos: não basta tê-los, deve-se conhecê-los. São construídas assim estratégias de acesso à justiça, à educação e invariavelmente, chega-se a resultados concretos: a documentação, o comprometimento dos envolvidos, os acordos coletivos, a negociação com parceiros. Os depoimentos são sempre comoventes no final. Considero estes projetos um jeito maravilhosoideológico-&lt;br /&gt;concreto de se trabalhar com a educação.&lt;br /&gt;     O segundo caso, o de projetos de difusão, revela-se sobremaneira desafiador pois o público-alvo é amplo e disperso. A primeira questão é pensar em como efetivamente aproximar-se dos beneficiários, de maneira mais ou menos uniforme.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A criação de um Selo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;     O Projeto Selo Aqui se Brinca está entre estes, voltado para a difusão de uma idéia: a importância do Brincar em espaços escolares, visando garantir um direito fundamental à infância. São várias as ações que podem formar um projeto de difusão:&lt;br /&gt;seminários, exposições, festivais, eventos abertos – estes que podem atingir incontáveis pessoas, espalhando-se pelo mundo. No caso do Selo Aqui se Brinca, optamos por um reconhecimento de boas práticas do brincar. Embora amplo, o perfil do público que gostaríamos de dialogar foi desenhado da seguinte maneira:&lt;br /&gt;• Escolas (porque é onde as crianças permanecem efetivamente pelo menos metade do dia, porque em pesquisa anterior, os pais declararam acreditar que a escola é um dos lugares onde a criança mais brinca),&lt;br /&gt;• que fossem do ensino infantil e do ciclo fundamental I (porque consideramos o conceito de infância de 0 aos 11 anos, sendo importante garantir a prática do Brincar até pelo menos esta faixa etária),&lt;br /&gt;• sediadas no Estado de São Paulo (que concentra 48% da população brasileira, para um monitoramento mais próximo da iniciativa),&lt;br /&gt;• públicas e privadas (porque o Brincar que acreditamos independe de recursos financeiros, mas depende de recursos humanos).&lt;br /&gt;        Assim foi que as escolas realizaram inscrições on line, preenchendo um questionário diagnóstico e todas as que atenderam aos critérios elaborados receberam o Selo Aqui se Brinca. Estes critérios versaram sobre a forma de utilização e a adequação do espaço físico; recursos e soluções criativas para o Brincar; a concretização de projetos e propostas envolvendo o lúdico de modo&lt;br /&gt;transversal; e finalmente, a formação dos professores. Uma Comissão de Especialistas envolvidos com a temática e a educação – Professores Adriana Friedman, Lourdes Atie,&lt;br /&gt;Marcos Ferreira Santos e Marilena Flores – foram os selecionadores finais das melhores práticas. Um evento emocionante aconteceu em setembro de 2008 para a entrega dos certificados de reconhecimento. As escolas e suas equipes, com luzes sobre suas vivências cotidianas, estiveram radiantes. Ser protagonista de suas ações, ter seu trabalho reconhecido é desejo de muitos milhões de professores e&lt;br /&gt;o Selo Aqui se Brinca oportunizou isso de maneira ampla.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O piloto&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        Consideramos o primeiro ano do Selo Aqui se Brinca um projeto bem sucedido, mas um piloto para seu aprimoramento nos anos consecutivos. Em um curto período de inscrições, com a divulgação realizada via mailing eletrônico e mediante parceiros, tivemos 477 escolas inscritas de 98 cidades do Estado de São Paulo, mostrando como a questão do Brincar tem sido levada em conta dentro dos espaços escolares.&lt;br /&gt;Dentre as escolas inscritas, 33% estão na cidade de São Paulo. Embora seja perceptível que as crianças da cidade tenham a infância comprometida com afazeres e responsabilidades que muitas vezes não são próprios de sua idade, dentre outras situações comprometedoras da infância (confinamento ou ausência de opções de lazer, por exemplo), o questionário respondido pelas escolas deixou claro que o conceito do brincar é diverso dentre as várias instituições escolares. Há uma variedade de modos de brincar: o brincar que considera a aprendizagem de conteúdos, o brincar dirigido e o livre. Há formas diferentes de se incentivar este brincar e atividades lúdicas&lt;br /&gt;paralelas também puderam ser consideradas.&lt;br /&gt;       É fato que criança que é criança brinca. Esta é a sua essência, a sua humanidade e mesmo em condições extremamente adversas, as crianças seguem brincando.1&lt;br /&gt;Lendo com atenção os questionários preenchidos, observando todos os materiais enviados (fotos e filmes) e tabulando as questões, pudemos identificar como anda a visão do brincar nos espaços escolares, no universo das escolas inscritas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O conceito&lt;br /&gt;       Trabalhamos pela causa do Brincar incansavelmente ao longo do ano. Acreditamos que ele efetivamente ande de braços dados com a educação. Mas de que brincar estamos falando?&lt;br /&gt;       Participar de uma brincadeira é, para crianças e adultos, ao contrário da idéia do entretenimento e diversão inconseqüente e sem maiores danos, algo profundo, transformador, transgressor e formador da natureza humana. Em muitas manifestações das culturas populares o termo “brincadeira” sugere o estado de alegria e satisfação que toma conta dos envolvidos, mas que configura-se como trabalho, em uma lógica que não dissocia o prazer da obrigação.&lt;br /&gt;       Assim, enquanto brinca, o ser humano elabora questões profundas referentes à sua individualidade e humanidade. Em toda brincadeira há movimentação corporal – mesmo que os movimentos sejam contidos e internos. Minha amiga Renata Meirelles, que há anos investiga o brincar arrancando os sapatos e sentando no chão com as crianças em qualquer lugar onde estejamos, tornou-se uma especialista na área e chama atenção, incansavelmente, para que se observe como as crianças brincam, sob pena de nos afastarmos demais da realidade infantil e mergulharmos em uma teoria distante do&lt;br /&gt;universo dos pequenos. De fato, todos os dias, ao observar e participar de brincadeiras – de crianças e também de adultos, em uma interlocução e vivência com agentes das culturas populares – observamos como os gestos brincantes estão repletos&lt;br /&gt;de movimentos sagrados, arquetípicos e ritualísticos.&lt;br /&gt;       Enquanto brincam, realizam um importante exercício de ancestralidade por meio da produção simbólica de imagens. Movimentam-se corporalmente, em uma anima-AÇÃO2 que as leva não apenas ao lugar comum do divertimento e do lúdico, mas a outros tipos de exercícios míticos: o Brincar é também deflagrador de desafios, de situações de enfrentamento, de exercícios de agressividade e potência, de comando e obediência, distanciamento e aproximação. Nem sempre ele é afetuoso e repleto de gargalhadas. Há muita seriedade no brincar. Concentração e experimentação, sendo nada mais do que a manifestação natural e espontânea da nossa corporeidade.&lt;br /&gt;Sozinhas ou em grupos – e aqui a diversidade é tão fundamental quanto à liberdade – as crianças repetem as mesmas brincadeiras, através de tempos imemoriais e de forma incansável.&lt;br /&gt;       Com permissividade e tempo entretêm-se por horas a desenhar mandalas no chão, com flores e pedras, areia e conchas. Movimento e beleza, revelando-se “como o arquétipo fundamental da vitória cíclica e ordenada, da lei triunfante sobre a aparência aberrante e movimentada do devir”. (Durand, 2002: 328) Os círculos (como já disse Bachelard, a felicidade é redonda) que se formam e se desmancham no desenrolar de coreografias circulares, sejam elas desenhadas no chão, nas folhas de papel, ou com o corpo em cirandas “remetendo a movimentos rítmicos e cíclicos da sucção ou do coito. São formas específicas de simbolização dinâmica que organizam o real, pois são expressões de nosso relacionamento com o mundo e com o outro, numa imagem arquetipal ancorada no próprio corpo”. (Ferreira Santos, 2004: 33) Em movimento, pois a “a roda do tempo é uma coreografia”.(Durand, 2002: 336) reproduzem no chão o movimento dos astros no céu, pó de estrelas que somos, girando e rodando&lt;br /&gt;em uma dança labiríntica. Já outros movimentos revelam impulsos ascensionais como as que lançam os meninos às alturas, galgando árvores e trepatrepas, movimentando pipas nos ares, lançando aviões de papel. Há impulsos digestivos como os de preencher potinhos e garrafinhas, montar cabanas ou rolar no chão como um caracol, todos voltados para dentro de si mesmos. A partir desta produção de imagens em movimento, são construídas narrativas simbólicas constitutivas da infância onde é fundamental o espaço da criação. Assim as crianças modificam o ambiente, exploram e reorganizam os espaços, especializam-se naquilo que têm necessidade, produzindo cenas imagéticas de impacto simbólico, poéticas, dentro deste jogo que pode assim, perdurar incansavelmente por horas a fio, em experiências numinosas 3. A produção destas narrativas é diferenciada se o brincar é restrito apenas a um espaço ou amplia-&lt;br /&gt;se para diversos ambientes da escola.&lt;br /&gt;        Os conteúdos vivenciais, imagéticos – poéticos e míticos muitas vezes ultrapassam inclusive o entendimento do próprio indivíduo que está atuando, ingenuamente brincando. É o nosso corpo então, a serviço destas imagens, estas que já estão inscritas nele e que despertam, mesmo que o brincante ainda não tome consciência ampla deste viver corpóreo: sou um guerreiro de terras distantes, uma princesa adormecida, um vaqueiro em um cavalo. “O imaginário está muito mais perto e muito mais longe do atual: mais perto, porque é o diagrama de sua vida em meu corpo, sua polpa ou seu avesso carnal pela primeira vez exposto aos olhares.” (Merleau Ponty, 2004: 19) Um exercício aparentemente simples e ingênuo, um faz de conta, brincar porque é belo, porque é divertido, porque produz um prazer estético, um sentido, que não sabemos exatamente qual é. Deste pequeno início, passamos a outro mais profundo: o brincar representando, que vai operando em nós a atualização vivencial das imagens ancestrais e míticas. E, assim chegando ao que Bachelard identificou como adentrar no recôndito território do espaço poético da imagem, onde&lt;br /&gt;“é necessário estar presente, presente à imagem no minuto da imagem”. (Bachelard, 2000, p.1) Um momento em que estamos inteiros na construção simbólica, território facilmente acessado pelas crianças. “A fenomenologia nos pede exatamente para&lt;br /&gt;assumirmos nós próprios sem crítica, com entusiasmo, essa imagem.” (Bachelard, 2000, p. 175) Este entregar-se à imagem poética sem reservas não é linear. Acontece de diferentes formas e sobre diferentes aspectos. É um mergulho de autoconhecimento e exercícios de construção de narrativas míticas corporais, em torno de si mesmo, dos&lt;br /&gt;elementos que formam o ambiente, com o que nos oferecem os professores e em conjunto com outros. Temos, na nossa escola, a possibilidade de “Brincar” com crianças de diferentes faixas etárias? Temos a possibilidade de Brincar livremente, mas com&lt;br /&gt;a atenção e observação dos professores para o que belamente produzimos enquanto brincamos?&lt;br /&gt;        Esta “produção” implica, além disso e necessariamente, a capacidade de criar, de gerar, de fazer surgir novas existências e situações. São narrativas construídas, importantes e constitutivas da infância. Por isso os objetos “prontos” (brinquedos estruturados) são infinitamente de menor valia para este brincar do que os objetos ditos não estruturados: oferecem menor possibilidade de movimento, de produção e de criação. O ápice desta vivência é o ponto no qual o acontecimento de&lt;br /&gt;“fazer de conta” brincando, exercitando e jogando com entusiasmo (repetindo imagens ancestrais e arquetípicas e ao mesmo tempo criando), se expande e nos dirige ao êxtase, à transformação e fusão de nós mesmos com a situação que vivenciamos. É quando percebemos como toda a realidade é imaginada, pois que não existe realidade que não passe pelo nível simbólico. Para atingir o cume desta vivência, há uma permissividade saudável para que se circule entre diversas possibilidades, há oferta de espaço, de materiais, há tempo, mas não há descaso, há atenção, espera, amadurecimento, solidificação, com liberdade. Há respeito pela história de vida individual de cada um, e isso equivale ao reconhecimento de seus aprendizados anteriores e aos saberes das comunidades onde estão inseridos. Há respeito pelas necessidades infantis, subsídio para a repetição de gestos e o grande encontro no Brincar, muitas vezes é apontado como “acaso”, “descoberta”, sendo na verdade construção e conquista, frustração e experimentação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A análise&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;       Em sua primeira edição, o Selo pretendeu, além de difundir o Brincar e estimulá-lo, mapear o que estava sendo pautado em relação ao tema entre as escolas que participaram da seleção.&lt;br /&gt;       Os pontos que seguem foram identificados como deficitários, a partir da análise das escolas inscritas em 2008:&lt;br /&gt;1) Tempo disponibilizado para o Brincar-&lt;br /&gt;       Visto como atividade de entretenimento, o tempo disponível para que a criança exerça o Brincar de forma livre e autônoma na escola, é evidentemente restrito. Dentre as escolas inscritas no Selo Aqui se Brinca, o tempo médio de recreio é de 1,2horas semanais: uma média de 15 minutos diária.&lt;br /&gt;       Assim, pudemos inferir que:&lt;br /&gt;• O tempo de recreio e o Brincar, não são assumidos pela escola como espaço educador de grande potencial para o desenvolvimento pessoal e social dos alunos.&lt;br /&gt;• As escolas e consequentemente as crianças, têm sofrido pressões externas para que o aprendizado de conteúdos curriculares se desenvolva cada vez mais cedo.&lt;br /&gt;• Neste contexto, o que mais se revela comprometido, segundo dados do Selo 2008, é o tempo disponível para o Brincar.&lt;br /&gt;       Sendo a escola, na sociedade contemporânea, o principal local de trocas entre as crianças, onde elas passam grande parte do dia e efetivamente estruturam relacionamentos para além do espaço familiar, o Selo Aqui se Brinca 2009 intensificará esta reflexão.&lt;br /&gt;2) Espaços disponibilizados para o Brincar&lt;br /&gt;– Principalmente por conta da demanda deficitária existente em relação à creches e serviços de atendimento integral à crianças do ensino infantil no Estado de São Paulo4, o Selo Aqui se Brinca identificou estabelecimentos, em sua maioria de caráter privado, que atendem crianças de 0 a 6 anos. 5 Estas instituições não estão estruturadas de forma a acolher crianças nesta faixa etária, tendo sido identificados situações onde não há espaço disponível para o pleno desenvolvimento&lt;br /&gt;infantil. Ausência de elementos da natureza, artificialismo e confinamento foram situações detectadas entre as escolas. Neste sentido, o Selo Aqui se Brinca edição 2009 propõe reconhecer os espaços disponíveis para o Brincar livre, estimulando&lt;br /&gt;o aproveitamento de áreas verdes e o contato com a natureza.&lt;br /&gt;3) Materiais existentes nas escolas para o Brincar &lt;br /&gt;– Materiais não estruturados foram citados em número significativamente menor em relação aos brinquedos simbólicos e pedagógicos.6&lt;br /&gt;Outro ponto evidente: a qualidade do Brincar atrelada à quantidade de brinquedos existentes, em uma super valorização do brinquedo estruturado. Assim, com freqüência, como evidência do Brincar, as escolas enviaram imagens de grande quantidade de brinquedos de plástico. Assim, o Selo Aqui se Brinca 2009 continuará a incentivar o uso de materiais não estruturados, na contra-corrente do consumo excessivo de brinquedos.&lt;br /&gt;4) Propostas com relação ao Brincar &lt;br /&gt;– no que se refere ao brincar desenvolvido, foram identificados dois aspectos principais:&lt;br /&gt;• Brincar totalmente livre, inclusive com a ausência de mediação de educadores.&lt;br /&gt;• Brincar dirigido.&lt;br /&gt;• Valorizada pelo Selo Aqui se Brinca, situações onde o brincar= livre acontece em conjunção com propostas apresentadas pelos educadores aparecem em baixo número.&lt;br /&gt;Entre as escolas inscritas:&lt;br /&gt;• Poucas as que promovem um brincar entre diferentes faixas etárias.&lt;br /&gt;• Atividades como artes, dança, música, deflagradoras de um desenvolvimento lúdico, foram citados em número menor.&lt;br /&gt;       Assim, em 2009 o Selo Aqui se Brinca pretende evidenciar um brincar propositivo, mediado por educadores, que transite com liberdade, sem descaso.&lt;br /&gt;5) Compreensão do Brincar como importante e constitutivo da formação dascrianças – As instituições escolares têm reconhecido a importância do Brincar dentro de seus espaços de atuação. Porém, o que se identifica como deficitário é o parâmetro do&lt;br /&gt;que seria importante e significativo para as crianças em relação&lt;br /&gt;à temática: como brincar?&lt;br /&gt;        As escolas revelam real interesse sobre o tema, o que torna o diálogo entre a ação da marca, o Instituto Sidarta e as escolas, pertinente e necessário.&lt;br /&gt;6) A importância do Brincar para crianças do ensino fundamental &lt;br /&gt;– Demonstram menor interesse na temática do Brincar escolas que atuam com ensino Fundamental I, com crianças da faixa etária entre 7 e 11 anos de idade. 7 Embora professores concebam e acreditem na importância do Brincar, poucos efetivamente se valem do lúdico na sala de aula e/ou espaços escolares. Por conta da pressão por resultados, as crianças de mais de 7 anos têm reduzida garantia do tempo e do espaço do Brincar nas escolas. Por sugestão da Comissão Especialista, o Selo Aqui se Brinca irá avaliar e reconhecer, separadamente, o ensino infantil e o ensino fundamental, incentivando o Brincar nas escolas voltado também para esta faixa etária.&lt;br /&gt;7) O relacionamento escola /comunidade&lt;br /&gt;– Ao serem questionadas a respeito das atividades que valorizam a cultura local:&lt;br /&gt;• 14% das escolas participantes do Selo declararam que realizam festas juninas.&lt;br /&gt;• 8% das escolas responderam que participam de atividades cívicas (Dia da Independência, Aniversário da Cidade, etc).&lt;br /&gt;• Para outros 8% levar os alunos a cinemas, teatros e museus valorizam a cultura da comunidade.&lt;br /&gt;• Nesta questão, foi grande a incidência de respostas em branco.&lt;br /&gt;        Assim é que o reconhecimento, pelas escolas, das comunidades onde estão inseridas foi pouco ou nada mencionado no Selo Aqui se Brinca – edição 2008. Mais do que isso, a própria cultura do aluno e o que é constitutivo de sua formação não&lt;br /&gt;está em pauta na formação escolar. O reconhecimento de práticas trazidas pelos alunos e a interação escola/comunidade é necessária para favorecer a integração de valores locais e do meio ambiente em que está situada.&lt;br /&gt;8) Formação de professores &lt;br /&gt;– Poucas ações específicas foram identificadas em relação à formação dos professores&lt;br /&gt;abordando especificamente a temática. Identificou-se a ausência de materiais formativos, bem como de formações específicas sobre o tema nas Instituições Escolares. A questão do brincar, quando aparece, está diluída em atividades que a consideram um meio para o aprendizado, mas não um fim em si mesma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conclusão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;       Assumir este Brincar em um ambiente institucional como a escola, tão voltada para produtos e resultados, é um grande enfrentamento nos dias de hoje, porque cada vez mais as equipes são solicitadas a demonstrar o que ensinam e como ensinam, oferecendo uma diversidade de atividades. Assumir o brincar como um fim em si e a criança como sujeito de sua aprendizagem é desafiador para as escolas, que sofrem pressões externas para a “eficiência”. Algumas, reconhecidas pelo Selo Aqui se Brinca de 2008, lembram-se que é na “simplicidade dos gestos infantis” que encontramos conteúdos profundos e verdadeiramente humanos.&lt;br /&gt;       Ao contrário de projetos de formação, onde nos encontramos com freqüência, foram meses de trabalho antes de efetivamente estarmos frente a frente com as escolas. Todos os processos seletivos foram cuidadosamente trabalhados com afinco pela equipe do Instituto Sidarta, dentro do escritório, no computador e entre caixas de envelopes. As escolas que receberam o Selo, 88 delas no evento final, estiveram ali por merecimento. Nos presentearam com imagens de crianças concentradas no seu Brincar, inseridas em espaços amplos, onde se via como em grupos, se organizavam livremente em torno de propostas bem elaboradas. Muitas vezes o professor não aparecia, mas era possível intuir a sua presença cuidadosa por detrás&lt;br /&gt;da cena inteira. Em 2008 o Selo Aqui se Brinca foi de escuta.&lt;br /&gt;       Consideramos fundamental prestar atenção ao que as escolas nos diziam em relação ao seu brincar. Já em 2009, à luz das escolas reconhecidas e de suas práticas, fortalece-se e fornece diretrizes mais claras deste Brincar que tanto desejamos difundir, em favor e pelas crianças.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;NOTAS&lt;br /&gt;1 Atuando junto à Associação Cheiro de Capim, entidade que cuida de meninos de rua, na rua, vemos como as crianças brincam correndo pela Praça da Sé e pelo Vale do Anhangabaú, apesar de sua condição de altíssima vulnerabilidade.&lt;br /&gt;2 De anima: sensível ao movimento, que possui vida, ação, entusiasmo, inquietação.&lt;br /&gt;3 A palavra vem do latim numen: divindade. De fato, os momentos de criação são associados à aproximação do homem com o sagrado.&lt;br /&gt;4 Segundo dados oficiais do Ministério da Educação, a taxa de atendimento de crianças de zero a 3 anos, em 2007, é de apenas 15,52%. Enquanto isso, em junho de 2008, havia 110.091 crianças cadastradas junto à administração municipal à espera de vagas em creches. É importante lembrar que o PNE determina que, a partir de 2006, o atendimento deveria alcançar, no mínimo “30% da população de até 3 anos de idade”, chegando ao final de sua vigência, em 2011, ao patamar mínimo de 50%. (dados do Movimento Creche para Todos)&lt;br /&gt;5 70% das escolas privadas inscritas no Selo Aqui se Brinca são de pequeno porte (33% até 50 alunos e 37% entre 50 e 100 alunos), contra 60% de escolas públicas inscritas de médio porte (entre 100 e 500 alunos).&lt;br /&gt;6 91% das escolas declararam disponibilizar de jogos pedagógicos, 89% declararam disponibilizar brinquedos simbólicos contra 9% que citaram o uso de tábuas e 27% o uso de mangueiras.&lt;br /&gt;7 Apenas 30% das escolas inscritas no Selo 2008 atuam com o Ensino Fundamental.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2516559835644333528-4970220581990667790?l=morenasoraia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://morenasoraia.blogspot.com/feeds/4970220581990667790/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2516559835644333528&amp;postID=4970220581990667790' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2516559835644333528/posts/default/4970220581990667790'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2516559835644333528/posts/default/4970220581990667790'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://morenasoraia.blogspot.com/2009/12/o-selo-aqui-se-brinca.html' title='O Selo Aqui se Brinca'/><author><name>Pula</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2516559835644333528.post-1498923362500586768</id><published>2009-12-09T09:31:00.000-08:00</published><updated>2009-12-09T10:00:36.761-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:78%;"&gt;O caderninho fica rodando na bolsa, coitado, velho e sujo antes do tempo. É um caderno infinito como os outros, cheio de medos e receios. Estes medos impossíveis, todos e tantos, complexos e sem ordem cronológica, totalmente ilógicos. De vez em quando me lembro muito, muito dela e daquela mania que ela tinha de fazer talhos simétricos na pele. Penso no meu pai e tenho vontade de fazer um talho grande e comprido no braço direito, do começo do ombro até embaixo, no pulso. Um veio por onde a dor poderia sair em um filete vermelho. Ela quando sofria fazia esses cortes pequenos, simétricos, sempre escondidos. Eu sempre descobria. No calcanhar, onde cobre a meia. Debaixo da alça da camiseta regata. No cós da calça, bem na cintura. Pequenos, discretos, organizando algum caos interno. Eu tinha vontade de bater cabeça na parede então, bem forte. Tanto desdobramento, não adiantava nada. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;br /&gt;Tem uma nuvem de garoa. Crianças, para dentro. Vamos fazer uma cabana gigante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fico cansada porque minha preocupação atinge níveis elevados de consciência. Sei que não há como protege-los da dor e ainda assim me pego criando estratégias para tal. Falta de gestão do tempo, isso é o que é.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A outra trabalha duro construindo casas, cantos, coisas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O clima aqui anda bem feio, não pára de chover e demitem as pessoas aos montes. Quem sabe no ano que vem você não volta? Quem sabe eu é que não vou? Há algumas confraternizações e algumas pendências, no geral gostaria de ficar quieta na sombra, invisível, descansando. Estou tão envolvida com os dois pólos afetivos atuais que o resto atrapalha minha vista. Uma dose de frustração e outra de impotência, duas de amor, duas de alegria dividida em dois. Recebi uns VDs na internet, abri um, detestei, me senti ofendida. Porque? Talvez porque eu esteja na escola. Talvez porque eu não seja mesmo esse todo coerente que pretendia ser um dia. Já desisti dessa empreitada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nessa história não tem mãe.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2516559835644333528-1498923362500586768?l=morenasoraia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://morenasoraia.blogspot.com/feeds/1498923362500586768/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2516559835644333528&amp;postID=1498923362500586768' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2516559835644333528/posts/default/1498923362500586768'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2516559835644333528/posts/default/1498923362500586768'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://morenasoraia.blogspot.com/2009/12/o-caderninho-fica-rodando-na-bolsa.html' title=''/><author><name>Pula</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2516559835644333528.post-7604307146975940234</id><published>2009-11-04T08:42:00.000-08:00</published><updated>2009-11-04T08:53:59.298-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_tLn3p9f1k3o/SvGwioCLG9I/AAAAAAAAAUY/CO6WAXf01uM/s1600-h/Semin%C3%A1rio+Brincar.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5400291537102511058" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 314px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_tLn3p9f1k3o/SvGwioCLG9I/AAAAAAAAAUY/CO6WAXf01uM/s400/Semin%C3%A1rio+Brincar.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2516559835644333528-7604307146975940234?l=morenasoraia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://morenasoraia.blogspot.com/feeds/7604307146975940234/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2516559835644333528&amp;postID=7604307146975940234' title='11 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2516559835644333528/posts/default/7604307146975940234'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2516559835644333528/posts/default/7604307146975940234'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://morenasoraia.blogspot.com/2009/11/blog-post.html' title=''/><author><name>Pula</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_tLn3p9f1k3o/SvGwioCLG9I/AAAAAAAAAUY/CO6WAXf01uM/s72-c/Semin%C3%A1rio+Brincar.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>11</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2516559835644333528.post-1525759354570802983</id><published>2009-09-01T11:40:00.000-07:00</published><updated>2009-09-01T11:50:08.950-07:00</updated><title type='text'>COMO FAZER BOLHAS GIGANTES</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_tLn3p9f1k3o/Sp1rtfPVFYI/AAAAAAAAAUQ/kQGSoDM3wzw/s1600-h/DSC07119.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5376571959374321026" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 300px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_tLn3p9f1k3o/Sp1rtfPVFYI/AAAAAAAAAUQ/kQGSoDM3wzw/s400/DSC07119.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;a mais nova e profunda pesquisa, realizada com a Amelie Poulan Amanda e com uma dúzia de crianças:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- 1 copo de detergente bem concentrado&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- 7 copos de água quente&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- 1 colher de fermento&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- 1 kg de disposição para testes, experimentos e investigações&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2516559835644333528-1525759354570802983?l=morenasoraia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://morenasoraia.blogspot.com/feeds/1525759354570802983/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2516559835644333528&amp;postID=1525759354570802983' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2516559835644333528/posts/default/1525759354570802983'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2516559835644333528/posts/default/1525759354570802983'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://morenasoraia.blogspot.com/2009/09/como-fazer-bolhas-gigantes.html' title='COMO FAZER BOLHAS GIGANTES'/><author><name>Pula</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_tLn3p9f1k3o/Sp1rtfPVFYI/AAAAAAAAAUQ/kQGSoDM3wzw/s72-c/DSC07119.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2516559835644333528.post-6188125450491805899</id><published>2009-08-04T13:08:00.001-07:00</published><updated>2009-08-04T13:08:49.370-07:00</updated><title type='text'>link para download da tese</title><content type='html'>&lt;a class="fixed" href="http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/48/48134/tde-12032009-131837/" target="_blank"&gt;http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/48/48134/tde-12032009-131837/&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2516559835644333528-6188125450491805899?l=morenasoraia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://morenasoraia.blogspot.com/feeds/6188125450491805899/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2516559835644333528&amp;postID=6188125450491805899' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2516559835644333528/posts/default/6188125450491805899'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2516559835644333528/posts/default/6188125450491805899'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://morenasoraia.blogspot.com/2009/08/link-para-download-da-tese.html' title='link para download da tese'/><author><name>Pula</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2516559835644333528.post-2542733147339075540</id><published>2009-06-24T10:43:00.000-07:00</published><updated>2009-06-24T10:52:50.775-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_tLn3p9f1k3o/SkJmhkIZ3DI/AAAAAAAAAUI/xZ0oDyWiuzs/s1600-h/DSC04560.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5350952034090212402" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 267px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_tLn3p9f1k3o/SkJmhkIZ3DI/AAAAAAAAAUI/xZ0oDyWiuzs/s400/DSC04560.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2516559835644333528-2542733147339075540?l=morenasoraia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://morenasoraia.blogspot.com/feeds/2542733147339075540/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2516559835644333528&amp;postID=2542733147339075540' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2516559835644333528/posts/default/2542733147339075540'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2516559835644333528/posts/default/2542733147339075540'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://morenasoraia.blogspot.com/2009/06/blog-post.html' title=''/><author><name>Pula</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_tLn3p9f1k3o/SkJmhkIZ3DI/AAAAAAAAAUI/xZ0oDyWiuzs/s72-c/DSC04560.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2516559835644333528.post-2290549384372485575</id><published>2009-05-10T12:22:00.000-07:00</published><updated>2009-05-10T12:29:21.029-07:00</updated><title type='text'>A Princesa Kim para crianças</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_tLn3p9f1k3o/SgcqqVYhL4I/AAAAAAAAAUA/o2O9MFcssP4/s1600-h/chung4.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5334279190426496898" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 291px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_tLn3p9f1k3o/SgcqqVYhL4I/AAAAAAAAAUA/o2O9MFcssP4/s400/chung4.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_tLn3p9f1k3o/SgcqEej66vI/AAAAAAAAAT4/Cr6bYFK2ogE/s1600-h/chung2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5334278540055210738" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 210px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_tLn3p9f1k3o/SgcqEej66vI/AAAAAAAAAT4/Cr6bYFK2ogE/s400/chung2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;A princesa Kim nasceu na Coréia do Norte. Mas naquela época a Córeia do Sul e do Norte eram apenas um só país, a Coréia. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;A princesa Kim era filha da dinastia Duck Kim. Outrora um cálido reino montanhoso, na época do nascimento da princesa estava um tanto quanto devastado: os japoneses haviam dominado todo o território daquela dinastia e de todas as outras do país.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Os pais da princesa observavam com esperança todo o seu reino. Da janela de sua casa grande, rodeada de cerejeiras, esperavam que os japoneses fossem embora e que tudo voltasse a ser como antes para seu povo. Estes japoneses, invasores e colonizadores, ficaram conhecidos por sua intolerância pois eram ferrenhos, impositivos e violentos – não era permitido falar coreano, ninguém podia se chamar pelos nomes que haviam lhe sido dados, apenas por nomes japoneses; e todas as manifestações de sua cultura foram expressamente proibidas. Tudo o que se referia à Coréia foi queimado. Por isso ainda hoje os pesquisadores encontram muita dificuldade para descobrir a história deste país, que vem sendo resgatada e construída lentamente. Os pais da princesa contavam a ela, no entanto, de noite e no escuro, histórias de seus mitos, para que ela nunca se esquecesse de como surgiram as montanhas, os rios, as cerejeiras e tudo o mais naquela terra serena, bela e farta.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Fazia muito frio em algumas épocas do ano, e como não havia aquecimento, as casas eram construídas com as pedras das montanhas. Por baixo destas pedras, as pessoas colocavam brasas acesas, assim, a casa ficava aquecida durante o inverno e as crianças corriam descalças sobre um chão morno.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Quando moça, essa princesa conheceu um rapaz, também ele coreano, que acabava de voltar dos estudos da Manchúria, na China. Ele falava russo, chinês, japonês e coreano e era muito, muito inteligente além de bonito. Apesar de não ser rico como convinha a princesa Kim, ele era um pretendente que se aventurava a cruzar os sete portões para chegar até a princesa. Assim foi que ela se apixonou também por sua coragem.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;A princesa sofreu duras penas por ter se apaixonado por um plebeu. Por fim, não houve remédio para este amor a não ser viver com ele. Era um amor muito bonito, que comoveu todo o povo, até que por fim comoveu também aos pais da princesa, que acabaram por consentir com o casamento. Esta história com final feliz foi recontada através dos tempos e dizem que quem visita hoje a Coréia pode assistir a um musical famoso apresentado para turistas, contando a história deste casal.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Os dois, apaixonados, foram morar mais ao sul do país, mais perto do mar e mais longe da dinastia Kim Duck, provisoriamente, porque o marido da princesa queria trabalhar neste lugar.&lt;br /&gt;Nesta época, os japoneses perderam uma guerra com os Estados Unidos. Esta guerra foi uma das mais tristes da história da humanidade. Como perderam a guerra, perderam também seus territórios conquistados. A Coréia foi então dividida entre a Coréia do Sul e a Coréia do Norte. A Coréia do Sul, onde estavam a princesa Kim e seu marido, passou a pertencer aos Estados Unidos e a Coréia do Norte, onde a dinastia Kim Duck e todo seu povo estava, passou a pertencer à Rússia. Como os Estados Unidos e a Rússia eram dois países que na época brigavam muito, eles levantaram um muro bem grande para separar as duas Coréias. E criaram uma lei que nenhuma pessoa de lá podia vir para cá e vice versa. O muro existe até hoje e a princesa nunca mais conseguiu ver a sua família. Mas essa história triste não aconteceu apenas com ela, mas com todo o povo coreano que havia ido viver próximo ao mar, onde era mais quente e não haviam tantas cerejas, mas muitos peixes.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;A princesa teve 4 lindas filhas e um filho. Nomeou todas as filhas com o posfixo Hee após o nome de cada uma delas. Hee significa princesa em coreano, ou uma grande mulher. Assim, todos poderiam saber que aquelas meninas eram filhas da princesa Kim.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Mas a vida deles ficou muito difícil longe da família. Também os coreanos, influenciados pelos americanos e pelos russos, passaram a brigar entre eles, coisa que nunca tinha acontecido antes, por serem um povo muito pacífico. Veio a guerra entre a Coréia do Sul e a Coréia do Norte e foram tempos muito difíceis, pois havia muita falta de alimento. Assim foi que a princesa Kim vendeu suas jóias, vestidos e rolos de pura seda, para comprar alimentos que ela dividia com as outras famílias, para que alimentassem também seus filhos. Ela sempre dizia que uma princesa mostra que é princesa principalmente em épocas difíceis, que sempre acontecem, mesmo com uma princesa.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Depois de alguns anos esta guerra terminou, mas deixou o país feio e triste, houveram muitas vítimas. E a princesa Kim trabalhou bastante em um hospital, ajudando a cuidar dos feridos.&lt;br /&gt;Tempos depois, ela e seu marido tiveram a oportunidade, junto com outras famílias nobres, de irem viver em um país novo, que diziam que era quente, que não conhecia a guerra e com muitas pessoas alegres como eles.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Foi assim que vieram para o Brasil, sendo eles um dos primeiros imigrantes coreanos no país. Cuidaram de seus filhos que cresceram, casaram-se com brasileiros e tiveram netos e foram muito, muito felizes, porque sua família ficou grande, trabalhadora e próspera, com pessoas do bem que sempre muito honraram o bonito passado da dinastia Kim Duck.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;A princesa Kim morreu bem velhinha e nunca esteve doente: escolheu ir embora para ficar com seu marido, que havia morrido bem pouco antes. Assim que foi princesa até na hora de sua morte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FIM&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2516559835644333528-2290549384372485575?l=morenasoraia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://morenasoraia.blogspot.com/feeds/2290549384372485575/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2516559835644333528&amp;postID=2290549384372485575' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2516559835644333528/posts/default/2290549384372485575'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2516559835644333528/posts/default/2290549384372485575'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://morenasoraia.blogspot.com/2009/05/princesa-kim-para-criancas.html' title='A Princesa Kim para crianças'/><author><name>Pula</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_tLn3p9f1k3o/SgcqqVYhL4I/AAAAAAAAAUA/o2O9MFcssP4/s72-c/chung4.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2516559835644333528.post-1863053251865247812</id><published>2009-02-03T08:45:00.000-08:00</published><updated>2009-02-03T08:57:08.181-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_tLn3p9f1k3o/SYh2XxhDVBI/AAAAAAAAATo/xeA8Fyv3kk8/s1600-h/DSC02449.JPG"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_tLn3p9f1k3o/SYh2XxhDVBI/AAAAAAAAATo/xeA8Fyv3kk8/s1600-h/DSC02449.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5298615112402424850" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 300px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_tLn3p9f1k3o/SYh2XxhDVBI/AAAAAAAAATo/xeA8Fyv3kk8/s400/DSC02449.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; foto morena&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2516559835644333528-1863053251865247812?l=morenasoraia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://morenasoraia.blogspot.com/feeds/1863053251865247812/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2516559835644333528&amp;postID=1863053251865247812' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2516559835644333528/posts/default/1863053251865247812'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2516559835644333528/posts/default/1863053251865247812'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://morenasoraia.blogspot.com/2009/02/blog-post_03.html' title=''/><author><name>Pula</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_tLn3p9f1k3o/SYh2XxhDVBI/AAAAAAAAATo/xeA8Fyv3kk8/s72-c/DSC02449.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2516559835644333528.post-7625041462483876019</id><published>2009-02-03T08:32:00.000-08:00</published><updated>2009-02-03T08:45:18.048-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_tLn3p9f1k3o/SYhz2ws4R8I/AAAAAAAAATY/8ry-DkFJZww/s1600-h/DSC02781.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5298612346224658370" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 240px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_tLn3p9f1k3o/SYhz2ws4R8I/AAAAAAAAATY/8ry-DkFJZww/s320/DSC02781.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2516559835644333528-7625041462483876019?l=morenasoraia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://morenasoraia.blogspot.com/feeds/7625041462483876019/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2516559835644333528&amp;postID=7625041462483876019' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2516559835644333528/posts/default/7625041462483876019'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2516559835644333528/posts/default/7625041462483876019'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://morenasoraia.blogspot.com/2009/02/blog-post.html' title=''/><author><name>Pula</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_tLn3p9f1k3o/SYhz2ws4R8I/AAAAAAAAATY/8ry-DkFJZww/s72-c/DSC02781.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2516559835644333528.post-5447470352092815931</id><published>2009-01-12T11:57:00.000-08:00</published><updated>2009-01-13T07:53:51.684-08:00</updated><title type='text'>Saluba Nanã</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_tLn3p9f1k3o/SWulBC3zUXI/AAAAAAAAASI/0rRvkxUSUR4/s1600-h/DSC02279.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5290503624646152562" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 300px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_tLn3p9f1k3o/SWulBC3zUXI/AAAAAAAAASI/0rRvkxUSUR4/s400/DSC02279.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_tLn3p9f1k3o/SWukk6xKA8I/AAAAAAAAASA/5OL9ZUPOVjQ/s1600-h/DSC02280.JPG"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2516559835644333528-5447470352092815931?l=morenasoraia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://morenasoraia.blogspot.com/feeds/5447470352092815931/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2516559835644333528&amp;postID=5447470352092815931' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2516559835644333528/posts/default/5447470352092815931'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2516559835644333528/posts/default/5447470352092815931'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://morenasoraia.blogspot.com/2009/01/blog-post.html' title='Saluba Nanã'/><author><name>Pula</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_tLn3p9f1k3o/SWulBC3zUXI/AAAAAAAAASI/0rRvkxUSUR4/s72-c/DSC02279.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2516559835644333528.post-2393235487737795477</id><published>2009-01-07T11:41:00.000-08:00</published><updated>2009-01-07T11:43:51.675-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_tLn3p9f1k3o/SWUFoa9EUgI/AAAAAAAAAR4/YKuiU4O3vNQ/s1600-h/alter+do+ch%C3%A3o.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5288639529404879362" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 276px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_tLn3p9f1k3o/SWUFoa9EUgI/AAAAAAAAAR4/YKuiU4O3vNQ/s400/alter+do+ch%C3%A3o.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; A minha comadre Beatriz Buhler tirou esta foto para que a gente não esqueça nunca que o Pedroca já nasceu nadando.&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2516559835644333528-2393235487737795477?l=morenasoraia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://morenasoraia.blogspot.com/feeds/2393235487737795477/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2516559835644333528&amp;postID=2393235487737795477' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2516559835644333528/posts/default/2393235487737795477'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2516559835644333528/posts/default/2393235487737795477'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://morenasoraia.blogspot.com/2009/01/minha-comadre-beatriz-buhler-tirou-esta.html' title=''/><author><name>Pula</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_tLn3p9f1k3o/SWUFoa9EUgI/AAAAAAAAAR4/YKuiU4O3vNQ/s72-c/alter+do+ch%C3%A3o.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2516559835644333528.post-8295893046744469377</id><published>2009-01-07T09:56:00.001-08:00</published><updated>2009-01-07T09:58:12.998-08:00</updated><title type='text'>Da varanda vejo</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_tLn3p9f1k3o/SWTtDulanAI/AAAAAAAAARo/SnnMSpI6h_s/s1600-h/mo+varanda.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5288612510740159490" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_tLn3p9f1k3o/SWTtDulanAI/AAAAAAAAARo/SnnMSpI6h_s/s400/mo+varanda.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;                                                                                                                           uma gordinha gostosinha&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2516559835644333528-8295893046744469377?l=morenasoraia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://morenasoraia.blogspot.com/feeds/8295893046744469377/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2516559835644333528&amp;postID=8295893046744469377' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2516559835644333528/posts/default/8295893046744469377'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2516559835644333528/posts/default/8295893046744469377'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://morenasoraia.blogspot.com/2009/01/da-varanda-vejo.html' title='Da varanda vejo'/><author><name>Pula</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_tLn3p9f1k3o/SWTtDulanAI/AAAAAAAAARo/SnnMSpI6h_s/s72-c/mo+varanda.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2516559835644333528.post-3264652702939346707</id><published>2009-01-06T12:14:00.000-08:00</published><updated>2009-01-06T12:19:10.845-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_tLn3p9f1k3o/SWO8p1shCVI/AAAAAAAAARg/MaVtsoWQWh8/s1600-h/IMG_4069.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5288277814437546322" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 267px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_tLn3p9f1k3o/SWO8p1shCVI/AAAAAAAAARg/MaVtsoWQWh8/s400/IMG_4069.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;                                   foto Pim&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2516559835644333528-3264652702939346707?l=morenasoraia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://morenasoraia.blogspot.com/feeds/3264652702939346707/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2516559835644333528&amp;postID=3264652702939346707' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2516559835644333528/posts/default/3264652702939346707'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2516559835644333528/posts/default/3264652702939346707'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://morenasoraia.blogspot.com/2009/01/foto-pim.html' title=''/><author><name>Pula</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_tLn3p9f1k3o/SWO8p1shCVI/AAAAAAAAARg/MaVtsoWQWh8/s72-c/IMG_4069.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2516559835644333528.post-6008909958625461446</id><published>2008-12-16T08:26:00.001-08:00</published><updated>2008-12-17T13:09:12.387-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_tLn3p9f1k3o/SUlqP8chGPI/AAAAAAAAARQ/J4aypmwTWXk/s1600-h/menino+riscando.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5280868860224936178" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 286px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_tLn3p9f1k3o/SUlqP8chGPI/AAAAAAAAARQ/J4aypmwTWXk/s400/menino+riscando.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Na hora em que você enviou aquela mensagem, eu estava trancada no banheiro. Tenho medo de armários abertos em quartos escuros e tenho medo de defesa de tese. Minhas melhores amigas resolviam os últimos detalhes. Uma delas tentava instalar os equipamentos, a outra trazia mais cadeiras para a sala que se fazia cada vez mais cheia. Mais tarde eu anunciei: estas são as salas do imaginário, sempre repletas de pessoas do bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando vieram me chamar, eu não estava pronta, nunca estive. Morena ao meu lado, como sempre, uma criança e esta força. A faxineira entrou com vassoura no banheiro e me disse: estou encantada, sou maranhense. Conversando com ela, relembrei o sentido do meu trabalho: estas pessoas. Abracei-a e pedi: assiste um pouco. Mas ela não podia, a chefe do departamento de limpezas não permitia. Fiz força para lembrar o quanto tive e tenho sorte, mas toda a minha família, meus pais, meus amigos, meus professores mais queridos e aqueles que considerei mais importantes para o assunto sentados na banca não me consolavam nesta hora. Eram inclusive a razão do meu pavor. Dois dos meus principais mestres de fora da academia estavam lá, um deles de terno e gravata, muito solene. O outro de calça jeans e máquina fotográfica na mão, lindo e encantador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na hora que você apertou o send de sua querida mensagem, minha amiga me buscou no banheiro. Na verdade, não tive forças para fugir, que era bem a minha vontade. Dei de cara com meu orientador, me abraçou, quanta sorte no mundo uma pessoa pode ter.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você enviou um e-mail avisando que não poderia estar. Mas se estivesse, ficaria de pé na porta, ao lado de meus primos sempre gentis e bem educados como toda família, para ceder lugar aos mais velhos. Ou sentaria em um canto no chão, como minhas amigas, para que eu ouvisse bem que respiravam emocionadas ao meu lado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas subitamente, cresci como um Caboclo de Pena, daqueles bem grandes. Com a ajuda de guias e encantados, instaurou-se um clima generoso, acolhedor, confortante e bonito. Uma catarse coletiva para o bem do mundo, para o saber dos mestres populares. Uma poética do imaginário viva, pulsante e real.&lt;br /&gt;Se você estivesse ali, teria ficado muito orgulhoso, como todos. Teria chegado perto para saber se estava tudo bem comigo, como fez Morena, na hora que lágrimas escorreram de meu rosto. Teria talvez distribuído lenços de papel para a banca de professores como fez a Pati. Teria tirado fotos, como fez o meu babá. Talvez tivesse até cantado, como fez Tião.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Teu parabéns chegou antes da hora. Muito mais tarde, ganhei abraços queridos, os melhores de minha vida. Tanto tempo trancada dentro de casa, achei que não teria mais amigos, que as pessoas queridas haviam de me esquecer, porque foram sucessivas ausências em casamentos, aniversários e outros eventos de menor porte. Mas ali tudo se diluiu em uma atmosfera maravilhosa. Seu Sete perguntou, alguns dias depois, se eu havia entendido o sentido do que havia acontecido ali naquela sala. E explicou: Dona Moça, houve uma diluição de fronteiras, a razão e a emoção eram uma só. A ciência objetiva e a razão sensível subjetiva estiveram unidas, fraternalmente e isso, apesar de ser uma tendência da humanidade (a dissolução de dicotomias tão bem delimitadas), na verdade exige coragem, coragem e esforço, daqueles que vão à frente, por isso todos choraram copiosamente, longamente, subitamente confortados em um espaço onde se operava esse acontecimento, com permissividade saudável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perguntaram ao meu amigo: “e como esteve Morena nesta hora?” Ele respondeu: “esteve maravilhosa e inteira. Ajudou a organizar, ajudou a fechar, esteve ao lado da mãe, forte, dando suporte emocional e afetivo. Morena foi e é admirável.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E eu? Eu sou abençoada. Sou doutora curadora de boi. Professora e brincante de burra, levando índia menina pela mão, divertida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em você, um beijo com saudades da gente. Tudo de verdade verdadeira.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2516559835644333528-6008909958625461446?l=morenasoraia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://morenasoraia.blogspot.com/feeds/6008909958625461446/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2516559835644333528&amp;postID=6008909958625461446' title='12 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2516559835644333528/posts/default/6008909958625461446'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2516559835644333528/posts/default/6008909958625461446'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://morenasoraia.blogspot.com/2008/12/na-hora-em-que-voc-enviou-aquela.html' title=''/><author><name>Pula</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_tLn3p9f1k3o/SUlqP8chGPI/AAAAAAAAARQ/J4aypmwTWXk/s72-c/menino+riscando.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>12</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2516559835644333528.post-7014105418792651508</id><published>2008-12-04T04:22:00.000-08:00</published><updated>2008-12-04T04:26:17.980-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_tLn3p9f1k3o/STfLxRqexrI/AAAAAAAAARI/-fey9aVHcW0/s1600-h/lancamento_todocantodanca.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5275909535903434418" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 195px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_tLn3p9f1k3o/STfLxRqexrI/AAAAAAAAARI/-fey9aVHcW0/s400/lancamento_todocantodanca.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; Saiu, finalmente. Tião, Pati e eu escrevemos os textos. Leandro desenhou. Morena canta e dança. Em todo canto. Viva. A vida é bonita e colorida.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2516559835644333528-7014105418792651508?l=morenasoraia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://morenasoraia.blogspot.com/feeds/7014105418792651508/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2516559835644333528&amp;postID=7014105418792651508' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2516559835644333528/posts/default/7014105418792651508'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2516559835644333528/posts/default/7014105418792651508'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://morenasoraia.blogspot.com/2008/12/saiu-finalmente.html' title=''/><author><name>Pula</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_tLn3p9f1k3o/STfLxRqexrI/AAAAAAAAARI/-fey9aVHcW0/s72-c/lancamento_todocantodanca.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2516559835644333528.post-8673383354702170561</id><published>2008-12-03T14:10:00.000-08:00</published><updated>2008-12-03T14:15:55.152-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_tLn3p9f1k3o/STcEARDLpKI/AAAAAAAAARA/TKlXZEqXMqo/s1600-h/janis.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5275689891111085218" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 275px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_tLn3p9f1k3o/STcEARDLpKI/AAAAAAAAARA/TKlXZEqXMqo/s400/janis.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="font-size:85%;"&gt;Em épocas de grandes acontecimentos, muitas vezes externos a nós mesmos, vamos certificando - mulher grande - e ensinando menina pequena: os amigos de outros tempos, a família, o que construímos - é tudo o que temos de mais importante. Numa hora como essa, eu sem amigos não seria ninguém. Está vendo bem isso, Morena?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2516559835644333528-8673383354702170561?l=morenasoraia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://morenasoraia.blogspot.com/feeds/8673383354702170561/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2516559835644333528&amp;postID=8673383354702170561' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2516559835644333528/posts/default/8673383354702170561'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2516559835644333528/posts/default/8673383354702170561'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://morenasoraia.blogspot.com/2008/12/em-pocas-de-grandes-acontecimentos.html' title=''/><author><name>Pula</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_tLn3p9f1k3o/STcEARDLpKI/AAAAAAAAARA/TKlXZEqXMqo/s72-c/janis.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2516559835644333528.post-6490887007710611537</id><published>2008-12-01T05:11:00.000-08:00</published><updated>2008-12-01T05:41:05.665-08:00</updated><title type='text'>defesa pública para os amigos de sempre e do bem</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_tLn3p9f1k3o/STPipzfJpFI/AAAAAAAAAQ4/VpghnrpxWgY/s1600-h/convite-tese%5B1%5D.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5274808796404360274" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_tLn3p9f1k3o/STPipzfJpFI/AAAAAAAAAQ4/VpghnrpxWgY/s400/convite-tese%5B1%5D.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2516559835644333528-6490887007710611537?l=morenasoraia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://morenasoraia.blogspot.com/feeds/6490887007710611537/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2516559835644333528&amp;postID=6490887007710611537' title='40 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2516559835644333528/posts/default/6490887007710611537'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2516559835644333528/posts/default/6490887007710611537'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://morenasoraia.blogspot.com/2008/12/defesa-pblica.html' title='defesa pública para os amigos de sempre e do bem'/><author><name>Pula</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_tLn3p9f1k3o/STPipzfJpFI/AAAAAAAAAQ4/VpghnrpxWgY/s72-c/convite-tese%5B1%5D.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>40</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2516559835644333528.post-2626028939086449225</id><published>2008-11-24T07:45:00.000-08:00</published><updated>2008-11-24T08:21:33.633-08:00</updated><title type='text'>bonito e malvado</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_tLn3p9f1k3o/SSrMkCcoNhI/AAAAAAAAAQg/1_eMdCbszeI/s1600-h/o+rio.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5272251233294890514" style="DISPLAY: block; 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E os livros estavam com 50% de desconto. Literatura, pensava passeando entre as mesas. Imaginei como você gostaria de estar ali, se não estivesse viajando.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;Por fim me resolvi por aquele do Dostoievski que você indicou. “Você vai adorar”, disse-me um dia, os olhos descansados, rareando. Comprei, apertei o livro contra o peito, senti uma saudade bem grande de você. Era uma sexta-feira, de uma manhã ensolarada, deve ter sido o momento exato em que você mergulhou no rio, do qual submergiu seu corpo, mas sua alma, não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esperava você voltar tranquilamente. Parecia que tínhamos todo tempo do mundo, nunca tivemos pressa. Como iríamos saber que você voltaria desse jeito, branco como cera, bonito como nunca, segurando enfeites yanomamis entre os braços, deitado entre flores, inexistente e inerte. Este foi meu maior choque: porque sempre estivemos tranqüilos e não tivemos pressa de nada? Agora, me despedir sem resposta, ver teu corpo baixar para a terra, tão cedo. Beijar finalmente tua família, da qual de cada um conheço um pouco a história. Eu estava com saudade e o teu mergulho no rio perdurou-a para toda minha existência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ontem, depois de tudo, cortei as plantas lá de casa, serviço que vc gostava de ajudar. Cortei mais do que deveria, queria que as plantas fossem infinitas para continuar cortando. Você é bobo Luigi, ir embora assim, logo agora que teríamos tempo. Aquele e-mail que você enviou antes de viajar, depositei, viajo, te ligo, conversar, saudade e eu mais boba de tudo, esperando você voltar. Inteligente, honesto e trabalhador, estava ficando tão importante. Tem presentes teus espalhados pela casa, em todos os cômodos. No fim, bebi aquela garrafa de vinho que deixou lá em casa, para celebrarmos juntos, com o abridor que me deu, inconformado. Metódico, Luigi. Nosso par de taças ficou sem sentido de existir, guardei-as no fundo do armário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Teu trabalho vai virar livro, teu irmão perdeu o melhor amigo, os yanomamis correrão mais riscos sem você no mundo, teus pais nunca mais se recuperam e nós todos balançamos na rede da vida, um pouco mais cansados. Que você, pelo menos você, esteja em paz no universo sideral.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2516559835644333528-451940838508473972?l=morenasoraia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://morenasoraia.blogspot.com/feeds/451940838508473972/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2516559835644333528&amp;postID=451940838508473972' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2516559835644333528/posts/default/451940838508473972'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2516559835644333528/posts/default/451940838508473972'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://morenasoraia.blogspot.com/2008/11/eu-achava-mesmo-que-merecia-nestes-dias.html' title=''/><author><name>Pula</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2516559835644333528.post-3703472063062689221</id><published>2008-11-06T08:40:00.000-08:00</published><updated>2008-11-06T08:42:50.964-08:00</updated><title type='text'>Meninos de Rua na Rua</title><content type='html'>&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; &lt;br /&gt;&lt;em&gt;“Em defesa da gravidez coletiva, &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;pela democratização do espanto, &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;pela expressão criativa da razão, &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;pela semelhança de nossas diferenças, &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;pela solidariedade sensível de expressar, &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;pela responsabilidade social de criar”.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;autor desconhecido&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lúcio Beninatti sempre morou “de favor” em um quartinho nos fundos de um barraco, na favela de Diadema. As pessoas de lá cuidavam e amavam o Frei, alegre. Julgavam, no entanto, que havia sido expulso de sua congregação, fosse ela qual fosse, porque vivia de maneira humilde, contando com a boa vontade das pessoas. Sempre de calça jeans e camiseta branca, sandálias de couro e uma cruz pendurada no pescoço, balançando no peito, o único gesto que revela sua religiosidade. No fim, acho muito divertido que fale palavrões quando a situação não anda boa para o nosso lado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma das senhoras que lhe servia o jantar nos convidou a participar, muito simpática a Dona Maria, com risada solavancada. Sentamos em torno de uma mesa de toalha xadrez, na sala de sua casa, que era também a sua cozinha. Diante de um imenso prato de arroz, feijão, frango ensopado e salada, o Frei não perdeu, como nunca perde, a oportunidade de ser educativo: “Olhe Morena, D.Maria te convidou para jantar e fez este prato bem grande para você. Mas não é todo dia que ela tem almoço para os filhos, então, não desperdice a sua comida, porque é uma desfeita muito grande”. Impávida, a criança segura a colher e enfrenta o prato postado em sua frente. Estranho que não se queixe como normalmente faz: “não quero isso, não quero aquilo”. Arregala os olhos para o Frei, não ousa compartilhar de uma ação “desfeitosa”. É uma menina de nove anos, diligente. Decide por si mesma nos acompanhar no trabalho de rua, não quer ir para casa, aquela televisão chata.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Invariavelmente faz frio de noite, sempre venta na Praça da Sé e no Vale do Anhangabaú, este mundo amarelo de luz de poste, os espaços abertos, o céu distante e escuro, cachecol no pescoço. A menina está bem familiarizada com a caixa de remédios e a caixa de brinquedos, que carregamos em revezamento.&lt;br /&gt;As crianças que vivem ali, diante da visão das caixas, vêm ao nosso encontro aos saltos e me lembram as crianças da escola chegando: “Oi, tia!” felicidade estampada no rosto. Bonitos, as bocas cheias de sorriso.&lt;br /&gt;Sempre pergunto primeiro: “Quem está machucado e precisa de curativo?”. No entorno, uma roda se forma imediatamente. Há pequenos cortes, arranhões, feridinhas leves, machucados de criança. Com paciência, um por um, vou cuidando, limpando, passando remédio, enrolando com arte o esparadrapo. Tenho todo o tempo do mundo e quase nenhum material. Dá mais trabalho deixar tudo limpo no final. Enquanto cuido, vou dando recomendações maternais. Observando como o Frei dialoga com eles, fui aprendendo a fazer igual.&lt;br /&gt;No entanto, os ferimentos especiais são aqueles não visíveis. “Cadê o machucado?”, pergunto para o pequeno que se posta à minha frente: é um menino, bate na minha cintura, agacho para olhá-lo nos olhos, bem brancos no rosto negro, longos cílios. Ele procura o machucado no corpo, rápido e agitado.&lt;br /&gt;Encontra um pequeno ponto vermelho, uma cicatriz antiga, e aponta, com grandes gestos: “Está aqui!”. Aperto os olhos e não vejo machucado nenhum. Mas peço que se sente no chão da rua: “Como você se chama?” “-João”, diz.  Ele tem mesmo a voz grossa de um João. “Vem, João, vou cuidar de você.” Nestes machucados inexistentes, nos demoramos mais, muito mais. Suas feridas são invisíveis, e suas dores são internas e profundas. Aprendi com o Frei e com o tempo: estes ferimentos aparecem com grande freqüência, porque junto com eles vêm os cuidados, conselhos e mertiolate, gaze e carinho. Talvez a lembrança de uma mãe distante e a memória funda de saber que também eles precisariam ser cuidados, coisa que esquecem cotidianamente, recorrentemente. O Frei sinaliza que eu aproveite o tempo para conversar, o que nem sempre é fácil. Quanto mais jovens, mais bravos e agressivos, muito porque precisam se defender com mais empenho na rua, esta casa grande, sem paredes e cheia de vento, de espaços vazios, de falsa liberdade, que os deixam vulneráveis a todos os perigos do mundo. Colocam a cabeça no meu colo somente se não tem ninguém prestando muita atenção, um momento rápido debaixo da luz do poste, enternece meu coração cansado. &lt;br /&gt;Assim, ensinam de sua dignidade: João, como tantos outros, saiu de casa com 7 anos e a roupa do corpo, por conta própria e risco, optando conscienciosamente. Quem disse que há alguém no mundo que não possa ficar na rua? Porquê? Voltou para casa, mais tarde, apenas para buscar sua irmãzinha, que era menor ainda. Estufa o peito para dizer que quem cuida dela agora é ele, e que apesar de viverem nas ruas, ela não é mais constantemente maltratada. João é pequeno, mas é grande. “O machucado vai sarar”, digo para ele com segurança quando termino. Mas no fundo, não tenho tanta certeza assim.&lt;br /&gt;“Às vezes, nossa fé na bondade do mundo vacila”, disse-me Tidu um dia, linda preta velha de olhos cerrados. Assim me sinto muitas vezes, olhando a vida entre os meninos nas ruas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com lesões mais graves, o Frei se encarrega de acompanhá-los ao hospital. E para que não sejam expulsos na porta de entrada do pronto-socorro, um adulto diz em alto e bom tom que se responsabiliza por aquela criança maltrapilha. A recepcionista, desconfiada, deixa assim que adentrem o território dos médicos. Lembro desta menina e dos seus olhos brilhando quando dissemos que iria ao médico. Quase não acreditava: “Vou ao médico?”, repetia a pergunta insistente e incansável. Quando se convenceu de que era verdade, percebeu: “Mas não posso ir assim, suja da rua”. Frei Lúcio suspirou paciente.  Bem que tentou, passou em diversos estabelecimentos pedindo para usar o banheiro, mas os comerciantes, olhando uma menina de rua e um homem simples, não deixaram não. Que é dos banheiros públicos nas praças de São Paulo? &lt;br /&gt;Ela, insistindo em tirar o preto do rosto. Frei Lúcio desistiu: “Vamos assim mesmo, tudo bem”. Ela retrucou: “Me espera aqui um minuto então”. Entrou no chafariz da Praça da Sé, apanhou da polícia, saiu arrastada pelos cabelos. Foi para o médico com o olho inchado e roxo, mas sem o sujo-preto no rosto, sorrindo feliz, a criança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nossas histórias com os meninos de rua dariam um belo livro nos dias de hoje, porque o mundo parece vê-los com olhos diferenciados e tem dificuldade de enxergar, essencialmente, o que os meninos são: crianças.&lt;br /&gt;Morena, ao lado do Frei, é quem consegue dizer sem palavras que criança é criança em qualquer lugar do planeta: brinca com os meninos como se fossem colegas de escola, correndo divertida pela Praça da Sé, e já três vezes eu a levantei no ar no momento em que estava prestes a mergulhar no chafariz. Um dia, ainda pequena e de mãos dadas, em tempos em que permitiam, condescendentemente, que os meninos nadassem de fato na fonte, ela pediu, invejosa deles: a próxima vez que viermos aqui, você traz por favor meu biquíni e minha toalha?”&lt;br /&gt;Hoje, anda mais resignada: observa cobri-los de noite, contar histórias, brincar, fazer curativos, gesticular no escuro da noite para os medrosos, dizendo que está tudo bem, tentando incansavelmente relembrar a todos de nossa humanidade, tão, tão esquecida nestas ruas escuras, que o Frei acredita que se pode fazer melhor a cada dia. Um trabalho sem fim, para muitas gerações. Para ela há um quê de causalidade fatalista, acha que é uma menina de sorte com uma mãe que anda a salvar meninos, ainda não entende que são eles que salvam a mãe. Costumo lacrimejar quando leio os direitos universais dos pequenos, me dói sobremaneira que se tenha tido necessidade de escrevê-los um dia. Depois, que eles efetivamente não se apliquem a todos, apesar do esforço exaustivo de muitos colegas militantes nesta área.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando o Frei anuncia a Estação da Luz, me despeço de Morena: lá não pode ir, vai para casa. O mundo naquelas ruas reproduz cenas de filmes B de terror e creio que criança nenhuma na face da terra devesse participar. Uma vez, arrisquei levar uma amiga com a gente e ela chorou e vomitou, inconsolável, por três dias consecutivos, lembrando das visões daquele lugar. Sempre torço os dedos e penso “não tem criança aqui, não tem criança aqui!”. Mas tem. Nas ruas escombrosas, onde os perfis se delineiam difusos, em algum canto de alguma esquina, encontramos os meninos. Já são pequenos por natureza, ali menores ainda. Os traficantes e a polícia nos deixam trabalhar sossegados, em uma relação absurdamente sustentável. Cada vez mais, no entanto, a polícia se crê superior e as coisas andam difíceis, até para o Frei, este senhor que costuma impor respeito com um relance de olhar. “Direitos Humanos”, gosto de dizer bem alto, quando resolvem mangar de seu “missionarismo”. Ali, as crianças, não querem saber de nós e avisam: não têm machucados e não querem brincar. Enquanto nos postamos em frente a eles, escondem as mãos nas costas, cheias de cachimbos: aguardam agitados a nossa saída. Um deles não agüenta, leva o cachimbo à boca, sendo duramente repreendido por um maior: “olha o respeito, olha a tia aí!”. Quando saímos, arrefeço de verdade, o menino tinha no máximo, 4 anos de idade. Enrodilho-me no braço do Frei e peço: “vamos embora, por favor, não há nada que podemos fazer aqui!” O Frei me segura, me olha firme, profético: “Filha, é no inferno que encontramos o paraíso”. De fato, alguns minutos mais tarde, um daqueles meninos pára na nossa frente e agita-se: “Tia, tio, por favor, desculpem os meus amigos, não estão em uma boa noite. A gente gosta muito que vocês venham aqui, por favor, não deixem de vir, não deixem nunca, nunca de vir aqui ver a gente”. Olho para um lado: rua escura, vultos cobertos revolvendo-se pelo chão ou vagando sem controle, atarantados. Olho para o outro: A Sala São Paulo parece, brilha mais do que de costume, as pessoas saem dos carros insulfilmados, com o pé no tapete vermelho, arrastando longos vestidos. Morena sabe que é tudo o mesmo mundo, sonhando deitada em uma cama confortável. Eu já não sei mais.&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2516559835644333528-3703472063062689221?l=morenasoraia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://morenasoraia.blogspot.com/feeds/3703472063062689221/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2516559835644333528&amp;postID=3703472063062689221' title='15 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2516559835644333528/posts/default/3703472063062689221'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2516559835644333528/posts/default/3703472063062689221'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://morenasoraia.blogspot.com/2008/11/meninos-de-rua-na-rua.html' title='Meninos de Rua na Rua'/><author><name>Pula</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>15</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2516559835644333528.post-4968606265219065116</id><published>2008-11-06T08:31:00.000-08:00</published><updated>2008-11-06T08:37:54.339-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_tLn3p9f1k3o/SRMctAyYg2I/AAAAAAAAAQY/c9fXi8qLiic/s1600-h/DSC01608.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5265583948957254498" style="WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_tLn3p9f1k3o/SRMctAyYg2I/AAAAAAAAAQY/c9fXi8qLiic/s320/DSC01608.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_tLn3p9f1k3o/SRMcso6zXjI/AAAAAAAAAQQ/KgeMHy868gI/s1600-h/DSC01607.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5265583942550117938" style="WIDTH: 240px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_tLn3p9f1k3o/SRMcso6zXjI/AAAAAAAAAQQ/KgeMHy868gI/s320/DSC01607.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2516559835644333528-4968606265219065116?l=morenasoraia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://morenasoraia.blogspot.com/feeds/4968606265219065116/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2516559835644333528&amp;postID=4968606265219065116' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2516559835644333528/posts/default/4968606265219065116'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2516559835644333528/posts/default/4968606265219065116'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://morenasoraia.blogspot.com/2008/11/blog-post.html' title=''/><author><name>Pula</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_tLn3p9f1k3o/SRMctAyYg2I/AAAAAAAAAQY/c9fXi8qLiic/s72-c/DSC01608.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2516559835644333528.post-301776328628062023</id><published>2008-10-30T06:33:00.000-07:00</published><updated>2008-10-30T06:36:10.045-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_tLn3p9f1k3o/SQm3-lS5I-I/AAAAAAAAAQA/hX3AksLhrMI/s1600-h/DSC01393.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5262939925350261730" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 300px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_tLn3p9f1k3o/SQm3-lS5I-I/AAAAAAAAAQA/hX3AksLhrMI/s400/DSC01393.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;O professor escreveu: "agradeço o privilégio de 'des-orientar' uma linda princesa coreana com alma gitana, brincante de boi, soror de alma..."; sem saber que enquanto nos des-orienta, des-orientamos outros também e assim indefinidamente, como um dominó cujas peças caem devagar e recursivamente: para sempre des-educadores des-orientados. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2516559835644333528-301776328628062023?l=morenasoraia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://morenasoraia.blogspot.com/feeds/301776328628062023/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2516559835644333528&amp;postID=301776328628062023' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2516559835644333528/posts/default/301776328628062023'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2516559835644333528/posts/default/301776328628062023'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://morenasoraia.blogspot.com/2008/10/o-professor-escreveu-agradeo-o.html' title=''/><author><name>Pula</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_tLn3p9f1k3o/SQm3-lS5I-I/AAAAAAAAAQA/hX3AksLhrMI/s72-c/DSC01393.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2516559835644333528.post-906541194972152186</id><published>2008-10-30T06:13:00.000-07:00</published><updated>2008-10-30T06:15:01.231-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Sem dúvida há um movimento. Primeiro intenso, quase impossível de se viver neste mundo. Nada mais importa, tem-se energia apenas para as questões da tese, que são muitas. Tudo o mais passa a largo, distante como se não fosse deste mundo. A filha, os amigos, até o trabalho. É o cúmulo da produção acumulada. Noites e noites exangues, como nas festas no meio do povo, que amo. Mas agora, me debruço sobre a tela, sobre as imagens, em um sentido imaginal e de sonho: em tudo estou, mas não estou. Mas sinto-me igualmente revitalizada. Porque por mais que não tenha vivido literalmente, tenho vivido imageticamente e poeticamente.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2516559835644333528-906541194972152186?l=morenasoraia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://morenasoraia.blogspot.com/feeds/906541194972152186/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2516559835644333528&amp;postID=906541194972152186' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2516559835644333528/posts/default/906541194972152186'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2516559835644333528/posts/default/906541194972152186'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://morenasoraia.blogspot.com/2008/10/sem-dvida-h-um-movimento.html' title=''/><author><name>Pula</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2516559835644333528.post-8950190483435672463</id><published>2008-09-05T08:30:00.000-07:00</published><updated>2008-09-05T08:36:10.077-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_tLn3p9f1k3o/SMFQ6gyP0CI/AAAAAAAAAMw/rGIMh-xGxmQ/s1600-h/%C3%ADndia+morena.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5242560407399288866" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_tLn3p9f1k3o/SMFQ6gyP0CI/AAAAAAAAAMw/rGIMh-xGxmQ/s400/%C3%ADndia+morena.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Olha que quase que não consigo ser menos que mãe que quase que coloco na capa!&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2516559835644333528-8950190483435672463?l=morenasoraia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://morenasoraia.blogspot.com/feeds/8950190483435672463/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2516559835644333528&amp;postID=8950190483435672463' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2516559835644333528/posts/default/8950190483435672463'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2516559835644333528/posts/default/8950190483435672463'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://morenasoraia.blogspot.com/2008/09/olha-que-quase-que-no-consigo-ser-menos.html' title=''/><author><name>Pula</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_tLn3p9f1k3o/SMFQ6gyP0CI/AAAAAAAAAMw/rGIMh-xGxmQ/s72-c/%C3%ADndia+morena.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2516559835644333528.post-4640130878005874996</id><published>2008-08-28T11:45:00.001-07:00</published><updated>2008-08-28T11:48:52.359-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Querida Mamita&lt;br /&gt;Eu sua querida filha e meus bichinhos de estimação Monica e Catu gostariamos de agradeser pelo acolhimento e o carinho de uma verdadeira mãe. E entroca disso a Monica ron-rona, a Catu abana o rabo e finaumente eu te encho de beijos e abrassos. Então querida Mita vamos ser gratas por toda a nossa vida. Você é a maravilhosa superior a todas as maes do mundo você não acha? De Morena  hhhisc Catu uf uf uf  e Monica hhisci para Soraia.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2516559835644333528-4640130878005874996?l=morenasoraia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://morenasoraia.blogspot.com/feeds/4640130878005874996/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2516559835644333528&amp;postID=4640130878005874996' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2516559835644333528/posts/default/4640130878005874996'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2516559835644333528/posts/default/4640130878005874996'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://morenasoraia.blogspot.com/2008/08/querida-mamita-eu-sua-querida-filha-e.html' title=''/><author><name>Pula</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2516559835644333528.post-1180136671365451763</id><published>2008-08-27T11:39:00.000-07:00</published><updated>2008-08-27T11:49:04.918-07:00</updated><title type='text'>"Desabotoe o meu colarinho" Pagu</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_tLn3p9f1k3o/SLWhSe6DsXI/AAAAAAAAAMo/I7Q7y-jx70k/s1600-h/Boi+Morte+0511+083+-+corda+que+la%C3%A7a+o+Boi.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5239271080421732722" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_tLn3p9f1k3o/SLWhSe6DsXI/AAAAAAAAAMo/I7Q7y-jx70k/s400/Boi+Morte+0511+083+-+corda+que+la%C3%A7a+o+Boi.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_tLn3p9f1k3o/SLWg9t9AofI/AAAAAAAAAMg/FJaO7N-xLA0/s1600-h/Boi+Morte+0511+079+-+corda.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5239270723683394034" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_tLn3p9f1k3o/SLWg9t9AofI/AAAAAAAAAMg/FJaO7N-xLA0/s400/Boi+Morte+0511+079+-+corda.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2516559835644333528-1180136671365451763?l=morenasoraia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://morenasoraia.blogspot.com/feeds/1180136671365451763/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2516559835644333528&amp;postID=1180136671365451763' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2516559835644333528/posts/default/1180136671365451763'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2516559835644333528/posts/default/1180136671365451763'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://morenasoraia.blogspot.com/2008/08/desabotoe-o-meu-colarinho-pagu.html' title='&quot;Desabotoe o meu colarinho&quot; Pagu'/><author><name>Pula</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_tLn3p9f1k3o/SLWhSe6DsXI/AAAAAAAAAMo/I7Q7y-jx70k/s72-c/Boi+Morte+0511+083+-+corda+que+la%C3%A7a+o+Boi.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2516559835644333528.post-868426399539794284</id><published>2008-08-21T10:32:00.000-07:00</published><updated>2008-08-21T10:45:20.104-07:00</updated><title type='text'>Pedro Pedroca</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_tLn3p9f1k3o/SK2otPJnFoI/AAAAAAAAALo/h4Q10IFgiTo/s1600-h/DSC00651.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5237027436816176770" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_tLn3p9f1k3o/SK2otPJnFoI/AAAAAAAAALo/h4Q10IFgiTo/s200/DSC00651.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_tLn3p9f1k3o/SK2otZG6PFI/AAAAAAAAALw/3_iOApaVcTU/s1600-h/DSC00656.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5237027439489203282" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_tLn3p9f1k3o/SK2otZG6PFI/AAAAAAAAALw/3_iOApaVcTU/s200/DSC00656.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_tLn3p9f1k3o/SK2ot0jOzII/AAAAAAAAAL4/xK2gYMBXCbY/s1600-h/DSC00658.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5237027446855748738" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_tLn3p9f1k3o/SK2ot0jOzII/AAAAAAAAAL4/xK2gYMBXCbY/s200/DSC00658.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_tLn3p9f1k3o/SK2ouA29uVI/AAAAAAAAAMA/gG8pfDrw-n0/s1600-h/DSC00659.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5237027450159741266" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_tLn3p9f1k3o/SK2ouA29uVI/AAAAAAAAAMA/gG8pfDrw-n0/s200/DSC00659.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_tLn3p9f1k3o/SK2ouLNRNMI/AAAAAAAAAMI/7ETROufS6nw/s1600-h/careta.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5237027452937647298" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_tLn3p9f1k3o/SK2ouLNRNMI/AAAAAAAAAMI/7ETROufS6nw/s200/careta.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Oi Pedroca, tudo bem? Coloquei estas fotos aqui nesta pagina para que todos os meus amigos vejam como você é lindo de verdade, para que conheçam o meu afilhado querido do meu coração e para que saibam que a dindinha tem uma amor tão, tão grande que faz ela ficar assim com saudades, olhando foto, suspirando e jogando beijo no ar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Joguei um beijo assim para cima e fiquei esperando passar um ventinho aqui na minha janela em São Paulo que vá viajando levando o beijinho para sua janela aí em Fortaleza. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Joguei ele de manhã e acho que ele só chega de noite, perto da hora de você ir dormir. É bom, porque a hora de dormir é uma hora boa para ganhar beijo e ficar sonhando e lembrando que lá longe tem uma dindinha que te ama muito e te acha um menino muito especial e lindo de morrer.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2516559835644333528-868426399539794284?l=morenasoraia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://morenasoraia.blogspot.com/feeds/868426399539794284/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2516559835644333528&amp;postID=868426399539794284' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2516559835644333528/posts/default/868426399539794284'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2516559835644333528/posts/default/868426399539794284'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://morenasoraia.blogspot.com/2008/08/pedro-pedroca.html' title='Pedro Pedroca'/><author><name>Pula</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_tLn3p9f1k3o/SK2otPJnFoI/AAAAAAAAALo/h4Q10IFgiTo/s72-c/DSC00651.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2516559835644333528.post-7672964024580388368</id><published>2008-08-21T07:24:00.000-07:00</published><updated>2008-08-21T07:28:52.034-07:00</updated><title type='text'>Viva Ela</title><content type='html'>&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5236977691988000946" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_tLn3p9f1k3o/SK17dtOXALI/AAAAAAAAALg/NSiKoo7NFCk/s400/DSC00912.JPG" border="0" /&gt; &lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;Soraia cordata e conciliatória, uma chatice. O mundo pode estar caindo, mas está tudo bem, engata em uma primeira e vai – a vida parece um baile de tapa buracos, uma dança entre a escola, o trabalho, o supermercado, a casa dos amigos, a locadora, as reuniões, a família e os eventos todos, essa ginástica sem fim, redonda e circular, meio na ponta do pé para dar conta de tudo, sem reclamar nunca, sorrindo. “Um saco”, diria uma amiga.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Mas uma vez por mês acontece o inesperado: nada está de fato muito bom, e o olhar sofre uma mudança essencial. Ele e como incidimos sobre as coisas do mundo ao redor. É onde o inesperado opera transformações, de fato, substanciais. Não contente com o caminho da escola da minha filha, agendo reunião com a Coordenadora Pedagógica. E já que estou questionando os valores institucionais da mesma, a reunião se estende à diretora também. Ainda não satisfeita, vou visitar e revisitar outros espaços, com olhar crítico, pensando que é hora para uma boa mudança na vida da criança. É quando tudo o que estava razoável me incomoda, então, reunião coletiva com os professores, para mudar os rumos da formação. Outra com a equipe de analistas, para melhorar o olhar sobre a pesquisa. Na reunião com os patrocinadores, vamos pressionar um pouco mais, neste sentido Robin Woodiano de tirar dos ricos para beneficiar os pobres. Pau na mesa - com elegância, claro. E no encontro com jornalistas, nada de ser boazinha, vamos lá, mostrar que a diminuição das desigualdades do mundo é de responsabilidade deles também. É nesta época do mês – a única onde não sou uma pata boazinha – que envio denúncias novas ao ministério público, e vou saber o que é das antigas. Fico P da vida com a Folha de São Paulo e escrevo para o Ombudsman. Choro lendo os direitos universais das crianças. Mando e-mail para o pai da minha filha dizendo que ele tem que ser mais presente na vida dela, oras bolas. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Sentada em casa na frente do computador, tamborilando os dedos, apago 34 parágrafos da tese e refaço os rumos da pesquisa, aquela parte que estava morna. No fundo, são nestas épocas que resolvo em um rompante por fim, mudar mesmo de trabalho, mandar aqueles “idiotas” que só pensam em voto às favas, e mais uns tantos que só querem mesmo saber de mkt e dinheiro. É quando enterro o passado bem enterrado, com areia fofa e perfumada. Me livro dos relacionamentos obsoletos e corro para o colo dos antigos. E nada melhor do que pendurar no telefone com uma velha amiga do peito de sempre, para análises conjuntas dos caminhos desta vida, com um bom chocolate no colo. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Nesta época do ano parem tudo que eu quero descer, refazer, repensar. Atraso os horários do mundo para sentar com minha filha na padaria, um café da manhã de melhores amigas, afinal, se ela está precisando de ajuda, estou aqui no mundo para isso mesmo: ser mãe. Também mudo todos os CDs do carro, e vou para o trabalho ouvindo um rock das antigas, pensando que no fundo, no fundo, a vida seria muito, muito chata se, mensalmente, não houvesse uma fase destas assim, de virar o mundo. Penso em fazer uma camiseta bem linda, decote V, para andar bem orgulhosa por aí, com os dizeres estampados: “EU AMO A MINHA TPM”.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2516559835644333528-7672964024580388368?l=morenasoraia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://morenasoraia.blogspot.com/feeds/7672964024580388368/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2516559835644333528&amp;postID=7672964024580388368' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2516559835644333528/posts/default/7672964024580388368'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2516559835644333528/posts/default/7672964024580388368'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://morenasoraia.blogspot.com/2008/08/viva-ela.html' title='Viva Ela'/><author><name>Pula</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_tLn3p9f1k3o/SK17dtOXALI/AAAAAAAAALg/NSiKoo7NFCk/s72-c/DSC00912.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2516559835644333528.post-3066021254678601811</id><published>2008-08-15T06:20:00.000-07:00</published><updated>2008-08-15T06:22:39.082-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_tLn3p9f1k3o/SKWC9FLVpOI/AAAAAAAAALY/dL8dsTaREvg/s1600-h/DSC00686.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5234734127761433826" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_tLn3p9f1k3o/SKWC9FLVpOI/AAAAAAAAALY/dL8dsTaREvg/s400/DSC00686.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2516559835644333528-3066021254678601811?l=morenasoraia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://morenasoraia.blogspot.com/feeds/3066021254678601811/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2516559835644333528&amp;postID=3066021254678601811' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2516559835644333528/posts/default/3066021254678601811'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2516559835644333528/posts/default/3066021254678601811'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://morenasoraia.blogspot.com/2008/08/blog-post.html' title=''/><author><name>Pula</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_tLn3p9f1k3o/SKWC9FLVpOI/AAAAAAAAALY/dL8dsTaREvg/s72-c/DSC00686.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2516559835644333528.post-7339345162845944779</id><published>2008-07-05T17:56:00.000-07:00</published><updated>2008-11-13T10:15:49.966-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_tLn3p9f1k3o/SHAYyKQZ18I/AAAAAAAAAK0/WueVSW-5WnI/s1600-h/foto%20178%20(FESTAS%20DE%20FE)%20-%20BAIXA[1].jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5219699218148087746" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_tLn3p9f1k3o/SHAYyKQZ18I/AAAAAAAAAK0/WueVSW-5WnI/s400/foto%2520178%2520%2528FESTAS%2520DE%2520FE%2529%2520-%2520BAIXA%5B1%5D.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Esta imagem é de Rosa Gauditano, que cede suas fotos para a minha tese. Ela gosta dos meus textos e eu amo seus olhos. Assim, somos felizes neste casamento de chá com filosofia. Imagina as imagens que não estão saindo lá no México. Pena que não estou lá para escrever. Escrevo daqui. Não paro de trabalhar, sinônimo de me divertir, sinceramente - hoje em dia, tem dado na mesma. A única coisa que não se configura em diversão é a falta com os amigos. Amigos velhos, que estão aí na estrada faz tempo. Quem se dá ao luxo, hoje em dia, de ter velhos amigos até hoje? Eu! Esta foto é para que enfim, vejam a belezura que eu escrevo. Fala a verdade: não é o máximo? Um beijo!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2516559835644333528-7339345162845944779?l=morenasoraia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://morenasoraia.blogspot.com/feeds/7339345162845944779/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2516559835644333528&amp;postID=7339345162845944779' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2516559835644333528/posts/default/7339345162845944779'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2516559835644333528/posts/default/7339345162845944779'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://morenasoraia.blogspot.com/2008/07/esta-imagem-de-rosa-gauditano-que-cede.html' title=''/><author><name>Pula</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_tLn3p9f1k3o/SHAYyKQZ18I/AAAAAAAAAK0/WueVSW-5WnI/s72-c/foto%2520178%2520%2528FESTAS%2520DE%2520FE%2529%2520-%2520BAIXA%5B1%5D.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2516559835644333528.post-3212282134021566600</id><published>2008-06-25T14:45:00.000-07:00</published><updated>2008-11-13T10:15:50.103-08:00</updated><title type='text'>o olho encantado de morena</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_tLn3p9f1k3o/SGK8tNBAmnI/AAAAAAAAAKs/wp6AAbGdGpk/s1600-h/olho+da+mo.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5215938803222485618" style="DISPLAY: block; 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MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_tLn3p9f1k3o/SGK8IENri1I/AAAAAAAAAKk/qfup22sgMAk/s400/DSC00600.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; Palestra - oficina para educadores brincantes uuuu&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2516559835644333528-2841005410562898842?l=morenasoraia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://morenasoraia.blogspot.com/feeds/2841005410562898842/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2516559835644333528&amp;postID=2841005410562898842' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2516559835644333528/posts/default/2841005410562898842'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2516559835644333528/posts/default/2841005410562898842'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://morenasoraia.blogspot.com/2008/06/palestra-oficina-para-educadores.html' title=''/><author><name>Pula</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_tLn3p9f1k3o/SGK8IENri1I/AAAAAAAAAKk/qfup22sgMAk/s72-c/DSC00600.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2516559835644333528.post-7586858916665386244</id><published>2008-06-25T14:41:00.000-07:00</published><updated>2008-11-13T10:15:50.532-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_tLn3p9f1k3o/SGK7yswOkDI/AAAAAAAAAKc/gEMHRWf4D0g/s1600-h/DSC00550.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5215937798129750066" style="DISPLAY: block; 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Baixo seletividade alimentar... natureza, natureza.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2516559835644333528-8625629432990279067?l=morenasoraia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://morenasoraia.blogspot.com/feeds/8625629432990279067/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2516559835644333528&amp;postID=8625629432990279067' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2516559835644333528/posts/default/8625629432990279067'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2516559835644333528/posts/default/8625629432990279067'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://morenasoraia.blogspot.com/2008/06/apareceu-em-picin-na-natureza-debaixo.html' title=''/><author><name>Pula</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_tLn3p9f1k3o/SGKCDqP_zqI/AAAAAAAAAJk/XrgxOwA27Xs/s72-c/tubar%C3%A3o+2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2516559835644333528.post-3334135651350814345</id><published>2008-06-25T10:34:00.000-07:00</published><updated>2008-11-13T10:15:51.080-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_tLn3p9f1k3o/SGKB76ZP0HI/AAAAAAAAAJc/S6T6HFIB3nY/s1600-h/tubar%C3%A3o1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5215874184735871090" style="DISPLAY: block; 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MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_tLn3p9f1k3o/SD8IU_eBbtI/AAAAAAAAAGs/wByIayBJ_uc/s400/DSC00285.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2516559835644333528-5731534682597262673?l=morenasoraia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://morenasoraia.blogspot.com/feeds/5731534682597262673/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2516559835644333528&amp;postID=5731534682597262673' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2516559835644333528/posts/default/5731534682597262673'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2516559835644333528/posts/default/5731534682597262673'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://morenasoraia.blogspot.com/2008/05/blog-post_29.html' title=''/><author><name>Pula</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_tLn3p9f1k3o/SD8IU_eBbtI/AAAAAAAAAGs/wByIayBJ_uc/s72-c/DSC00285.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2516559835644333528.post-2501597377315026821</id><published>2008-05-29T12:41:00.000-07:00</published><updated>2008-11-13T10:15:53.381-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_tLn3p9f1k3o/SD8HMfeBbsI/AAAAAAAAAGk/3lHSNVVwz34/s1600-h/seu+manoel+e+d.dina.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5205887605450829506" style="DISPLAY: block; 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MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_tLn3p9f1k3o/SDrerfeBbqI/AAAAAAAAAGU/yJAWx2AhCoQ/s400/DSC00133.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_tLn3p9f1k3o/SDrd6veBbpI/AAAAAAAAAGM/IOi8Vg8zHQM/s1600-h/DSC00133.JPG"&gt;&lt;/a&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_tLn3p9f1k3o/SDrc7veBbnI/AAAAAAAAAF8/ewyTTLNFnuo/s1600-h/DSC00133.JPG"&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;Este é um dos nossos cantinhos preferidos no mundo, cheio de continhos e continhas.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;Com muita música dentro do silêncio: o murmúrio do dia, as águas caindo em algum canto da mata, o vento soprando folhas, os bichos ao redor do sítio – vaca, cachorro, porco, cavalo, galinha. A rede range e a poeira aparece no ar, com a luz do sol.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;Ali aprendemos que feijão não vem em sacas, mas em vagens fantásticas; que leite não sai de caixinha, mas da teta de vaca brava e grande; que galinhas botam ovos azuis e estes são especiais e encantados. Que a perna não vai cair de andarmos muito e que os acessórios da cidade aqui não tem valia nenhuma, ao contrário das roupas velhas e furadas. Depois de muito andar temos a visão da represa e quase ficamos sem fôlego, linda e azul celeste. Guerra de lama, saltos do alto do barranco - nadamos todos, com os cachorros e as crianças.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;Lá sempre temos uma fome de leão. Até porque a comida demora a ficar pronta no ritmo do fogão à lenha - só dele – e por fim é maravilhosa, aproveitando do que é produzido no local: verduras e frutas, ovos e queijos. Catar lenha e fazer fumaça.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;Lá é onde os adultos ficam horas despreocupados, sem nunca querer saber que horas são. As refeições duram uma eternidade, momento de confraternização de amigos, infinitos cafezinhos e deliciazinhas.&lt;br /&gt;O tempo esfria rápido, quando o por do sol chega – e já aprendemos que sempre esfria.&lt;br /&gt;O murmúrio da noite, zunidos de bichos, vaga lumes e aranhas cerzindo, latidos ao longe, mula sem cabeça, insetos desconhecidos. O escuro é o mais escuro do mundo dentro de casa e do lado de fora o céu é diferente: cheio de estrelas, muitas, infinitas. Caçamos vaga-lumes, depois que acostumamos a vista e perdemos o medo de correr na mata escura.&lt;br /&gt;Lá brincamos com vela, com fogo, com fogão. Às vezes tem lampião. Em dia de festa, lanternas coloridas de papel, penduradas nas janelas. Nunca falta o violão e a cantoria sempre se faz mais alta em versos de improviso. Dançamos com nossas sombras. Dormimos em colchão de capim – exaustos e felizes.&lt;br /&gt;E eu que sou do interior e queria ser da roça e faz tempo vivo na cidade, sou tão, tão, tão feliz neste canto de amigos, que acolhe minha pequena grande menina moleca desde pequena, graças a Deus e muito obrigada. Como a vida é boa em Nazareth, fala a verdade. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2516559835644333528-2191304089343781292?l=morenasoraia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://morenasoraia.blogspot.com/feeds/2191304089343781292/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2516559835644333528&amp;postID=2191304089343781292' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2516559835644333528/posts/default/2191304089343781292'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2516559835644333528/posts/default/2191304089343781292'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://morenasoraia.blogspot.com/2008/05/nazareth.html' title='nazareth'/><author><name>Pula</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_tLn3p9f1k3o/SDrerfeBbqI/AAAAAAAAAGU/yJAWx2AhCoQ/s72-c/DSC00133.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2516559835644333528.post-2776161383452009694</id><published>2008-05-26T06:46:00.000-07:00</published><updated>2008-11-13T10:15:53.813-08:00</updated><title type='text'>O dia em que fui mãe de anjo</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_tLn3p9f1k3o/SDrAwfeBblI/AAAAAAAAAFo/SafH2r6kSSM/s1600-h/DSC00220.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5204684258693705298" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_tLn3p9f1k3o/SDrAwfeBblI/AAAAAAAAAFo/SafH2r6kSSM/s400/DSC00220.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_tLn3p9f1k3o/SDq_9veBbkI/AAAAAAAAAFg/kGAOMi9PyTw/s1600-h/DSC00188.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5204683386815344194" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_tLn3p9f1k3o/SDq_9veBbkI/AAAAAAAAAFg/kGAOMi9PyTw/s400/DSC00188.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2516559835644333528-2776161383452009694?l=morenasoraia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://morenasoraia.blogspot.com/feeds/2776161383452009694/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2516559835644333528&amp;postID=2776161383452009694' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2516559835644333528/posts/default/2776161383452009694'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2516559835644333528/posts/default/2776161383452009694'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://morenasoraia.blogspot.com/2008/05/o-dia-em-que-fui-me-de-anjo.html' title='O dia em que fui mãe de anjo'/><author><name>Pula</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_tLn3p9f1k3o/SDrAwfeBblI/AAAAAAAAAFo/SafH2r6kSSM/s72-c/DSC00220.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2516559835644333528.post-1533967400155513605</id><published>2008-05-26T06:20:00.000-07:00</published><updated>2008-11-13T10:15:54.040-08:00</updated><title type='text'>cantando e gravando</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_tLn3p9f1k3o/SDq5xveBbjI/AAAAAAAAAFY/0A3LiYNzCk0/s1600-h/DSC00092.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5204676583587147314" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_tLn3p9f1k3o/SDq5xveBbjI/AAAAAAAAAFY/0A3LiYNzCk0/s400/DSC00092.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2516559835644333528-1533967400155513605?l=morenasoraia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://morenasoraia.blogspot.com/feeds/1533967400155513605/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2516559835644333528&amp;postID=1533967400155513605' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2516559835644333528/posts/default/1533967400155513605'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2516559835644333528/posts/default/1533967400155513605'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://morenasoraia.blogspot.com/2008/05/cantando-e-gravando.html' title='cantando e gravando'/><author><name>Pula</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_tLn3p9f1k3o/SDq5xveBbjI/AAAAAAAAAFY/0A3LiYNzCk0/s72-c/DSC00092.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2516559835644333528.post-6985380981967829759</id><published>2008-04-28T15:55:00.000-07:00</published><updated>2008-11-13T10:15:54.168-08:00</updated><title type='text'>Paiaçada</title><content type='html'>&lt;div align="right"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_tLn3p9f1k3o/SBZXoX8ijAI/AAAAAAAAAFM/tIgZVdsApXs/s1600-h/paia%C3%A7ada.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5194435571352767490" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_tLn3p9f1k3o/SBZXoX8ijAI/AAAAAAAAAFM/tIgZVdsApXs/s400/paia%C3%A7ada.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="font-size:85%;"&gt;Foto de Adriana Mattoso, a quinta.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span&gt;Um grupo festivo de mulheres-meninas. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span&gt;&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span&gt;Que dançam no chão liso de cimento queimado, enchem de música e vapores a varanda que dá para o mar inteiro e para a mata – comidinhas naturais e temperadas. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span&gt;A pia está assim em permanente movimento e rotatividade: sashimi de peixe fresco todos os dias enquanto circulam entre nós taças de vinhos vermelho-trasnparentes de excelente sabor. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span&gt;Tem alongamento de manhã, que uma mulher não é nada sem alongar até o último fio de cabelo e se o faz é mais feliz.  &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span&gt;Faz-se tudo junto nestes dias, com a hospitalidade e a coragem da Dona da Casa – entendi que seu corpo canta a vivência caiçara e que ela, generosa, compart&lt;span&gt;&lt;/span&gt;ilha com a criança e com as amigas. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span&gt;De modo que há de se nadar mil metros, descer ribanceira escorregando-segurando só para ter a visão desta praia selvagem, mata e mar, brava. As cachorras nos circundam, correm entre nossas pernas e a menina a todos imita saltitante. Ela também corre um kilômetro na praia sem descanso, pula de pedra alta em mar fundo transparente porque para trás ela não fica, vaidosa. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span&gt;De noite, estalo nas línguas, leves e felizes, gargalhantes borbulhantes, os livros, as fotos, as danças. Os jogos de mulher, criança dorme e o mar se faz escutar permanentemente no escuro da noite. Tudo lindo e suspiro.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2516559835644333528-6985380981967829759?l=morenasoraia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://morenasoraia.blogspot.com/feeds/6985380981967829759/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2516559835644333528&amp;postID=6985380981967829759' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2516559835644333528/posts/default/6985380981967829759'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2516559835644333528/posts/default/6985380981967829759'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://morenasoraia.blogspot.com/2008/04/paiaada.html' title='Paiaçada'/><author><name>Pula</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_tLn3p9f1k3o/SBZXoX8ijAI/AAAAAAAAAFM/tIgZVdsApXs/s72-c/paia%C3%A7ada.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2516559835644333528.post-7634457072564856692</id><published>2008-04-28T14:59:00.000-07:00</published><updated>2008-11-13T10:15:54.353-08:00</updated><title type='text'>Coreira chama outra</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_tLn3p9f1k3o/SBZJqH8ii-I/AAAAAAAAAE8/aAGNvkhgANg/s1600-h/Imagem+183.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5194420208254749666" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_tLn3p9f1k3o/SBZJqH8ii-I/AAAAAAAAAE8/aAGNvkhgANg/s400/Imagem+183.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2516559835644333528-7634457072564856692?l=morenasoraia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://morenasoraia.blogspot.com/feeds/7634457072564856692/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2516559835644333528&amp;postID=7634457072564856692' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2516559835644333528/posts/default/7634457072564856692'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2516559835644333528/posts/default/7634457072564856692'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://morenasoraia.blogspot.com/2008/04/coreira-chama-outra.html' title='Coreira chama outra'/><author><name>Pula</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_tLn3p9f1k3o/SBZJqH8ii-I/AAAAAAAAAE8/aAGNvkhgANg/s72-c/Imagem+183.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2516559835644333528.post-7205191688923001449</id><published>2008-04-28T14:53:00.000-07:00</published><updated>2008-11-13T10:15:54.528-08:00</updated><title type='text'>Coreira prá dançar</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_tLn3p9f1k3o/SBZIG38ii9I/AAAAAAAAAE0/eeKuakbBCUo/s1600-h/Imagem+188.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5194418503152733138" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_tLn3p9f1k3o/SBZIG38ii9I/AAAAAAAAAE0/eeKuakbBCUo/s400/Imagem+188.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Creio ser o momento simbólico do giro da saia o dar-se conta da efemeridade do tempo. Como diante de uma grande montanha a de nossa insignificância súbita. O giro é o tempo que venta que passa que se renova e não volta. Pulo e agarro a saia da menina no ar, pensando assim parar este vento que a faz crescer todo dia. O vento da janela me faz correr para casa para vê-la crescer, me faz cultivar finais de semana mirabolantes e cheios de magia e aventura de quintal, me faz refletir sobre a nossa existência que em um giro faz tudo mudar. Venta o bolo de chocolate esfriando na janela e num piscar, venta a nossa dança na sala. A vida de uma mulher sem saia vale muito pouco. Com ela, avançamos mais no espaço ao redor do nosso eixo central. Vento bom para lá e para cá, em todo lugar. &lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2516559835644333528-7205191688923001449?l=morenasoraia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://morenasoraia.blogspot.com/feeds/7205191688923001449/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2516559835644333528&amp;postID=7205191688923001449' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2516559835644333528/posts/default/7205191688923001449'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2516559835644333528/posts/default/7205191688923001449'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://morenasoraia.blogspot.com/2008/04/coreira-pr-danar.html' title='Coreira prá dançar'/><author><name>Pula</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_tLn3p9f1k3o/SBZIG38ii9I/AAAAAAAAAE0/eeKuakbBCUo/s72-c/Imagem+188.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2516559835644333528.post-5611293799760369802</id><published>2008-04-28T14:33:00.000-07:00</published><updated>2008-11-13T10:15:54.650-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_tLn3p9f1k3o/SBZFRn8ii8I/AAAAAAAAAEs/MYYwgWbFJaw/s1600-h/Imagem+157.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5194415389301443522" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_tLn3p9f1k3o/SBZFRn8ii8I/AAAAAAAAAEs/MYYwgWbFJaw/s400/Imagem+157.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Guarnece, guarnece, agora eu quero ver...  Foto do Estebe.&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_tLn3p9f1k3o/SBZDqX8ii7I/AAAAAAAAAEk/JftmzMxXqR4/s1600-h/Untitled_Panorama2.JPG"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2516559835644333528-5611293799760369802?l=morenasoraia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://morenasoraia.blogspot.com/feeds/5611293799760369802/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2516559835644333528&amp;postID=5611293799760369802' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2516559835644333528/posts/default/5611293799760369802'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2516559835644333528/posts/default/5611293799760369802'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://morenasoraia.blogspot.com/2008/04/guarnece-guarnece-agora-eu-quero-ver.html' title=''/><author><name>Pula</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_tLn3p9f1k3o/SBZFRn8ii8I/AAAAAAAAAEs/MYYwgWbFJaw/s72-c/Imagem+157.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2516559835644333528.post-4883945896115695152</id><published>2008-04-09T09:38:00.000-07:00</published><updated>2008-11-13T10:15:54.748-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_tLn3p9f1k3o/R_zyYEtjZLI/AAAAAAAAAD4/KZNUNHxdrGM/s1600-h/CIMG5537.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5187287366219556018" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_tLn3p9f1k3o/R_zyYEtjZLI/AAAAAAAAAD4/KZNUNHxdrGM/s320/CIMG5537.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_tLn3p9f1k3o/R_zyIktjZKI/AAAAAAAAADw/jNJuUF9cIYo/s1600-h/CIMG5537.JPG"&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;Dançar sem a saia não deve ter graça nenhuma. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;Temos dançado - trabalhado insistentemente na produção de um CD, todo de autoria do Grupo Cupuaçu. Como a Pati está hospedada lá em casa, acompanho o passo-a-passo das gravações - liiiiindas. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;Não vejo a hora de ver o produto final. Minha modesta contribuição será em texto (obviamente), também com pitacos na faixa interativa final. Leandro desenha, Morena dança, Pati grava, grava, grava e eu batucando no teclado do computador esta paixão eterna. O vento da saia e o perfume lançado no ar. No meu mundo melhor todos dançam e cantam.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2516559835644333528-4883945896115695152?l=morenasoraia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://morenasoraia.blogspot.com/feeds/4883945896115695152/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2516559835644333528&amp;postID=4883945896115695152' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2516559835644333528/posts/default/4883945896115695152'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2516559835644333528/posts/default/4883945896115695152'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://morenasoraia.blogspot.com/2008/04/danar-sem-saia-no-deve-ter-graa-nenhuma.html' title=''/><author><name>Pula</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_tLn3p9f1k3o/R_zyYEtjZLI/AAAAAAAAAD4/KZNUNHxdrGM/s72-c/CIMG5537.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2516559835644333528.post-4965634458387934696</id><published>2008-04-04T12:43:00.000-07:00</published><updated>2008-11-13T10:15:54.989-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_tLn3p9f1k3o/R_aHNktjZHI/AAAAAAAAADc/qD6l3NHG-0w/s1600-h/CIMG5484.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5185480688226493554" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_tLn3p9f1k3o/R_aHNktjZHI/AAAAAAAAADc/qD6l3NHG-0w/s200/CIMG5484.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_tLn3p9f1k3o/R_aFQUtjZEI/AAAAAAAAADE/kumaHY6arbU/s1600-h/CIMG5486.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5185478536447878210" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_tLn3p9f1k3o/R_aFQUtjZEI/AAAAAAAAADE/kumaHY6arbU/s200/CIMG5486.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Fantástica Fantástica Fantástica&lt;/div&gt;&lt;div&gt;           Fábrica de Chocolate&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2516559835644333528-4965634458387934696?l=morenasoraia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://morenasoraia.blogspot.com/feeds/4965634458387934696/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2516559835644333528&amp;postID=4965634458387934696' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2516559835644333528/posts/default/4965634458387934696'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2516559835644333528/posts/default/4965634458387934696'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://morenasoraia.blogspot.com/2008/04/fantstica-fbrica-de-chocolate-existe.html' title=''/><author><name>Pula</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_tLn3p9f1k3o/R_aHNktjZHI/AAAAAAAAADc/qD6l3NHG-0w/s72-c/CIMG5484.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2516559835644333528.post-4105910548323912303</id><published>2008-04-04T12:28:00.000-07:00</published><updated>2008-11-13T10:15:55.197-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_tLn3p9f1k3o/R_aB_EtjZDI/AAAAAAAAAC8/NhV-GoTGpCI/s1600-h/CIMG5459.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5185474941560251442" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_tLn3p9f1k3o/R_aB_EtjZDI/AAAAAAAAAC8/NhV-GoTGpCI/s400/CIMG5459.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Bom, viajamos de carro, dormimos em república, curtimos a UNICAMP, a rádio univesitária, o mirante,  acarajé com cerveja, sono na mesa, café da manhã na cama. Que bom é viver e ter família linda, unida e cheirosa. Fomos buscar um pedaço de papel que merecia carinho com as mãos. Essa roupa e essa beca, esse momento de finalização, de virar adulto já sendo, uau, uau!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2516559835644333528-4105910548323912303?l=morenasoraia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://morenasoraia.blogspot.com/feeds/4105910548323912303/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2516559835644333528&amp;postID=4105910548323912303' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2516559835644333528/posts/default/4105910548323912303'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2516559835644333528/posts/default/4105910548323912303'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://morenasoraia.blogspot.com/2008/04/bom-viajamos-de-carro-dormimos-em.html' title=''/><author><name>Pula</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_tLn3p9f1k3o/R_aB_EtjZDI/AAAAAAAAAC8/NhV-GoTGpCI/s72-c/CIMG5459.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2516559835644333528.post-6601397463824793649</id><published>2008-03-11T11:30:00.000-07:00</published><updated>2008-11-13T10:15:55.514-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_tLn3p9f1k3o/R9bP1DKgZMI/AAAAAAAAACM/7oQvo-2diGs/s1600-h/yo.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5176553331998352578" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_tLn3p9f1k3o/R9bP1DKgZMI/AAAAAAAAACM/7oQvo-2diGs/s200/yo.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_tLn3p9f1k3o/R9bP1jKgZNI/AAAAAAAAACU/JCiCvnCa1QU/s1600-h/yoi.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5176553340588287186" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_tLn3p9f1k3o/R9bP1jKgZNI/AAAAAAAAACU/JCiCvnCa1QU/s200/yoi.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Sonha viagem&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2516559835644333528-6601397463824793649?l=morenasoraia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://morenasoraia.blogspot.com/feeds/6601397463824793649/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2516559835644333528&amp;postID=6601397463824793649' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2516559835644333528/posts/default/6601397463824793649'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2516559835644333528/posts/default/6601397463824793649'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://morenasoraia.blogspot.com/2008/03/ela-dorme.html' title=''/><author><name>Pula</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_tLn3p9f1k3o/R9bP1DKgZMI/AAAAAAAAACM/7oQvo-2diGs/s72-c/yo.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2516559835644333528.post-398458919772381917</id><published>2008-03-11T11:20:00.000-07:00</published><updated>2008-11-13T10:15:55.910-08:00</updated><title type='text'>Máquina do tempo: para um passado onde eu não existia ou para um futuro onde não existirei?</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_tLn3p9f1k3o/R9bOGjKgZKI/AAAAAAAAAB8/9uMiEwweh6A/s1600-h/CIMG5188.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5176551433622807714" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_tLn3p9f1k3o/R9bOGjKgZKI/AAAAAAAAAB8/9uMiEwweh6A/s200/CIMG5188.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_tLn3p9f1k3o/R9bOHzKgZLI/AAAAAAAAACE/VXowFGYPEXY/s1600-h/CIMG5190.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5176551455097644210" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_tLn3p9f1k3o/R9bOHzKgZLI/AAAAAAAAACE/VXowFGYPEXY/s200/CIMG5190.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2516559835644333528-398458919772381917?l=morenasoraia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://morenasoraia.blogspot.com/feeds/398458919772381917/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2516559835644333528&amp;postID=398458919772381917' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2516559835644333528/posts/default/398458919772381917'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2516559835644333528/posts/default/398458919772381917'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://morenasoraia.blogspot.com/2008/03/mquina-do-tempo.html' title='Máquina do tempo: para um passado onde eu não existia ou para um futuro onde não existirei?'/><author><name>Pula</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_tLn3p9f1k3o/R9bOGjKgZKI/AAAAAAAAAB8/9uMiEwweh6A/s72-c/CIMG5188.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2516559835644333528.post-2855093493598340412</id><published>2008-03-10T11:50:00.000-07:00</published><updated>2008-11-13T10:15:56.084-08:00</updated><title type='text'>Confraria do 13</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_tLn3p9f1k3o/R9WDWzKgZII/AAAAAAAAABs/ByM3t78RGuI/s1600-h/textura.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5176187774446888066" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_tLn3p9f1k3o/R9WDWzKgZII/AAAAAAAAABs/ByM3t78RGuI/s200/textura.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Terraço, cobertura de um apartamento lindo com a visão de toda  cidade, sol e vento, debaixo de guarda-sol branco. No entanto, só víamos umas às outras: mais loura, mais castanha, mais morena. E de fato, tempo e espaço tornam-se insignificantes: parece estamos naquela salinha apertada entre caixas de papelão e cases de viagem, dividindo sucos e reflexões em fumaças brancas de cigarro. Pinta, Analisa, Escreve. Formamos assim uma confraria de bases intimistas. Esta tem florzinhas de menina, tem noiva e tem amor. Traduz-se nas texturas que a Eliza apresenta, coloridas como a nossa vida. É linda e alentadora, mas nunca é superficial, porque Ilana aprofunda todas as questões aparentes. Morena é um anexo flutuante, porque sempre esteve aos nossos pés, rabiscando um desenho enquanto debatemos animadas questões subjetivas de primeira ordem. Brota a nossa história nos livros ilustrados, nos planos de formação, na organização de eventos de troca e intercâmbio. Foi um longo ano aquele, difícil, cheio de viagens e saudades, dores e alegrias como são os anos. Mas aquele montou este, e: “Ainda bem que a gente se tem”. Dissemos muitas vezes esta frase poderosa, que ecoa e se repete infinitamente.&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2516559835644333528-2855093493598340412?l=morenasoraia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://morenasoraia.blogspot.com/feeds/2855093493598340412/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2516559835644333528&amp;postID=2855093493598340412' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2516559835644333528/posts/default/2855093493598340412'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2516559835644333528/posts/default/2855093493598340412'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://morenasoraia.blogspot.com/2008/03/confraria-do-13.html' title='Confraria do 13'/><author><name>Pula</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_tLn3p9f1k3o/R9WDWzKgZII/AAAAAAAAABs/ByM3t78RGuI/s72-c/textura.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2516559835644333528.post-1053450379832158709</id><published>2008-03-07T12:09:00.000-08:00</published><updated>2008-11-13T10:15:56.291-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_tLn3p9f1k3o/R9GhdDKgZHI/AAAAAAAAABk/DD2NSXvyIGE/s1600-h/CIMG5153.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5175094967263061106" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_tLn3p9f1k3o/R9GhdDKgZHI/AAAAAAAAABk/DD2NSXvyIGE/s320/CIMG5153.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Na agitação e pressa do centro da nossa megalópole, recusa em ignorar pequeninos seres, partes constitutivas da cidade. Está lá, sendo admirada já por 24 horas e muita gente, linda, amarela.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2516559835644333528-1053450379832158709?l=morenasoraia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://morenasoraia.blogspot.com/feeds/1053450379832158709/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2516559835644333528&amp;postID=1053450379832158709' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2516559835644333528/posts/default/1053450379832158709'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2516559835644333528/posts/default/1053450379832158709'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://morenasoraia.blogspot.com/2008/03/na-agitao-e-pressa-do-centro-da-nossa.html' title=''/><author><name>Pula</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_tLn3p9f1k3o/R9GhdDKgZHI/AAAAAAAAABk/DD2NSXvyIGE/s72-c/CIMG5153.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2516559835644333528.post-9184488500507881352</id><published>2008-03-04T12:14:00.000-08:00</published><updated>2008-11-13T10:15:56.535-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_tLn3p9f1k3o/R82udDGfVUI/AAAAAAAAABI/1foF55BKEUk/s1600-h/CIMG5136.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5173983360990532930" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_tLn3p9f1k3o/R82udDGfVUI/AAAAAAAAABI/1foF55BKEUk/s320/CIMG5136.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;eva anais frida cassandra penélope anaide ariadne helena morena&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2516559835644333528-9184488500507881352?l=morenasoraia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://morenasoraia.blogspot.com/feeds/9184488500507881352/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2516559835644333528&amp;postID=9184488500507881352' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2516559835644333528/posts/default/9184488500507881352'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2516559835644333528/posts/default/9184488500507881352'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://morenasoraia.blogspot.com/2008/03/eva-anais-frida-cassandra-penlope.html' title=''/><author><name>Pula</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_tLn3p9f1k3o/R82udDGfVUI/AAAAAAAAABI/1foF55BKEUk/s72-c/CIMG5136.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2516559835644333528.post-8418397855992429344</id><published>2008-03-04T12:03:00.000-08:00</published><updated>2008-11-13T10:15:56.696-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_tLn3p9f1k3o/R82raTGfVSI/AAAAAAAAAA4/tVxsysuwqjc/s1600-h/CIMG5132.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5173980015211009314" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_tLn3p9f1k3o/R82raTGfVSI/AAAAAAAAAA4/tVxsysuwqjc/s200/CIMG5132.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;Primeira noite de febre&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2516559835644333528-8418397855992429344?l=morenasoraia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://morenasoraia.blogspot.com/feeds/8418397855992429344/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2516559835644333528&amp;postID=8418397855992429344' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2516559835644333528/posts/default/8418397855992429344'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2516559835644333528/posts/default/8418397855992429344'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://morenasoraia.blogspot.com/2008/03/primeira-noite-de-febre.html' title=''/><author><name>Pula</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_tLn3p9f1k3o/R82raTGfVSI/AAAAAAAAAA4/tVxsysuwqjc/s72-c/CIMG5132.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2516559835644333528.post-5999975767959696136</id><published>2008-03-04T11:41:00.000-08:00</published><updated>2008-11-13T10:15:56.881-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_tLn3p9f1k3o/R82mbjGfVRI/AAAAAAAAAAw/-qKvTQ8vfXo/s1600-h/CIMG5147.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5173974539127706898" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_tLn3p9f1k3o/R82mbjGfVRI/AAAAAAAAAAw/-qKvTQ8vfXo/s200/CIMG5147.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Segunda noite de febre antes da terceira e da quarta&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2516559835644333528-5999975767959696136?l=morenasoraia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://morenasoraia.blogspot.com/feeds/5999975767959696136/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2516559835644333528&amp;postID=5999975767959696136' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2516559835644333528/posts/default/5999975767959696136'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2516559835644333528/posts/default/5999975767959696136'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://morenasoraia.blogspot.com/2008/03/segunda-noite-de-febre-antes-da.html' title=''/><author><name>Pula</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_tLn3p9f1k3o/R82mbjGfVRI/AAAAAAAAAAw/-qKvTQ8vfXo/s72-c/CIMG5147.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2516559835644333528.post-884912696661552898</id><published>2008-03-04T10:08:00.000-08:00</published><updated>2008-11-13T10:15:57.035-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_tLn3p9f1k3o/R82RYkwYrMI/AAAAAAAAAAg/Um9AV2Ubenc/s1600-h/CIMG5130.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5173951398288075970" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_tLn3p9f1k3o/R82RYkwYrMI/AAAAAAAAAAg/Um9AV2Ubenc/s320/CIMG5130.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Gosto de pensar na elaboração deste trabalho como a construção paciente de um bordado, principalmente quando vejo como trabalham as minhas colegas bordadeiras.  Assim a elaboração deste texto: uma costura. Bordado que nunca termina. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2516559835644333528-884912696661552898?l=morenasoraia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://morenasoraia.blogspot.com/feeds/884912696661552898/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2516559835644333528&amp;postID=884912696661552898' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2516559835644333528/posts/default/884912696661552898'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2516559835644333528/posts/default/884912696661552898'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://morenasoraia.blogspot.com/2008/03/gosto-de-pensar-na-elaborao-deste.html' title=''/><author><name>Pula</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_tLn3p9f1k3o/R82RYkwYrMI/AAAAAAAAAAg/Um9AV2Ubenc/s72-c/CIMG5130.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2516559835644333528.post-3806385563873002775</id><published>2008-02-25T03:57:00.000-08:00</published><updated>2008-11-13T10:15:57.176-08:00</updated><title type='text'>Crianças Índigo</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_tLn3p9f1k3o/R82xBzGfVVI/AAAAAAAAABQ/Za6RL3eOVwc/s1600-h/vidro+do+carro.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5173986191373981010" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_tLn3p9f1k3o/R82xBzGfVVI/AAAAAAAAABQ/Za6RL3eOVwc/s320/vidro+do+carro.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;Cena cotidiana no centro de São Paulo: farol vermelho, duas amigas dentro de automóvel simples, carros por todos os lados. Estes multiplicam-se incansavelmente nesta cidade casada com a Loucura. A visão do inferno pode bem ser esta mesmo: 30 minutos no mesmo lugar, no carro, sem rádio e a criança em casa te esperando chegar. Mas o caso agora é asfalto para o trabalho, óculos escuros que a vista anda mais sensível nos últimos tempos por inexplicável motivo, incrivelmente animadas neste mundo de maravilhas, mais um dia, graças a Deus.&lt;br /&gt;Assistem o aproximar de meninos de rua: pequeno bando sujo, aos farrapos, estatura baixa, valentes, brabos, fazendo miséria entre os vulneráveis motoristas imobilizados pelo farol e pelo medo - gente do bem, cada um cuidando de si e sem querer nada de ninguém. Moleques malvados, garrafa de cola, cheiro de bueiro, descalços e ágeis, morenos e pretos, roupas gigantes que escondem objetos cortantes, nada a perder, clamando o vale tudo do mundo como deuses sem fé, muito poderosos, muitos, muitos e por todos os lados.&lt;br /&gt;Nossas janelas estão abertas para o mundo e para eles e assim, para esta barulhenta e ameaçadora chegada, aproximação confusa, certa e rápida. Solitárias em meio aos outros carros, fechados, insufilmados, envidraçados, todos a nos olhar com pena e pesar, que descuido estas meninas, tão lindas. Fechem os vidros meninas, fechem os vidros, dizem com os olhos. “Não feche o vidro”. Não feche o vidro. E no mesmo instante os menores já cercaram o carro em grande burburinho, sobrancelhas cerradas, quanto menores mais agressivos, sobrevivência nos olhos e um baixo tom impositivo na voz: “dá o dinheiro aí”. Respiração curta, sem saída, a amiga prende o ar.&lt;br /&gt;E em fração infinitesimal de segundo - esta que não pode ser quantificada nem medida, que costumamos ignorar em grande erro, porque aí é que se operam as grandes transformações da humanidade – tira voz do fundo da alma, bem verdadeira: “Dinheiro não dou, mas beijo dou”.&lt;br /&gt;Que grande alegria, que grande festa chamada Festa de distribuição de beijos na janela no sol na manhã. Crianças aos montes na moldura aberta da vida, meninos grandes e pequenos, de chupeta, chupando dedo, fila, os de longe vindo perto, se é beijo também quero, é beijo que está dando, primeiro eu, primeiro eu, bicos e estalos para todos de sorriso largo, ajeita o cabelo de um, a sobrancelha de outro, o sujo da sua bochecha, mais beijos, muitos beijos, beijos aos montes, kilômetros e kilômetros de beijos, ataque violento de beijos para todos, moleques, vocês merecem beijos. É festa, é festa no centro da cidade.&lt;br /&gt;Os motoristas olham atônitos e incrédulos, esqueceram até que tinham pressa, essa é a revolução de beijo, operando transformação com pequenos gestos e muita humanidade. Talvez um dia morreremos assim: heróicos de amor e credo na vida, mas não hoje. Hoje o farol abriu e todos acenam em despedida – Tchau tia, obrigado! – inchados de coragem e crença no bem, a vida sem mãe faz medo, envidraçados fazem medo - abriu sinal, o mundo se movimenta, e nós entupidas de beleza e miséria, amor e pobreza do mundo, consolo a amiga: eu tinha medo, eu tinha tanto medo, e eles preferiram os beijos, eles queriam beijos, eles não ganham beijos - eu sei, eu sei, todo mundo sabe, mas não quer saber que o cheiro da rua pode entrar no carro e o cheiro do carro pode sair para a rua.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2516559835644333528-3806385563873002775?l=morenasoraia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://morenasoraia.blogspot.com/feeds/3806385563873002775/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2516559835644333528&amp;postID=3806385563873002775' title='14 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2516559835644333528/posts/default/3806385563873002775'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2516559835644333528/posts/default/3806385563873002775'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://morenasoraia.blogspot.com/2008/02/crianas-ndigo.html' title='Crianças Índigo'/><author><name>Pula</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_tLn3p9f1k3o/R82xBzGfVVI/AAAAAAAAABQ/Za6RL3eOVwc/s72-c/vidro+do+carro.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>14</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2516559835644333528.post-6670122749978079048</id><published>2007-06-27T10:22:00.000-07:00</published><updated>2008-11-13T10:15:57.319-08:00</updated><title type='text'>Quilombo</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_tLn3p9f1k3o/R9laiTKgZPI/AAAAAAAAACk/69_rS7LWHPw/s1600-h/visita+cururupu+005.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5177268791945487602" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_tLn3p9f1k3o/R9laiTKgZPI/AAAAAAAAACk/69_rS7LWHPw/s320/visita+cururupu+005.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;“Mire e veja: o mais importante e bonito do mundo é isto:&lt;br /&gt;que as pessoas não estão sempre iguais,&lt;br /&gt;ainda não foram terminadas – mas que elas vão sempre mudando.&lt;br /&gt;Afinam ou desafinam verdade maior.”&lt;br /&gt;João Guimarães Rosa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixamos uma cidade de velhos marinheiros cansados em direção ao Quilombo, pegando ônibus em um centro rodoviário colorido e animado, mas na direção oposta aonde iam todos os turistas, viajando com nossas mochilas junto ao povo da terra, sentadas em sacas de farinha e com farelos de pão voando nos ares. As galinhas se debateram tanto durante o trajeto que acabaram por perder duas no caminho, flutuaram no vento para fora das janelas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Antes de chegarmos não sabemos para onde vamos, mas as crianças confiam na providência divina, o que me dá segurança. Descemos no meio da estrada, o ônibus parte em uma nuvem de poeira, que desalento. Depois da curva, a igreja branca e azul de São Benedito, a pequena escola e a sede da Associação de Moradores em paredes de barro. Olhos tão alvos em rostos tão negros nos observam chegar. A Morena é meu passaporte de apresentação, meu melhor documento em terra estranha: sou mãe sim senhores desta criança que pula e acena animada por chegar. Sorrimos e eles sorriem de volta.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Jurava que um quilombo no sudeste, na beira da rodovia, em local de fácil acesso e de grande especulação imobiliária não haveria de ser como os distantes e remotos meus conhecidos do Norte. Mas os Griôs daqui – os idosos e mais sabenços – são parecidos com os de lá, sentados imponentes na porta de suas casas. Também aqui tem rio e tem roça, núcleo familiar, campinho de futebol, vendinha, muita criança correndo solta, um orgulho imenso e meu desconhecido de dizer e afirmar que aquele chão é deles de papel passado sim senhora. Banho de rio, de cachoeira, chega o fim de tarde, sou toda ouvidos. Têm leveza na hora de contar que conseguiram a titulação das terras à 08 anos, que quilombo não é terra de negro fugido, sem paradeiro (isso é mocambo), que foram 03 senhoras as fundadoras disso tudo. A estas foi dada a permissão de viver neste lugar graças a Deus e por merecimento e reconhecimento de anos de trabalho e servidão aos seus senhores, libertando-os assim um pouco do peso de suas consciências povoadas de fantasmas. Mulheres fortes e lindas, vejo em seus olhares nas fotos antigas que me mostram e hoje, nos de seus netos e bisnetos. Contam a história assim sem mais nem menos, como um causo de outros tempos, mas aos poucos vão revelando as dores de muitos anos de luta, de enganação de muitas promessas de sucessivos governantes, de como se organizaram para pagamento de doutor particular, trocando serviços por sacas de farinha que carregavam nas costas por muitos cruéis quilômetros na época em que essa estrada era apenas uma picada e ainda precisavam de querosene e sal. Alguns doutores sumiram também, mas os negros contam rindo que cada um deles hoje deve estar pagando caro cada gota de suor que seus parentes derramaram por anos a fio em vão. Mantêm assim este costume de roda em volta da fogueira, com os mais velhos pigarreando estas e outras histórias. Há com certeza as preferidas para nos contar: a assombração que aparece no quintal da Avó Adelaide, o neguinho de 03 cabeças que surge aos desavisados de repente no campinho, o Muro do Diabo que se move, a Cachoeira que pára à meia-noite. Aqui os mortos voltam para conversar com os vivos em noite que não tem estrela – contam onde esconderam dinheiro, anunciam dívidas não concluídas, e se faz de um tudo para salvar a alma de qualquer morto.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Junto com o dizer finalmente que esta terra é nossa, emendam que por aqui não se vende nem se aluga, que para viver nestas bandas só casando mesmo, tornando-se assim membro de uma grande família. Propostas não faltam à visitantes bem intencionados, bem recebidos. As crianças acolhem a Morena e as comadres a mim. Passeio com elas de dia, vamos à casa de outra comadre, que parece, não passa bem. As senhoras se encontram no meio do caminho, sem hora marcada e sem que eu consiga entender como esperam umas às outras na porta de casa com sombrinha na mão. Vão balançando as cadeiras na rodovia, alheias aos carros em alta velocidade, do mesmo jeito que se andam nas ruas de terra, cumprimentando quem vai do outro lado da pista e parando para saber notícia dos de lá. Lá era longe, andamos muito para chegar e perguntar: “D. Georgina, ouvimos falar que o pé da senhora inchou, foi o quê?” Conversam com naturalidade dos males das cobras – conhecemos esta dona sem uma perna, que na hora do veneno estava longe da Guaçatonga – árvore cuja seiva tira este mal sem remédio (analgésica e antiinflamatória, usada como emplastro em picada de cobra). Falam também de muitas crianças que morreram por outros males – Deus dá, Deus leva, mas a verdade é que se casam entre primos. Como prá Deus tudo é possível neste mundo, há também alguns casamentos entre irmãos. Quem fica por aqui é assim mesmo, mas alguns viajam para trabalhar, pegam conhecimento e afeto, casam com uns outros de outras terras e se espalham por aí afora.&lt;br /&gt;A maioria da comunidade é mesmo evangélica, mas os da minha idade se lembram de rodas de batuque com pessoas de outro mundo vindo para conversar e dançar. Os desta geração, aliás, têm a mesma garra de seus pais e avós, não carregam no lombo as sacas de farinha, debatem-se na frente de um computador escrevendo projetos e falando em nome da comunidade. A Associação organiza assim oficinas de dança, confecção de instrumento, e o mais bonito: cestaria de taboa - lindos pendões que dão no brejo. Organizam reuniões abertas toda 3ª feira e realizam uma Assembléia com a comunidade mensalmente. Isso em períodos de calmaria. Divergências são discutidas até a exaustão em reuniões intermináveis de ânimos exaltados. Atendem a encontros nacionais de quilombolas, têm ampla articulação política, realizam parcerias com Universidades e outras instituições em prol da comunidade, trabalham em mutirões, porque não sabem, dizem, fazer de outro jeito. Perguntaram às crianças o que gostariam de manter neste lugar para as gerações futuras e elas responderam em uníssono: o rio. Assim, não há casas na beira do mesmo, e resultado de um intenso trabalho, todas elas têm fossa, mas por causa das comunidades de cima as águas, embora limpas, não são mais potáveis. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Flávia tem 23 anos, é a 4ª geração destas famílias, se intitula monitora e repórter comunitária da Associação, atuando junto às crianças em ações de fortalecimento da identidade. Está fazendo uma reportagem sobre este rio Carapitanga, lindo, raso, singelo e transparente, que acolhe essas crianças todas. Antigamente costumavam nele fastear, ou seja, caminhar à noite com tocha e facão, catando cascudo na toca. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Tuto me leva para conhecer o rio em locais diferenciados, onde afunda, onde arrasa, aquele perfume daquelas flores brancas que pendem sobre as águas. Me leva em picadas para conhecer a agro floresta, a quantas anda a construção do restaurante comunitário, a casa de farinha, e tudo o mais que é de bem comum. Me aponta os núcleos das 110 famílias que vivem por lá, ainda separados em clãs, conhecidos pelos nomes de suas matriarcas: pedaço da Dona Adelaide, da D. Benedita, da D. Maria das Dores e assim por diante, porque segundo ele, são as mulheres mesmo que articulam tudo e todos, sendo os homens executores do conhecimento feminino. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;No fim dos dias as crianças tão deles queridas aparecem pulando as janelas, saindo de debaixo da cama, detrás da cortina e da porta, povoam nosso quarto inteiro curiosas, querem brincar com Morena – que no final, é branca, branca. Esta aprende atrapalhada que a lanterna impede sua visão no escuro, se desfaz dela para correr no campinho atrás dos vaga-lumes com todos os pequenos. Se familiariza com os insetos que habitam nosso quarto e todo o espaço sideral, já não acha que os pequenos animais olham em perseguição para sua pessoa. Larga o biquíni, o vestido, a bolsinha e corre de calcinha por aí. Tenho visões de relance dela, criança feliz, e as senhoras me tranqüilizam quando não a vejo e fico aflita, dizendo que sempre tem alguém cuidando dela. De fato, já almoçou com Constância e não vai ao rio sem adulto. Passa gritando que vai catar jambo, dar comida para os patos, arrancar mandioca da terra, catar caranguejo no mangue e numa destas me avisa cuidadosa: “mãe, se um camaleão te morder, tome água na frente dele, senão você fica doente e eu não quero”&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2516559835644333528-6670122749978079048?l=morenasoraia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://morenasoraia.blogspot.com/feeds/6670122749978079048/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2516559835644333528&amp;postID=6670122749978079048' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2516559835644333528/posts/default/6670122749978079048'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2516559835644333528/posts/default/6670122749978079048'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://morenasoraia.blogspot.com/2007/06/quilombo.html' title='Quilombo'/><author><name>Pula</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_tLn3p9f1k3o/R9laiTKgZPI/AAAAAAAAACk/69_rS7LWHPw/s72-c/visita+cururupu+005.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2516559835644333528.post-7752398607015083368</id><published>2007-06-27T10:20:00.000-07:00</published><updated>2008-11-13T10:15:57.626-08:00</updated><title type='text'>Comunidades Rurais de Macapá - Amapá</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_tLn3p9f1k3o/R9lbkDKgZQI/AAAAAAAAACs/jsLVX5cSy3Y/s1600-h/visita+cururupu+017.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5177269921521886466" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_tLn3p9f1k3o/R9lbkDKgZQI/AAAAAAAAACs/jsLVX5cSy3Y/s320/visita+cururupu+017.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_tLn3p9f1k3o/R9lbkTKgZRI/AAAAAAAAAC0/ZAl0riI0Z0I/s1600-h/visita+cururupu+041.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5177269925816853778" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_tLn3p9f1k3o/R9lbkTKgZRI/AAAAAAAAAC0/ZAl0riI0Z0I/s320/visita+cururupu+041.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O sol aqui arde bem cedo, faz com que as crianças pulem da cama feito pipocas. Macapá, à luz do dia, é diferente de outras capitais amazônidas: não é ostensiva, não tenta ser metrópole, sem edifícios nem shopping centers. Feiras de rua vendendo frutas e remédios misteriosos, para todos os males da humanidade, as ruas sem calçadas, as casas interioranas bem abertas, barulho enlouquecedor por todos os lados, carros desordenados, uma cidade que mostra a fronteira do país, a todo momento temos que mostrar os documentos dizendo em alto e bom tom quem achamos que somos. O Amapá, antes de ser estado (1988) era apenas território da União, como Rondônia e Roraima. Mas diferente de Rondônia, as pessoas estão aqui há muito, muito tempo, sem se importar se era um Estado ou um pedaço de chão. Os que antes aqui não estavam, vieram brigar com os franceses o direito a mais um pouco de terra, tendo nos olhos o brilho dourado da esperança de enriquecer rápido, mas ficando por aqui por puro encantamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O trapiche abre-nos a vista para o Rio Amazonas, gigante em movimento, cuja outra margem nem sabemos ao certo se existe. Uma estátua de São José, padroeiro da cidade, protege seus habitantes do resto do mundo inteiro, pois todos podem navegar até aqui, de um jeito ou de outro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É a única capital do Brasil cortada pela linha do Equador. Essa linha imaginária divide a cidade em dois, e passa no centro do campo de futebol no estádio, fazendo com que os jogadores, em uma partida, troquem de hemisfério exaustivamente. De um lado do campo a água na pia do ralo gira para um lado, de outro, o inverso. Num ataque de bobeira cruzei essa linha várias vezes e me diverti beijando crianças do outro lado do planeta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Viajando em direção ao campo, passo em muitos locais sem floresta, parecemos fugitivos no deserto, correndo a toda velocidade com cabelo no vento, levantando uma poeira senil atrás de nós. São kilômetros e kilômetros de areia maldita sob um sol escaldante. “O sertão está em toda parte”, já dizia Guimarães Rosa. São pastos, plantações, reservas de areia, de eucalipto, de pinho, todo tipo de matéria prima para todo tipo de utilidade irrelevante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando a estrada finalmente atravessa um trecho de floresta madura, em pé, perdemos o semblante de alucinação, andamos mais devagar porque o mundo é melhor, ficamos bem humildes diante das poses senhoriais das árvores e da densidade do verde. O Amapá tem 51% de sua área protegida, fora as terras indígenas, o que faz deste o estado brasileiro menos desmatado na região. De qualquer forma, essa área toda está mais para o outro lado, não aqui onde estou. Aqui são 200 km de estrada, com impressão de não se estar indo a lugar algum. Adoro viajar de ônibus, sempre gostei, mas não sou mulher pra viajar sozinha de mochila nas costas em terras distantes, fico desconfiada. Em uma parada de ônibus, uma casinha no meio do nada, as pessoas tomam suco em saquinho de supermercado com um canudinho espetado no meio, depois jogam tudo no chão. Me oferecem e me falta coragem, me sinto ridícula com a garrafinha de água mineral nas mãos, me envergonho dos meus gestos do sul.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A comunidade onde trabalhamos chama-se Corre Água. É uma comunidade que surgiu na beira da estrada, da beira da estrada e para a beira da estrada, diferente das comunidades tradicionais que imaginamos cobrir toda Amazônia. Estas beiradeiras são muitas em todos os estados do Norte. A estrada passa no meio, tudo o mais gira em torno dela: a escola, o mercadinho, as crianças. Por conta disso, os moradores fitam sempre o horizonte, observam quem vem e quem vai. Para eles, somos mais uma turma dos mesmos que só passam, quase não acreditam que meu destino de viagem é aqui mesmo sim senhor. Escutam as histórias do mundo e as suas próprias são tristes, porque esqueceram de onde vieram e porque estão aqui. Para disfarçar, agregam vidas de outros lugares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por todo canto há costume das casas de palafita, longe das águas, da lama, dos bichos do chão, suspensa nos ares e sem paredes. Aqui, essas casas não servem mais, não são seguras o suficiente para o encontro inevitável com o pior de todos os perigos da natureza, nem sempre gentis e bem intencionados: viajantes. Estamos no caminho de tudo: da maior pororoca do Brasil, e de outras menores, mas cada qual tendo como guardiã a cabeça de uma cobra grande com olhos de sangue. Também no caminho para Calçoene, cujas praias são descomunais e com um excesso inexplicável de areia branca. Também estamos no caminho para Caiena, onde o salário mínimo tem um zero a mais, o asfalto é liso como um lago brilhante e a passagem para Paris, seja lá onde for, custa apenas 500 reais. Nesta outra terra falam patuá, língua dos que lá sempre estiveram; francês, dos colonizadores; inglês, língua universal e Chinês, pois o comércio é dominado por estes. Aqui é também caminho de Araguari, cujas ondas de pororoca atraem meninos loiros como anjos e valentes como dragões, vindos do mundo inteiro com asas nos pés para voarem sobre as ondas. O Afuá, cidade inteira de palafitas sobre as águas, de onde os moradores não descem nunca, e são silenciosos para não acordar a arraia gigante que sustenta toda a cidade. Bailique, um complexo de 38 comunidades em ilhas encantadas onde quem não tem muito bom coração facilmente se perde nos rios, que julgam ser atalhos para canto algum, e só quem tem o dom de renascer das peias pode sonhar em ter um terreno neste pedaço de chão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eraldina, Isoldinha, Isadora, que vida! Uma tem 4 filhos, um com cada pai que lhe apareceu na estrada e lhe prometeu cuidado. Outra foi mesmo embora com alguém, abandonando o marido com cinco filhos em escada, o menor ainda bebê de colo. A última cansou de ser repetidamente abusada e calada, encontraram-na coberta de sangue verde e olhar senil na beira do rio. Nesta comunidade, a mulher existe para trabalhar duas vezes mais do que o homem, carregando peso na barriga, fora dela, dos seres e das coisas, e seu olhar nunca pode ser maroto como é de sua natureza, mas sim triste de peia da vida e dos maridos. Nós, mulheres vindas de fora, trabalhando tanto, estamos em uma categoria um pouco só mais especial: os homens não ousam abusar tanto como abusam das que aqui sempre estiveram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É comum terem os filhos pequenos desaparecidos, evaporando no calor do asfalto, mas não associam isso à fronteira, e sim a encantamentos de outros tempos. No mais, morrer “de corda”, pendurando estas nas árvores e fazendo uma viagem sem ar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O único consolo parece ser um rio de água transparente, que dá nome ao lugar. Água boa é água fria, dizem por lá e concordo. Ali moram muitos peixes, são tantos que no fim do dia estão saltando pra fora d’água por falta de espaço. Os botos que olham nos olhos da gente, que quando nadamos sozinhos marinam ao nosso redor, e que se por muita maledicência da vida agradar da pessoa, pode encanta-la. Aí, só Deus pra tirar deste caminho sem volta, onde de noite se sonha com o sexo oposto e de dia se vai esvaindo em uma cor amarela, passando a andar só pela mão dos outros, até sucumbir de tristeza por uma vida que nunca pôde ser sua. Neste rio silencioso, sucuris dormem enterradas no fundo, e nas beiradas, jibóias que quanto mais crescem mais se enroscam onde estão, ficam na árvore feito enfeite de samambaia e basta olhar em seus olhos para se perder para sempre. Pode-se até querer sair deste feitiço, mas à vontade não responde o corpo, domado que está pelo que entrou-lhe através dos olhos. Assim perdido, ficamos arrodeando a cobra, chegando cada vez mais perto até levarmos o bote fatal. Ainda assim, nadamos em segurança todos os dias, de manhã, no almoço e no fim da tarde, antes dos trabalhos da noite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Horrorizaram com a gente trabalhando de domingo, e juraram que assim íamos ficar enterradas no chão, como aconteceu com o filho de uma senhora que andava à noite sobre o rio sem se molhar. Este foi trabalhar na roça da mandioca e na hora que foi puxar uma de caule vistoso, foi puxado para baixo, ficando lá pegado por exatamente um ano, garante Seu Eulálio que viu a cena com estes olhos mesmos que eu olhava então.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, mas que injustiça com esta terra sem verdade, se não lembrarmos do Seu João, o segundo morador deste lugar, que manda um abraço aos meus pais, que julga serem de bom coração numa terra de violência, que pergunta de onde vem essa garra, de tão longe em braços de menina, que o faz ter esperança na vida. E que muita injustiça se não lembrarmos toda noite dos mil e um olhos de jabuticabas que nos acompanharam atentos em todos os nossos momentos, que se penduravam na gente feito macacos em galhos, que enlouqueceram com a visão do cinema, que nos fizeram experimentar um sem fim de frutas (seriam frutas?) diferentes de tudo o que já vimos até então, que contrapondo aos olhos apáticos dos adultos, olhavam inquietantes para a mala que, por causa deles, arrumamos e enchemos de saudade. Ir embora nunca é fácil em canto nenhum. Neste aqui, em especial porque temos que deixar uns meninos e meninas, que um dia na volta, serão como estes maiores. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2516559835644333528-7752398607015083368?l=morenasoraia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://morenasoraia.blogspot.com/feeds/7752398607015083368/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2516559835644333528&amp;postID=7752398607015083368' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2516559835644333528/posts/default/7752398607015083368'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2516559835644333528/posts/default/7752398607015083368'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://morenasoraia.blogspot.com/2007/06/comunidades-rurais-de-macap-amap.html' title='Comunidades Rurais de Macapá - Amapá'/><author><name>Pula</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_tLn3p9f1k3o/R9lbkDKgZQI/AAAAAAAAACs/jsLVX5cSy3Y/s72-c/visita+cururupu+017.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2516559835644333528.post-1027552154449435482</id><published>2007-06-27T10:19:00.000-07:00</published><updated>2007-06-27T10:20:42.169-07:00</updated><title type='text'>Comunidades rurais de Ponte Alta do Tocantins - Tocantins</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Na chegada às comunidades é comum encontrarmos faixas de boas vindas. Uma delas dizia: “O Brasil precisa de mais pessoas como vocês”. Embora trabalhando até quando não trabalhamos, sinto um mal estar: “O que realmente fazemos pelo Brasil, nós aqui no sudeste?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Palmas, capital do estado do Tocantins, foi inaugurada em 89. Projetada tal e qual Brasília, é apenas menor. A proposta é a mesma e de dentro do glamour olha-se para o lado e vêem-se as cidades satélites agregadas, tanta gente nesse mundão de Deus, e como sempre na cidade a periferia não entra para morar, entra para trabalhar. Atravessando o Estado, preparei-me para ver campos e mais campos de soja e pecuária, infernos do país, mas o que vi foram quilômetros e quilômetros de cerrado, poucos lugares na beira da estrada desmatados e pequenas vilas que surgiam no meio destes rincões, com pessoas que, me parecem, sempre estiveram aqui. O cerrado esconde surpresas indescritíveis com tantos tons de verde que parecem milagre, arrancando alegrias e surpresas súbitas. As árvores se esforçam por crescer, revoada de araras coloridas. Não se vê capim dourado nos campos afora, dizem que está acabando sendo extraído por poucos com manejo. Ainda assim encontramos quem carregue maços dourados nos braços, cor de ouro com flores nas pontas, 15,00 o kilo na temporada, 40,00 fora dela. Deste brilho enfeitiçante saem bolsas, brincos, colares, cestarias, distribuídos (de novo e como sempre) para o sudeste do Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Ponte Alta do Tocantins, portal do Jalapão, rumamos para a área rural, de longe a nossa preferida. Arranchamos depois de muito andar na casa da Dona França, tão receptiva, e que tem uma nuvem branca na cabeça, olhos miúdos e a pele com sulcos desse próprio chão. O senso dela está bom, anda aprumada para a Assembléia sob um enorme guarda-chuva preto que lhe serve de sombra, passando por baixo dos colchetes (cercas de arame farpado) que encontra no caminho. Embora goste de prozear bastante, escuta mal e conversa muito mais com os que já passaram para o outro mundo. Dormimos na sua sala de telhado de palha com três paredes de barro, a terceira aberta para o mundo. Mesa de madeira, nossas duas redes emparelhadas, café na caneca, lata dágua na cabeça, porta de duas bandas e o mundão lá fora. De noite uma vaca branca, bichão imenso passa prá lá e prá cá balançando a sineta que traz no pescoço, belém, belém; e de manhã as galinhas do mundo inteiro invadem o nosso aposento, fazendo uma grande algazarra a fim de acordar Dona França, que por fim levanta com sua nuvenzinha e pernas de andorinha, espalhando milho em seu terreiro e calando as bichinhas. Usa também um chicotinho para alinhar as galinhas. Tudo isso vejo naquela hora entre o dormindo e o acordado, mas quando está perto das sete por fim levantamos de vez para mais um dia de muito, muito trabalho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nessa terra onde ninguém chega, os professores me chamam de professora. No fim de um dia inteiro mediando produções e sistematizações, venho descendo com eles a estrada. Vou encontrar as meninas para a palestra que já montaram debaixo das mangueiras e o cinema, debaixo de um fio de lua no céu que uma estrela segura. No pé de uma igreja distante, encontro as senhoras sentadas em roda, sou convidada a participar. Aceito com muito gosto, ouvir e falar de todos os vivos e dos mortos que nos carregam. Dão-me uma boa cadeira, olho para os meus pés, estão iguais aos delas, secos de poeira vermelha na sandália, minha saia até o joelho como as delas, meu cabelo preso em coque. Me esforço nos seus vocabulários, com o sucesso de quem está aqui há dias. Elas riem das minhas falas e eu sou assim daqui, São Paulo um mundo tão distante e irreal como um filme de uma vida alheia. Nunca vou esquecer esta sensação: tudo parece estar exatamente onde deveria, inclusive eu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aniversário do Estado do Tocantins. 18 anos. Um lugar que, agora sei, juntou os pedaços mais esquecidos de todos os outros estados em volta: sul do Pará e do Maranhão, nordeste da Bahia, norte do Mato Grosso e de Goiás. Ergue-se assim com um pouco mais de autonomia e recursos próprios, tendo assim esse povo algo que celebrar. Dançamos em um rancho de lampiões, em meio a serestas, risadas e grupos de vivas, mas governador nenhum de canto algum sabe desta nossa festa secreta no meio do país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de tudo, todo dia, vamos ao banho. Para o banho, lanterninha mesmo, no rio. Nos primeiros Dona Maria nos acompanhava, e sua figura forte e serena, seus olhos no escuro faziam do rio um lugar apenas escuro e de água morna. Depois, a fim de não amolarmos mais ela, fomos só nós mesmo. Grande engano. Escuro de fazer medo nos olhos, com barulhos indecifráveis, não agüentamos, voltamos correndo, debandando com o cabelo eriçado, que levantava a gente do chão. Livusia é o nome que dão para este sentimento, isso que escutamos e não sabemos o que é, que atormenta a alma e faz o homem não servir para mais nada. É muito comum que aconteça mesmo com mulheres, alertaram os senhores quando nos viram com cara de quem viu fantasma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliás, nós mulheres, lá na roça estamos em uma categoria toda especial: temos útero e não podemos carregar peso, o que torna a viagem e todas as outras atividades um tanto quanto mais leve. Além disso, temos olhos de jibóia, com capacidade de enfeitiçamento. Para quebrar qualquer poder de nosso olhar ou palavra, só cortando o dedo e jogando o sangue em cima é que desencanta. Somos as pessoas mais fortes do universo, capazes de suportar dores algozes por horas a fio, fazer os vaqueiros aboiarem mais rápido, aquecer qualquer coisa apenas botando a mão em cima, criar 18 filhos e mais dois particulares, se quisermos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse é realmente um cantinho no mundo, nunca ninguém diferente apareceu por estas bandas. A luz elétrica chegou em agosto, e não mudou muita coisa, apenas a proza fica até mais tarde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na nossa modesta partida, que algazarra na comunidade, dia de festa. Os homens assam carne debaixo da mangueira, as senhoras se agitam mais que nos outros dias, suando em bicas na cozinha, fazendo milagres no fogão de duas bocas. Acabou o curso, entregamos os certificados, queridos alunos, tão entusiasmados e comprometidos, cheios de sonhos e promessas. No meio da festa meu coração sangra, por tantos diferentes motivos. O maior deles é não poder me esquecer neste canto do mundo, é agüentar a despedida, agora tão próxima. Queria sarar, mas a cura, não sei porquê e isso me deixa maluca, não posso ter.  Todo mundo chora, eu também. Basicamente porque ninguém sabe até onde a gente vai na vida e se nos encontramos de novo. Dona França abraça, olhos miúdos dentro dos meus. Ela sabe, do alto de seus 84 anos, que nossas chances de reencontro são remotas. Diz que a saudade dela é maior do que a minha, porque enquanto vou para uma labuta diferenciada, consigo até disfarçar, mas ela fica nessa vida de sempre, igual a antes, igual a todo dia, igual, igual.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2516559835644333528-1027552154449435482?l=morenasoraia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://morenasoraia.blogspot.com/feeds/1027552154449435482/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2516559835644333528&amp;postID=1027552154449435482' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2516559835644333528/posts/default/1027552154449435482'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2516559835644333528/posts/default/1027552154449435482'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://morenasoraia.blogspot.com/2007/06/comunidades-rurais-de-ponte-alta-do.html' title='Comunidades rurais de Ponte Alta do Tocantins - Tocantins'/><author><name>Pula</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2516559835644333528.post-3331273973425299372</id><published>2007-06-27T10:18:00.002-07:00</published><updated>2007-06-27T10:19:42.409-07:00</updated><title type='text'>Comunidades da Linha   Ouro Preto do Oeste, Rondônia</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;“Tantas vezes pensamos ter chegado. Tantas vezes é preciso ir além”.&lt;br /&gt;Fernando Pessoa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Terra da Madeira Marmoré, nunca pensei ficar tão impressionada ao chegar em uma capital brasileira. Uma névoa densa de fumaça cobria toda a cidade. T-o-d-i-n-h-a. “Queimada de derrubada ou de pasto”, explica seu Batatinha, motorista que nos trouxe do aeroporto ao hotel. Diante do meu espanto acrescenta: “Estamos na época da seca, onde podemos queimar. A partir de novembro começa a chover e tudo isso passa”. Porto Velho é assim toda branca nestes dias, me debruço nas margens do Rio Madeira tentando ver a outra margem, em vão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Achei mesmo que a fumaça que encobria a capital do estado limitar-se-ia a isso, como se “isso” não fosse muita, muita fumaça, sinal de muito, muito fogo. Descemos a BR 364, esta gigante que vem lá de Cruzeiro do Sul no Acre até Cuiabá no Mato Grosso. Atravessamos mais da metade do estado para chegar em Ouro Preto do Oeste, e durante todo este trajeto, ardência nos olhos que tentam enxergar a paisagem. A beleza aqui é casada com a tristeza, e essa viagem mudou a minha vida para sempre, irremediavelmente. Imensos campos queimados, castanheiras solitárias crucificadas no horizonte enevoado. Todo dia que trabalhamos por lá o sol apocalíptico nunca chegou no chão, bola branca no céu. A fumaça nunca se desfez. O calor foi de matar. Rondônia, de braços dados com Mato Grosso (onde se estendem quilômetros e quilômetros de campos verdes de soja) é campeã de desmatamento no Brasil.   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seria terça ou quarta ou segunda de uma semana que se perde nos dias que se misturam. Na névoa tudo vira névoa. Amanhecemos invariavelmente com o pé na estrada, caindo no poeirão da linha 203, toda dividida em lotes - hoje esturricados – pelo Incra em meados dos anos 80 aos aventureiros que vieram do sul. Rondônia tem mineiro, mato grossense, paranaense, até paulista, gaúcho e catarinense. Tudo menos rondoniense. Estes se resumem às crianças. Todas essas pessoas vieram de todas as direções até chegarem aqui e não têm medo de andar. Casais que enfrentaram a floresta, a falta de acesso e muitas outras dificuldades. Um povo cheio de história, que se lembra com saudades da mata, dos esturros de onça, dos gritos dos macacos impacientes, dos frutos suculentos e das sombras generosas; nada disso existe mais. Em meados dos anos 80 Ouro Preto não era senão uma vila esquecida no mundo, conta Marísia, que fugiu de casa aos 16 anos e veio tentar a vida aqui com um homem 27 anos mais velho do que ela. Seringa e madeira eram os negócios da época. A madeira era vendida em toras gigantescas a preços irrisórios. Aproveitavam-se apenas os imensos troncos principais, o resto era abandonado na floresta, restos estes que os madeireiros voltam hoje para buscar. Não raro assistimos a passagem de caminhões com um perfume misterioso, dói o coração ver toras imensas sendo transportadas para o nosso rico sudeste. Pergunto sempre se acham que a vida hoje está melhor ou pior. São unânimes em responder que melhorou muito por um lado – agora comunicam-se com mais facilidade uns com os outros, as distâncias estão menores, vez por outra passa um ônibus vindo de outro mundo, é possível ir à cidade, telefone mais próximo, luz elétrica e rádios que contam histórias deles e de todos os lugares. Piorou a alimentação, que antes era abundante, na floresta tudo dava e tinha muita caça. E o frescor, que saudades do frescor. Com a blusa colada no corpo, olho a fumaça e penso que essas pessoas ainda aproveitaram bem a nossa floresta. Tiraram tudo o que podiam pois assim exigia a economia, queimaram e fizeram pasto, lindo progresso racionalista empirista. Faz pena são as crianças, essas que nunca viram nem verão o mundo como outrora, estas cujos olhos brilham ao verem no cinema as imagens de outras brincando na floresta, sem nem sequer imaginar que poderiam estar ali, hoje mesmo. Faz pena, muita pena às vezes. Vai ser besta prá lá. Ô vida triste.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entende-se assim a história de tantos jovens que vão tentar a vida no exterior. Pagam dez mil DÓLARES, dinheiro suadíssimo no pasto, (5,00 o kilo da picanha, 0,30 o litro de leite) ao coiote, homem milagroso que os leva, Deus sabe como, deste lugar a outro. Valem caminhões, travessias a pé, passar fome e sede, caixas, caminhões, qualquer coisa para se chegar lá, no paraíso do consumo e muitas vezes não chegar, com sorte voltar. Acho a novela da Globo, América, de repente tão atual! Pelo visto funciona: Ouro Preto tem sua economia girando nas altas e baixas do dólar!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conhecer os prefeitos destas terras sempre me deixa doente. Doença moral, pior do que qualquer outra. Este aqui foi cassado pelo ministério público, comprou a liminar e voltou a seu posto. Prática comum! Como resultado de uma emboscada que sofreu quando ganhou as eleições, manca e exibe uma grande cicatriz no rosto. Considerado advogado, defendia amigos deputados no tribunal com causas duvidosas. Foram ver, não tinha diploma!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Visitamos a APA, Associação dos Produtores Alternativos. Um trabalho pequeno mas maravilhoso, deu pra soltar um suspiro de alívio, finalmente. Beneficia diretamente 200 famílias, indiretamente 600. Um povo simples, que agregou muitos outros valores além do econômico, valores sociais, ambientais e humanitários. É lindo ouvir um pequeno agricultor, que neste aspecto é gigante, discorrer sobre a qualidade de sua pequena plantação, da importância da preservação do seu espaço, da complexidade de um sistema agro florestal em relação à monocultura, da saúde de seus produtos sem agrotóxicos que não envenenam a terra, a deixam respirar e ser produtiva por muitos anos, para seus filhos e netos.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dona Maria Joana usava uma camiseta com a foto de um homem moreno e altivo, me lembrou Che Guevara. Dizia em letras vermelhas: “O teu sangue anima a nossa luta”. Tratava-se do Pde. Ezequiel Ramin, assassinado em julho de 85. Foi mediador dos donos de terra, madeireiros, seringueiros e pequenos agricultores, defendendo veementemente os mesmos. São muitos os Che Guevaras nestas terras, muitos anônimos Chico Mendes que nunca ouvimos falar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre os longos caminhos de Rondônia e Tocantins, a hora foi curta, tive um blackout e não vi mais nada deste mundo. Parei em Brasília, o médico não encontrou nada além de cansaço da vida, e eu sempre soube o que me derruba: dor na máquina que funciona embaixo do peito.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2516559835644333528-3331273973425299372?l=morenasoraia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://morenasoraia.blogspot.com/feeds/3331273973425299372/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2516559835644333528&amp;postID=3331273973425299372' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2516559835644333528/posts/default/3331273973425299372'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2516559835644333528/posts/default/3331273973425299372'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://morenasoraia.blogspot.com/2007/06/comunidades-da-linha-ouro-preto-do.html' title='Comunidades da Linha   Ouro Preto do Oeste, Rondônia'/><author><name>Pula</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2516559835644333528.post-8819556821669577016</id><published>2007-06-27T10:18:00.001-07:00</published><updated>2007-06-27T10:18:19.531-07:00</updated><title type='text'>Comunidades do Alto Rio Negro, Moura, Barcelos, Amazonas</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Barcelos, antigamente, (1750) era a capital do estado do Amazonas. Foi transferida para Manaus e sobrou essa cidade meiga, portuguesa, na beira do Rio Negro, o maior arquipélago de água doce do planeta, do tamanho da ilha da Grã-Bretanha, com mais de 700 ilhas envoltas por água doce. No período da seca, a partir de agosto, possui mais de 40 km de praia. Durante a época da cheia, (agora), há grandes trechos de selva submersa, barulhos de peixes misteriosos na água escura e brilhante, e os amigos botos, vermelhos, não cor-de-rosa. Estes não nadam nem respiram: bóiam. São muitos e bóiam o tempo todo, brincalhões, simpáticos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Descemos de barco trabalhando nas pequenas comunidades do Rio. O Rio Negro é negro e o Rio Branco é branco! Que descoberta! O encontro dos dois é sereno e amigável: uma linha divisória de duas cores. O Rio Negro parece um espelho escuro, calmo como um lago. Reflete nele tudo o que nele não está: a floresta, o céu inteiro. Tanto que sempre se tem a impressão de que o barco voa entre ilhas flutuantes no céu. Isso quando não chove, ou melhor, quando não faz chuva, como dizem por lá. E faz chuva todo dia. Quando é temporal, eles chamam de banzeiro. E quando está nublado, o sol está frio. Na seca bicho de casco desova. Bicho de casco é o prato típico (tartaruga mesmo) assado, com as pernas para cima, mesa após mesa, a melhor carne do mundo, confesso entre amigos.    &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Do barco, depois de horas de viagem, os homens descem uma rampa. Molho os pés na água finalmente! Vou subindo a trilha bem marcada que sai da água e sobe uma pequena colina, no topo da qual, muitas pessoas me observam. Faz muito, muito tempo que não desce alguém diferente naquelas bandas. Pequenas flores na borda do caminho, quase as mesmas da minha saia, que balanço bastante, junto com o cabelo, para que ninguém tenha dúvidas de que sou mulher. A caminhada era curta, mas foi eterna. Será que podiam sentir que sou mãe, menina mulher guerreira como aquelas dali, filhos nos braços e enrolados nas pernas, desafio nas costas? Me olhavam, me olhavam. Por um triz de um momento, destes mais importantes, me lembrei de expedicionários que em primeiro contato com civilizações remotas tiveram tamanha consciência de seu espaço corporal no mundo por estarem sendo tão intensamente observados. Senti seus riscos e lamentei suas mortes. No final, olhei finalmente nos olhos dos que me olhavam. Desviaram o olhar encabulados. Sorriram. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Raimunda é menina nova, bem mais nova do que eu, um filho de 05 meses nos braços. O guri era tão fofo, sorridente, irresistível de pegar nos braços e apertar. E ela, cabocla mansa, seios fartos, generosa. Ficou me acompanhando pela vila, me mostrando casa a casa, até que chegamos na dela. Sem paredes, aberta para o mundo e para a floresta. Ela mostra tudo, naquela simplicidade e leveza dos caboclos, naquela gentileza, que hoje sei, os fazem tão vulneráveis. (escravidão branca dos piaçabeiros, exploração dos piabeiros). Lamento estar a trabalho e depois de muito ter que ir embora. Lamento por eles, velhos, mulheres, crianças e homens, que demonstram seu desejo da nossa não partida. Mas lamento muito mais por mim, subindo no barco e acenando para um povo simples, que vai ficando pequeno, vão virando pontinhos no porto (que não é porto) e somem misturados à paisagem imensa da floresta. Como se ali não houvesse tanta vida, como se não houvesse tanta história, tanta coisa para aprender. Ao som regular, cadenciado do motor do barco, seguimos viagem e a noite cai sobre o rio e a floresta. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Hoje estamos escrevendo uma singela denúncia ao ministério público, quem sabe? Por essas e por outras, muitas essas e muitas outras volto para São Paulo e me sinto um alien de um planeta distante. Trabalho até o osso para dar conta. Fiz aniversário sim, 31 anos, muita hora nessa calma. Com o desejo de mais tempo para os amigos, que são a coisa mais importante do mundo neste ano que se inicia, convido a todos para mais um batizado de um novo boi, dia 19/06 domingo. A festa acontece das 14h às 22h, vocês todos já sabem onde. Como é de dia, esperamos as crianças.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2516559835644333528-8819556821669577016?l=morenasoraia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://morenasoraia.blogspot.com/feeds/8819556821669577016/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2516559835644333528&amp;postID=8819556821669577016' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2516559835644333528/posts/default/8819556821669577016'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2516559835644333528/posts/default/8819556821669577016'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://morenasoraia.blogspot.com/2007/06/comunidades-do-alto-rio-negro-moura.html' title='Comunidades do Alto Rio Negro, Moura, Barcelos, Amazonas'/><author><name>Pula</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2516559835644333528.post-7152462362088244786</id><published>2007-06-27T10:15:00.001-07:00</published><updated>2007-06-27T10:15:52.847-07:00</updated><title type='text'>Comunidade de Santa Rosa e São Pedro, Cruzeiro do Sul - Acre</title><content type='html'>&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;O primeiro choque térmico foi em Rio Branco: ar da amazônia, pesado e bom. De lá,  Cruzeiro do Sul, o segundo maior município do Acre. Fica no extremo oeste do Brasil, região de fronteira com o Peru, cidade boa para comprar redes e mosquiteiros. E farinha de mandioca. Tem muita, com muitos tons e nomes diferentes. De lá, partimos para as comunidades rurais.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Existem mais de 22 etnias indígenas vivendo no Acre, uma delas, os katukinas. Lindos, serenos, fortes e tímidos. A primeira coisa que se nota na aldeia é o silêncio. Absoluto. E o que me choca em todas elas são as crianças: pavor dos brancos. As maiores fogem e os bebês choram quando chegamos perto. Eu tenho impressão de que não é mera coincidência. Mesmo eu, com a minha cara de tupi que até os adultos confundem, não engano os pequenos. Não falam nossa língua, nem mulheres, nem crianças e dessa vez apelei: para me comunicar usei mesmo a linguagem – como diz a Renata – universal! Dos barbantes. Deu súper-certo! &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Os katukinas realizam um ritual onde tomam o cambô – liquido extraído da pele de um sapo de rio bem verdinho, um animal sagrado. Um pequeno cortinho na canela, líquido introduzido no sangue e bom, até amanhã, sendo amanhã um lugar que não existe nessa noite. Nessa comunidade indígena (e em outras também), os preceitos comunitários que tentamos sempre passar estão todos embutidos. Enquanto grupo, são absolutamente unidos, apesar de terem dividido a aldeia em 04, para melhor ocupar a terra e evitar a invasão de posseiros. O delírio de qualquer educador comunitário: ver como se escutam, como se respeitam, como respeitam os mais velhos, como decidem tudo, absolutamente tudo, comunitariamente, e como realmente tem introjetado a questão da coletividade superando a do indivíduo.  Poderia ficar horas escrevendo sobre o que aprendi com eles. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Santa Rosa e São Pedro são comunidades beira de estrada, sem nenhum atrativo especial a não ser a doçura de seus habitantes. De lá, quase trouxe na mala algumas crianças lindas, como a Helenilza ou o Francisco, a primeira de apenas cinco anos, cega de um olho, cuidando da casa, dos irmãos e da mãe alcoólatra, e o segundo, espancado diariamente por um pai autoritário. A dor da malária me chocou. Três em cada quatro pessoas já pegaram a doença, algumas mais de uma vez, doença tropical, que não merece o investimento em pesquisa como os cremes rejuvenescedores...  &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Voar de Força Aérea Brasileira é sempre uma aventura. O avião balança, é monomotor, a gente vê a floresta de cima, mas bem de perto. A gente reza, faz o pêlo-sinal, cruza os dedos na hora do pouso, este instável, o avião vai pra lá e pra cá com o vento, parece mais uma pipa. Horas de vôo até chegar na fronteira tripla de Tabatinga (Brazil, Colômbia e Peru) Gente, o Solimões... Eu realmente queria ter palavras.  &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;De lá voamos até Manaus, cidade grande, onde tivemos a “oportunidade” de conhecer o Hospital Tropical, referência mundial em doenças da floresta (tipo a malária, a febre amarela, e muitas outras), uma espécie de HC. Tristes com o caráter da visita, com uma grande baixa na equipe, partimos para Barcelos, no Amazonas. Voamos umas 10 horas do Acre até lá, mas nem uma vez deixei de avistar a floresta, em todos os lados, até o infinito. Passamos por pedaços intocados, nunca antes pisados. A Amazônia é nossa e é demais. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2516559835644333528-7152462362088244786?l=morenasoraia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://morenasoraia.blogspot.com/feeds/7152462362088244786/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2516559835644333528&amp;postID=7152462362088244786' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2516559835644333528/posts/default/7152462362088244786'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2516559835644333528/posts/default/7152462362088244786'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://morenasoraia.blogspot.com/2007/06/comunidade-de-santa-rosa-e-so-pedro.html' title='Comunidade de Santa Rosa e São Pedro, Cruzeiro do Sul - Acre'/><author><name>Pula</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry></feed>
